Banking

O que é invisible banking? Vantagens e desafios do banco do futuro!

Publicado em 10 de junho de 2021 por Redação Zoop
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Invisible banking, ou banco invisível, consiste em um modelo bancário no qual a entrega de produtos e serviços financeiros é integrada de forma natural ao dia a dia dos clientes.

É possibilitar, por exemplo, que uma transação financeira, a exemplo de uma transferência de valores ou pagamento de uma compra, seja realizada apenas com um comando de voz dado a uma assistente virtual.

A proposta por trás do invisible banking é tornar as soluções bancárias cada vez mais livres de atritos, contribuindo para melhorar a experiência do cliente que as utiliza.

Com o banco invisível, os produtos e serviços financeiros usados passam despercebidos na rotina dos clientes. Isso contribui para facilitar o seu dia, fazendo com que percam bem menos tempo com questões e possíveis problemas bancários.

Mas por que o invisible banking se tornou um tema que tem chamado a atenção do setor? Não temos como responder essa pergunta sem citar o atual comportamento do cliente bancário.

O uso de novas tecnologias, por exemplo, tem contribuído para que esses usuários busquem por soluções que tornem o dia realmente mais fácil. Com isso, esses clientes passaram a exigir mais das empresas financeiras e dos bancos.

Mas além desse conceito, o que mais se pode esperar dos bancos do futuro? Como atender às expectativas e necessidades dos clientes e se manter competitivo nesse mercado? Confira essas e outras respostas neste artigo!

O que é invisible banking? 

Invisible banking consiste em, basicamente, tornar bancos e instituições financeiras coadjuvantes dos processos bancários e financeiros realizados pelos clientes.

De forma prática, ao invés de o usuário bancário precisar ter contato direto com a agência física ou digital para realizar algum processo — a exemplo de um pagamento —, isso é feito de forma natural e orgânica, quase que imperceptível.

Em outras palavras, é possível dizer que o conceito de invisible bank é a incorporação de produtos e serviços financeiros em recursos e ferramentas tecnológicas, não necessariamente bancárias, que já fazem parte do dia a dia das pessoas.

Exemplos de invisible banking

Para a explicação sobre o que é invisible banking ficar ainda mais clara, citaremos três exemplos da sua aplicação que, muito possivelmente, você já utiliza, que são:

  • smart stores;
  • assistentes virtuais;
  • aplicativos de delivery e/ou de transporte.

Smart stores

Smart stores são lojas de autoatendimento, aquelas nas quais o cliente entra, escolhe os produtos que precisa, faz a leitura do QR Code dos valores e realiza o pagamento diretamente do seu smartphone.

Essa forma de pagar por algo de maneira tão fluida e prática é chamada de invisible payment, processo que ajuda a diminuir o tempo necessário para a conclusão do pagamento, contribuindo para que os consumidores paguem por suas compras de “forma invisível”.

Um bom exemplo de smart store é a Zaitt, parceira da Zoop, que é a primeira loja autônoma da América Latina.

Assistentes virtuais

Segundo um estudo da KPMG, até 2030, tecnologias de assistentes virtuais, como Alexa e Siri, modificarão significativamente a forma de atuação de bancos e instituições de pagamento.

De acordo com o levantamento, esse recurso permitirá que os aplicativos bancários, até então ocultos, se tornarão totalmente invisíveis aos usuários.

Em linhas gerais, a aplicação dessa solução ao invisible banking é, simplesmente, dar um comando de voz para uma assistente virtual e solicitar que ela realize um pagamento ou transfira determinado valor para uma pessoa da sua lista de contatos.

Aplicativos de delivery e/ou de transporte

Aplicativos de delivery e de transporte são um dos melhores exemplos (e também os mais populares) de banco invisível.

Ao baixar o app que deseja, o cliente precisa cadastrar apenas uma vez os seus meios de pagamento preferidos. A partir disso, todas as suas compras e aquisições serão pagas automaticamente, com apenas um clique de confirmação.

Uma empresa que segue essa linha é o iFood, também parceria da Zoop que, inclusive, desenvolveu as suas próprias soluções de pagamento.

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Como funciona o invisible banking?

O conceito de banco invisível se torna possível com a implementação de três etapas de mudança, que são:

  • plataforma: meio utilizado de conexão. Aqui, entra o chamado Enlightened Virtual Assistant (EVA), que é uma tecnologia que possibilita a conectividade entre dispositivos móveis, mídias sociais e outros recursos além dos financeiros tradicionais;
  • produto: solução ou serviço bancário que o cliente pretende utilizar, o qual é desenvolvido de forma personalizada, de acordo com o comportamento, perfil e necessidade do usuário;
  • processo: consiste na efetivação da transformação de banco tradicional para banco invisível, ou seja, no método escolhido para viabilizar esse recurso.

Quais as principais vantagens e desvantagens do conceito invisible banking?

O conceito invisible banking traz uma série de vantagens tanto para os clientes quanto para as instituições que o oferecem.

Do ponto de vista dos bancos, fintechs e demais empresas financeiras, os benefícios que mais se destacam são:

  • atendimento às novas necessidades dos usuários bancários;
  • aumento do poder competitivo;
  • oferta otimizada de produtos e serviços financeiros, reduzindo atritos e ruídos;
  • utilização mais ampla de novas tecnologias;
  • contribuição com o processo de digitalização do dinheiro

 

Com relação a essa última vantagem, não deixe de ouvir este episódio do Papo na Nuvem, podcast de sobre o mercado de serviços financeiros da Zoop.

Já se considerarmos a participação dos clientes bancários, as principais vantagens do invisible banking são:

  • aprimoramento da sua experiência de pagamento;
  • contratação e uso facilitado de produtos e serviços financeiros;
  • utilização de soluções compatíveis com suas rotinas, necessidades e preferências;
  • uso dos serviços bancários com bem menos ruídos.

Desvantagens do invisible banking

Quanto às desvantagens, podemos dizer que são poucas, ou quase inexistentes, especialmente se considerarmos que o processo de transformação digital nos bancos é uma constante e que só tende a crescer.

Assim, a desvantagem do invisible banking pode ser vista mais como um desafio para os bancos e instituições financeiras, que precisam aderir a novas tecnologias e, dependendo do porte, isso pode ser algo demorado ou com custo elevado.

Para os clientes, o invisible banking pode ser considerado um conceito inacessível àqueles que ainda estão no grupo dos desbancarizados, ou que têm pouco acesso a soluções tecnológicas, tais como smartphones e afins.

Não deixe de ler: “Bancarização: o processo que muda vidas e negócios!

O que esperar dos serviços bancários nos próximos anos?

De acordo com uma publicação na American Banker sobre a ascensão do banco invisível, até 2025, as atividades bancárias estarão “nos bastidores”, totalmente incorporadas às ações do dia a dia dos clientes.

Considerando essa possibilidade, o que podemos esperar dos serviços bancários para os próximos anos? 

A Forbes, em 2019, já havia feito uma previsão quanto às possíveis mudanças que o setor vai passar.

Considerando também esses apontamentos, podemos dizer que, somado ao invisible banking, o futuro bancário engloba:

  • experiência do cliente como foco das soluções bancárias; 
  • aplicativos bancários como forma de suprir novas necessidades;
  • aumento da cartela de ofertas de soluções online;
  • adaptação dos bancos tradicionais às empresas que já nascem digitais;
  • maior transparência dos serviços bancários;
  • uso amplificado da tecnologia para prevenção de fraudes;
  • crescimento no número de novos pequenos bancos abertos.

Experiência do cliente como foco das soluções bancárias

Segundo a Forbes, o ponto central das soluções criadas e implementadas pelos bancos e empresas do setor será melhorar a experiência do cliente.

A ideia é usar a tecnologia como meio para estreitar o relacionamento com o usuário bancário, bem como tornar os serviços e produtos financeiros mais fáceis de serem adquiridos e utilizados.

Aplicativos bancários como forma de suprir novas necessidades

Ainda nesse cenário, os aplicativos bancários estão sendo vistos como um caminho para suprir novas necessidades, especialmente as apontadas nas economias emergentes.

O uso dessa solução pode, por exemplo, preencher lacunas deixadas quando há excessiva regulamentação no setor.

Aumento da cartela de ofertas de soluções online

Um dos propósitos do invisible banking é justamente facilitar a vida dos clientes através do aumento da oferta de soluções online.

Como mencionado no início deste artigo, o objetivo é “fazer o usuário esquecer que está utilizando um banco” no seu dia a dia.

Para atingir isso, a disponibilização de ferramentas digitais é essencial, indo desde o atendimento ao cliente, até os meios de pagamento e adesão de serviços diversos.

Quanto a isso vale lembrar que, em 2020, os quatro maiores bancos do país fecharam, juntos, mais de 1.690 agências, o que levou ao encerramento de 5 mil caixas eletrônicos.

O processo foi consequência da pandemia do novo coronavírus, que fomentou a substituição das atividades bancárias presenciais pelas digitais, tornando real uma tendência que já era esperada para o futuro bancário.

Adaptação dos bancos tradicionais às empresas que já nascem digitais

Seguindo essa linha os bancos, principalmente os tradicionais, precisarão se adequar ao formato de atuação das empresas que já nascem digitais.

Um dos motivos é que esses negócios já são criados com necessidades financeiras diferentes das empresas de outros modelos.

A adequação, no caso, vai consistir em oferecer soluções personalizadas e as mais digitais possíveis

Maior transparência dos serviços bancários

E quanto mais os serviços bancários se tornarem digitais, maior será a necessidade de transparência do setor.

O Open Banking do Banco Central é um processo que colabora para isso e para que os clientes analisem melhor as condições oferecidas pelos bancos, fintechs e instituições financeiras antes de decidir com quem fechar parceria.

Entenda mais sobre o Open Banking assistindo este vídeo da Zoop:

Dica de leitura: “Fim do monopólio bancário: como as fintechs e o Open Banking reforçam essa trajetória?

Uso amplificado da tecnologia para prevenção de fraudes

No futuro bancário, a tecnologia também será forte aliada no que se refere à prevenção de fraudes e lavagem de dinheiro.

Considerando que, praticamente, todas as ações bancárias serão realizadas em meio digital, adotar diferentes camadas de proteção se torna ainda mais imprescindível.

Quanto a isso, o uso da Inteligência Artificial, por exemplo, contribuirá para analisar padrões de comportamento e identificar com maior precisão possíveis roubos de dados e golpes financeiros.

Crescimento no número de novos pequenos bancos abertos

Outra importante previsão para o futuro do setor é o crescimento no número de novos pequenos bancos que serão abertos.

Esses negócios, que já são uma realidade, visam atender segmentos específicos de clientes e suprir de maneira ainda mais pontual e precisa as suas dores e necessidades.

O fechamento das agências de bancos tradicionais que citamos anteriormente, por exemplo, aumentou essa necessidade e abriu espaço para novas oportunidades de negócios.

E, caso você ainda não saiba, a sua empresa pode ter um banco digital próprio e atender os seus clientes com produtos e serviços financeiros que levam a sua marca.

Quer saber como isso é possível e todas as vantagens? Então leia o artigo “Tenha o seu banco digital! Confira os motivos, vantagens e como fazer isso

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