Todo empreendedor ou financista já se debateu com a missão de encontrar a melhor solução de pagamentos para o seu negócio. Ao procurar o fornecedor ideal para gerir recebíveis para os seus clientes, ele se depara com diversos players: adquirentes, gateways, subadquirentes e soluções diversas de PSP (payment service provider).  

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Todo empreendedor ou financista já se debateu com a missão de encontrar a melhor solução de pagamentos para o seu negócio. Ao procurar o fornecedor ideal para gerir recebíveis para os seus clientes, ele se depara com diversos players: adquirentes, gateways, subadquirentes e soluções diversas de PSP (payment service provider).  

Alguns dos gigantes desse mercado são mais familiares, devido a sua relevância. No momento de escolha do parceiro ideal, a tendência mais rápida é seguir o caminho da maioria: optar pela empresa mais conhecida. De início, pode parecer ser a solução mais lógica e prática a se fazer. Observando um pouco a fundo as opções, é possível perceber que essa escolha pode gerar maiores desafios no decorrer do crescimento do seu negócio.

Mover dinheiro de terceiros não é tarefa trivial, por isso é preciso saber de onde o seu fornecedor veio e para onde ele vai, quem são os nomes por trás da empresa e se ela está atenta às inovações do mercado e do seu negócio, prevendo e apontando pontos de melhoria. Além de ser parte imprescindível do fluxo de pagamentos e possuir um objetivo claro, uma adquirente ou subadquirente não precisa ser a única forma para dar acesso ao empreendedor ao universo de pagamentos. O fornecedor deve permitir que ele mova o dinheiro de forma inteligente, adequada ao seu negócio e alinhado às exigências legais.

Voltando a um passado não tão distante

O prestador de serviço de adquirência no Brasil foi, por muito tempo, visto somente como entidade que capturava e liquidava para estabelecimentos comerciais o dinheiro transacionado em pagamentos com cartão. Muitos devem lembrar que, nessa época, os lojistas nos perguntavam no ato da compra se o cartão para pagamento seria Visa ou Mastercard. Até então existiam duas empresas com licença exclusiva das principais bandeiras para processar cartões de crédito no Brasil

Em um mercado de duopólio,  o serviço era precário, o lojista era obrigado a ter duas maquininhas (uma para cada bandeira), a conciliação das vendas com os recebíveis de cartão era feita de forma manual (até hoje percebemos muitos estabelecimentos guardando os recibos das maquininhas) e o atendimento deixava a desejar. Somando a esse cenário, podemos incluir os altos custos pelo serviço devido à falta de concorrência.

O mercado evoluiu, o órgão regulador jogou luz à função das entidades de meios de pagamento e vimos o boom dos e-commerces e marketplaces no país. A partir do ano de 2013 o tema passou a ser  intensamente debatido entre os participantes do setor. Para saber mais, confira o nosso texto sobre a “Terceira onda de pagamentos” no link  abaixo:

Fazendo a escolha certa

Um aspecto importante que os empreendedores demoram para perceber, é a dificuldade e a complexidade para mover dinheiro. A primeira frase que vem a cabeça pode ser: “eu preciso me tornar um subadquirente”. Até pouco tempo, qualquer empresa que queria ter o sufixo Pay atrelado a sua marca precisava se adequar a diversos aspectos regulatórios que desviam o foco do seu negócio. Além disso, desenvolver tecnologia robusta e segura, atendendo as entidades certificadoras do setor também é um ponto de atenção.  

Estar unido a um parceiro focado em inovação, adaptável ao mercado e disposto a flexibilizar o desenvolvimento de novas tecnologias a qualquer momento é uma real opção no momento atual. Do ponto de vista de marca, o fornecedor precisa valorizar o nome do seu parceiro e não impor o seu. Mas nada disso funciona sem o suporte adequado às necessidades do dia a dia, para atender a imprevistos ou, no melhor dos mundos, fornecer insumos para crescer junto.

Nessa terceira onda dos meios de pagamentos, o principal diferencial das empresas que permitem o nascimento de novos players, mais focados e nichados, está em permitir que os empreendedores obtenham diferenciais competitivos e distribuam inovação para seus clientes. O foco não está mais no que já existe, mas em criar novas oportunidades de negócio e até mesmo receita nas ‘dores’ dos diversos segmentos que demandam meios de pagamento sofisticados.

Diversos são os novos entrantes nesse mercado. Além de empreendedores que criam soluções personalizadas para comerciantes de todos os tamanhos, muitas empresas de tecnologia para o varejo e marketplaces vem se posicionado nos últimos anos. Então surge a dúvida, em qual fornecedor apostar para ter seus recebíveis em mãos confiáveis e compatíveis com seu modelo de venda.  

Alguns pontos que você deve avaliar na hora de escolher seu parceiro para pagamentos:

1. A capacidade de inovação da empresa

Você  já deve ter notado que estamos “digitalizando” cada vez mais nossas ações e rotinas. Com o aumento do poder de compra dos millenials, praticidade e agilidade são elementos essenciais para o seu cliente atrair mais compradores. Em um mundo onde a tendência é  inovar para tecnologias cada vez mais online gerando menos fricção e melhorando a experiência de compra, ter fornecedores que não acompanham essa evolução é um caminho que pode não ser promissor, portanto entenda o quanto ele vem inovando no mercado e quais cases de sucesso já possui.

2. Experiência Omnichannel

As tendências de inovação nos meios de pagamentos são focadas em fazer com que a compra física (em maquininhas, por exemplo) se comunique com o mundo online. Chamamos essa experiência de omnichannel. Seja através da captura por meios digitais ou pagamento presencial, é preciso estar atento a esse aspecto. Apesar do alto crescimento de compras por meios de ecommerces e marketplaces online, mais de 90% das transações feitas no Brasil ainda acontecem no meio físico. Se você é um marketplace, essa pode ser a oportunidade de atingir às lojas físicas, criando, por exemplo, uma experiência de reserva de produto em um site com retirada e pagamento numa loja.

Por mais que essas inovações não se encaixem no seu negócio ainda, a capacidade de inovação do player de pagamentos te permitirá evoluir junto a um mercado cada vez mais tecnológico e a inovar no seu segmento criando produtos personalizados para os seus clientes.

3. Gerenciamento de recebíveis

Você precisa focar no seu negócio. Ter a flexibilidade para definir regras de divisão de recursos de uma venda, antecipação de recebíveis para prover caixa para o seu cliente e planos de venda customizados com taxas diferenciadas por clientes representará um grande diferencial, mas para isso o seu provedor precisa ser flexível para que você não perca tempo com integrações com instituições financeiras e desenvolvimento de tecnologia para aspectos que não são core para o seu negócio.

4. Liquidação centralizada

Em setembro de 2018 terminou o prazo para que Marketplaces e Subadquirentes estejam adequados às normas definidas pelo Banco Central da grade centralizada. Isso significa que o seu provedor precisa estar adequado a CIP que é a câmara que centraliza as liquidações dos recebíveis de cartão.

5. Conciliação de vendas

Conciliação das vendas é uma das etapas mais importantes e fundamentais no processo financeiro dos lojistas. Quem trabalha com o gerenciamento das vendas no dia a dia, sabe o quanto manual e estressante essa validação pode ser. Procure uma plataforma que permita que você crie o seu produto de conciliação, não fornecendo somente o canal de retirada do dinheiro do comprador, mas que ofereça ferramentas que possibilitem automatizar a rotina de conferência dos recebíveis. Procure um player que tenha sinergia e integração com os bancos e arranjos de pagamento.

6. Risco e Compliance

O estudo ‘2016 Global Online Fraud Panorama’ realizado pela Ingenico, levantou o índices de fraude com cartões em diversos países do mundo. O resultado da pesquisa nos coloca como o país líder no ranking. O seu provedor precisa ter regras muito claras de risco e compliance para prevenir qualquer surpresa no futuro.

7. O Relacionamento com o cliente

Foi-se o tempo do SAC. Ter um atendimento humano, rápido e eficiente, que conheça do mercado e de novas tecnologia  é fundamental para economizar tempo ao solucionar demandas do dia a dia e possíveis dúvidas que possam surgir. Lembre-se que esse atendimento também afetará seu cliente final. Procure um player que seja seu parceiro e não somente um fornecedor.

Existem diversos desafios para se ter sucesso em pagamentos. Encontrar o parceiro ideal não é trivial. Se você quer se tornar uma fintech sem se preocupar com os desafios da cadeia de pagamentos, leia o artigo Como nascem as fintechs na Zoop.

Juliana Simões é Head de vendas na Zoop, entusiasta do setor de pagamentos com experiência em grandes adquirentes.

Daniel Teixeira é investidor, Head de marketing e BizDev na Zoop, entusiasta de tecnologia com 10 anos de experiência em gigantes do setor.

Head de vendas na Zoop