
IA na economia e seu papel como cola do ecossistema

O uso da IA na economia representa uma nova fase da transformação digital. Isso porque a tecnologia potencializa a eficiência do setor, facilita a inclusão financeira, automatiza processos, otimiza tarefas, reduz erros, mitiga riscos e ajuda a transformar a experiência de pagamento e a relação entre empresas, parceiros de negócio e clientes.
O Brasil participa dessa evolução de forma intensa, com o desenvolvimento e implementação de diferentes ecossistemas com IA, especialmente nos últimos cinco anos.
A chegada do Pix, por exemplo, foi o precursor dessa jornada e mudou (para melhor) a maneira como o dinheiro circula no país.
Hoje, mais de 175 milhões de usuários (160 milhões de pessoas físicas e 16 milhões de pessoas jurídicas) utilizam o sistema de pagamentos instantâneos, de acordo com dados do Banco Central.
Essa utilização em massa faz com que 47% do Produto Interno Bruto (PIB) circule via Pix, segundo comentou Álvaro Dias, sócio do Instituto Locomotiva, em sua participação no Zoop Summit 2025.
A revolução instantânea também serviu como ponto de partida para a fase seguinte: a da integração total do sistema financeiro.
O Brasil, de fato, se tornou um laboratório vivo da economia digital e um país com grandes marcos regulatórios e tecnológicos, como o Open Finance e o Drex, os quais comprovam a boa relação entre a IA e o Banco Central.
Essas mudanças mostram um caminho além da entrega de transações financeiras mais rápidas. Entramos na era da previsibilidade, na qual o uso do dinheiro via tecnologia antecipa as necessidades do consumidor e das empresas.
Assim, é fundamental entender qual o impacto da Inteligência Artificial na economia, o que esperar para o futuro e como preparar o seu negócio.
Qual a importância de um ecossistema com IA na economia?
A Inteligência Artificial é um recurso essencial para transformar dados isolados em valor estratégico e promover a integração fluida de serviços. A tecnologia atua como um motor central que otimiza a alocação de recursos, personaliza ofertas e aumenta a segurança das transações em tempo real.
A IA funciona como uma espécie de “cola invisível” que une os diferentes pilares da nova economia digital, como o Pix, o Open Finance e o Embedded Finance.
Sem essa base, o imenso volume de dados que diferentes sistemas financeiros geram permaneceria inexplorado. Já o uso da IA na economia oferece sentido, dinamismo e inteligência a essas informações.
A criação de um ecossistema com IA permite, por exemplo, que bancos e fintechs abandonem modelos de crédito que têm como base dados históricos e usem Machine Learning para analisar o comportamento transacional em tempo real. Essa dinâmica leva a decisões de risco mais precisas e inclusivas.
Inclusive, essa forma de uso não beneficia somente as grandes instituições e é bastante válida também para negócios de outros portes que trabalham com soluções financeiras, nativas ou não, como marketplaces, plataformas de logística e varejistas que oferecem crédito próprio.
Por esse motivo, a participação da IA na evolução financeira é de protagonismo. Trata-se de um agente ativo que ajuda a democratizar o acesso a diferentes serviços, cartões pré-pagos, empréstimos com taxas personalizadas e seguros sob demanda e a promover o desenvolvimento econômico de forma inclusiva, eficiente e com menor custo operacional.
Qual o impacto da Inteligência Artificial na economia?
Aumento da produtividade, redução de erros e custos operacionais, geração de novas fontes de receita por meio da personalização e inovação, melhor aproveitamento de dados e inclusão de diferentes camadas de segurança são alguns dos principais reflexos positivos do uso dessa tecnologia no mercado financeiro e econômico.
A IA na economia aprimora a eficiência do mercado ao automatizar tarefas complexas e repetitivas. Essa prática libera recursos humanos para atividades estratégicas e contribui para um crescimento monetário acelerado e mais inteligente.
O uso de um ecossistema com IA promove a automação, a qual é impulsionada pelo aprendizado de máquina e processamento de linguagem natural, o que permite que empresas de todos os setores (do financeiro ao agronegócio) executem processos em segundos, com mínimo risco de erro humano.
Essa eficiência se traduz diretamente em ganhos econômicos macro. Afinal, a IA na economia não se limita a cortar custos de processamento, mas aprimora a tomada de decisão em setores críticos, como a gestão da cadeia de suprimentos e a previsão de vendas.
Empresas que adotam essa tecnologia têm muito mais chances de antecipar tendências de mercado, ajustar rotinas de funcionamento com agilidade e, por consequência, aumentar o poder competitivo e alcançar mais clientes.
Logo, entender qual o impacto da Inteligência Artificial na economia é uma forma de construir estratégias de investimento e desenvolvimento tecnológico alinhadas com o futuro do mercado e de garantir a sustentabilidade e a inovação do seu negócio.
Quais os impactos da Inteligência Artificial na economia global?
Fomento à inovação, criação de novos modelos de negócio e indústrias, aprimoramento de serviços internacionais, rompimento de barreiras transfronteiriças, aumento da eficiência operacional e impulso ao crescimento econômico mundial são alguns dos principais efeitos positivos do uso intensificado da IA na evolução financeira de diferentes países.
Inclusive, há diversas pesquisas que ajudam a entender melhor quais são os impactos da Inteligência Artificial na economia global.
Um relatório da McKinsey Global, por exemplo, estima um crescimento de 16% do PIB mundial até 2030, decorrente do uso da IA generativa, recurso que tem potencial de adicionar quase US$13 trilhões à economia do planeta.
No setor bancário, a mesma tecnologia pode gerar entre US$ 200 bilhões e US$ 340 bilhões ao ano.
Já o relatório World Trade Report 2024, da Organização Mundial do Comércio (OMC), revelou que o uso da Inteligência Artificial pode impulsionar em até 40%, até 2040, o comércio mundial de bens e serviços.
Além disso, a tecnologia tem a capacidade de gerar avanços entre 34% e 37% no comércio devido ao aumento da produtividade e redução de custos.
Outros pontos positivos previstos pelo uso da Inteligência Artificial no desenvolvimento econômico global, segundo o levantamento da OMC, são:
- facilidade de adequação às regulamentações;
- diminuição dos gastos com processos logísticos;
- contribuição para a entrada de pequenos varejistas e produtores no mercado internacional.
Impacto da Inteligência Artificial no Brasil: quais os mais significativos?
Ganho de eficiência operacional, digitalização de serviços públicos e privados, promoção da inclusão financeira, aumento da competitividade entre empresas, modernização da infraestrutura de pagamentos e crédito, aprimoramento das áreas de educação e saúde são bons exemplos do uso da IA na economia e setores brasileiros.
Um dos pontos positivos do impacto da Inteligência Artificial no Brasil é a percepção de valor da tecnologia não somente pelas empresas, mas também pela população de modo geral.
Segundo o estudo “Inteligência Artificial: Problema ou solução?”, da MindMiners, a IA transformou a vida dos brasileiros e, hoje, seu uso diário vai muito além das assistentes virtuais, como Alexa e Siri.
De acordo com o levantamento, a tecnologia modificou rotinas, a maneira como as pessoas interagem e suas dinâmicas de trabalho.
Entre os entrevistados, 56% afirmaram que já perceberam a influência da Inteligência Artificial no dia a dia. Contudo, outros 36% acreditam que os principais efeitos estarão visíveis somente nos próximos anos. Somente 4% defendem que a tecnologia não trará impactos.
No que se refere ao comportamento dos brasileiros frente ao uso da IA na economia e outros setores, o estudo da MindMiners mostrou que:
- 25% têm curiosidade;
- 15% insegurança;
- 13% receio;
- 12% otimismo;
- 8% medo.
Quando o assunto é mercado de trabalho, a maioria acredita que essa tecnologia melhora a produtividade diária (54%). Entretanto, há uma parcela significativa que se preocupa em perder o emprego (33%).
Como está o uso da IA na economia varejista no Brasil?
Boa parte dos varejistas brasileiros (47%) já utiliza a Inteligência Artificial para aprimorar seus negócios. O principal foco está em marketing e vendas, com o uso de soluções voltadas para atendimento ao cliente, personalização da experiência de compra dos consumidores, análise de tendências, automatização de relatórios e prevenção de fraudes.
Essa constatação foi apresentada no estudo da Central do Varejo, que revelou os seguintes percentuais de uso da IA na economia varejista do Brasil:
- atendimento ao cliente via chatbots: 56%;
- desenvolvimento de conteúdos de marketing: 50%;
- personalização da experiência dos clientes: 36%;
- análise de tendências de mercado: 34%;
- automação de relatórios diversos: 25%;
- proteção contra fraudes: 22%.
Entre os varejistas que utilizam a Inteligência Artificial em seus negócios, 58% o fazem diariamente, e as principais vantagens que perceberam foram:
- aumento na eficiência dos processos;
- diminuição de gastos;
- elevação do nível de satisfação dos clientes;
- crescimento no volume de vendas.
Apesar de todos os benefícios da IA na economia varejista, há uma boa parcela de comerciantes e gestores que ainda não aderiu à tecnologia (53%). Todavia, 46% têm intenção de adotá-la, mas ainda avaliam a situação.
Pode usar IA no mercado financeiro? Exemplos!
Sim, e de diversas maneiras, como otimização de operações de trading e gestão de portfólios, análise aprofundada de risco de crédito e detecção em tempo real de atividades fraudulentas. A Inteligência Artificial também aprimora a segurança e facilita a personalização dos serviços conforme o perfil de cada negócio e cliente.
Portanto, uma empresa não só pode usar IA no mercado financeiro, como também precisa dessa tecnologia para adequar o negócio ao atual cenário econômico e ao comportamento e expectativas dos clientes.
O papel da IA na evolução financeira é atuar como uma das principais bases para a oferta de produtos específicos e personalizados, bem como garantir mais eficiência e menor custo operacional nessas entregas.
Um bom exemplo é o uso da Inteligência Artificial como a infraestrutura invisível que sustenta a era moderna dos serviços financeiros, a qual une IA, Open Finance, Banking as a Service e Embedded Finance em uma rede coesa. Entenda!
Open Finance
O Sistema Financeiro Aberto depende da IA para transformar o alto volume de dados compartilhados em ofertas personalizadas e seguras.
Com dados abertos, a Inteligência Artificial cruza informações transacionais, de investimentos e de comportamento do consumidor para criar perfis de risco e crédito extremamente detalhados, que vão além das análises tradicionais.
Como resultado, consegue-se reduzir a inadimplência, oferecer taxas de juros mais justas e incluir clientes que, nos modelos antigos, seriam rejeitados por não terem um histórico bancário tradicionalmente robusto.
Banking as a Service e Embedded Finance
Plataformas de BaaS e finanças embutidas usam a IA para permitir que empresas de diversos setores se tornem provedores financeiros. Nesses casos, utiliza-se essa tecnologia para oferecer serviços financeiros contextuais, como crédito no ponto de venda ou wallets digitais para gerenciamento de fundos.
iFood Pay, Mercado Pago, MagaluPay e OLX Pagamentos são exemplos de companhias que desenvolveram suas próprias soluções financeiras, ainda que nativas de outros segmentos que nada têm a ver com fluxo bancário e monetário.
A inclusão da IA na economia dessas companhias permitiu a criação de ecossistemas financeiros fechados e altamente personalizados, que garantiram análises de risco e oferta de créditos e pagamento com base em dados transacionais internos, o que aumentou a fidelização e a receita por cliente.
Outras formas de uso da IA no mercado financeiro
A Inteligência Artificial impulsiona a automação do ecossistema monetário e ajuda a cumprir a promessa da entrega de serviços sem atrito e totalmente integrados à jornada do cliente.
O uso de Machine Learning em análise de crédito e risco, por exemplo, avalia instantaneamente a elegibilidade de um cliente para um empréstimo ou parcelamento, com base no seu histórico de compras ou vendas na própria plataforma.
Para aprimorar a detecção de fraudes, os algoritmos monitoram, em tempo real, o padrão de uso e alertam sobre divergências em milissegundos, e assim aumentam a proteção tanto da empresa quanto dos clientes.
Já a IA generativa pode ser aplicada no atendimento, em processos de cobrança e previsibilidade de vendas. Chatbots avançados ajudam os clientes mesmo em caso de dúvidas complexas, negociam dívidas e oferecem sugestões proativas de pagamento.
Do ponto de vista da gestão, um bom exemplo é a Cris, assistente virtual do iFood, que funciona como verdadeira mentora dos parceiros da plataforma.
A solução, baseada em IA, oferece suporte via WhatsApp para diversas frentes, como responder dúvidas, facilitar o acompanhamento de pedidos e cancelamentos e oferecer sugestões personalizadas para aumentar as vendas.
Em resumo, a IA na economia funciona como um motor da automação do ecossistema financeiro, essencial para garantir a escalabilidade, a segurança das transações em tempo real e a personalização massiva dos serviços para transformar a experiência do cliente final.
Qual a relação entre a IA e o Banco Central?
A entidade reguladora fomenta a inovação e garante a estabilidade do sistema financeiro diante da aceleração tecnológica. O BCB, por si só, atua como uma instituição inovadora. O desenvolvimento do Pix, do Open Finance e do Drex atesta esse comportamento e serve de inspiração para outros países.
A boa relação entre a IA e o Banco Central também foi o caminho para aprimorar sua fiscalização, gerenciar riscos sistêmicos e definir políticas monetárias mais assertivas por meio do monitoramento do fluxo de dados, como no sistema de pagamentos instantâneos.
Além disso, o Banco Central conta com o Laboratório de Inovações Financeiras e Tecnológicas (LIFT) desde 2018. Em parceria com a Fenasbac, Federação Nacional de Associações dos Servidores do Banco Central do Brasil, a iniciativa tem por objetivo estimular a inovação no Sistema Financeiro Nacional.
Como o Brasil se tornou um laboratório global de inovação financeira?
Devido à forte e constante atuação do Banco Central, que não somente regula o mercado, mas também o impulsiona com iniciativas pioneiras, como o Pix e Open Finance. Ao criar um ambiente regulatório claro, a entidade estimula o investimento e a inovação em Inteligência Artificial e desenvolvimento econômico.
A regulamentação da IA e a governança de dados, especialmente sob a LGPD, são essenciais para construir a confiança. A Resolução 4893, por exemplo, trata da segurança e da transparência no uso de dados pelo sistema financeiro.
É preciso destacar também o surgimento e o crescimento de fintechs e bancos digitais, amparados pelas regras do Banco Central e movidos pela IA, que impulsionaram a competição e a inclusão.
Além disso, as iniciativas regulatórias do Banco Central impactam diretamente a inclusão bancária no país. Durante o Zoop Summit 2025, Álvaro Dias afirmou que 92% dos adultos com CPF usam o Pix, e que 78% dos desbancarizados utilizam esse sistema para realizar pagamentos.
Exemplo a ser seguido
Aqui, é certo dizer que o Pix foi o ponto de virada para o Brasil se tornar referência global em inovação regulatória e tecnológica.
A infraestrutura de pagamentos 24/7, gratuita e sem intermediários caros, gerou impactos econômicos significativos, principalmente redução de custos, aumento da liquidez e democratização do crédito.
A solução estimulou a mudança de comportamento do consumidor pela entrega de pagamentos instantâneos, QR Codes em todos os lugares e experiências sem atrito.
As novas fases do sistema, como o Pix Automático, Pix Garantia, Pix Parcelado, Pix Internacional e Pix por aproximação, previstas na agenda evolutiva do Banco Central, marcam a era mobile-first, o início da IA-first.
Todo esse cenário desperta a curiosidade e o interesse de países, como Estados Unidos, Colômbia e Argentina, que iniciaram o desenvolvimento de seus próprios sistemas de pagamentos instantâneos.
Do instantâneo ao recorrente: qual foi a ajuda da IA na evolução financeira no Brasil?
Redução de inadimplência, automação de processos, entrega de mais conveniência, aumento da segurança, conexão entre recorrência e comportamento digital e entrega de experiências mais fluidas aos clientes, livres de fricção, foram algumas das principais contribuições da Inteligência Artificial para o avanço do mercado financeiro nacional.
A integração da IA na economia brasileira e em seus sistemas viabilizou também a criação e a entrega de diversas soluções personalizadas, como serviços por assinatura com pagamento recorrente e renovação automática.
Nesse contexto, o Pix Automático é um método que se encaixa bem e favorece a conversão de vendas em empresas que trabalham com recorrência, como streaming, SaaS, planos de saúde e mensalidades, a exemplo de academias e escolas.
Essas possibilidades são decorrentes de a IA na evolução financeira analisar o histórico de uso e as preferências do consumidor, o que permite prever o momento ideal para a cobrança, otimizar a gestão de assinaturas e garantir que a transação ocorra com máxima segurança e mínima intervenção manual.
IA na economia: como afeta a experiência de pagamento e o comportamento do consumidor?
Essa tecnologia atua como uma interface invisível que reduz o atrito e aumenta a conversão e a fidelização do consumidor. Também personaliza a jornada de compra, sugere métodos de pagamento ideais (como wallets ou Pix por aproximação) e opera a detecção de fraude de forma silenciosa.
Por essas características, a Inteligência Artificial torna o ato de pagar um evento fluido e quase imperceptível, o que modifica (para melhor) a experiência de pagamento e o comportamento do consumidor.
A capacidade de reduzir o abandono de carrinho é outro diferencial competitivo direto. A IA na economia fornece soluções integradas, desde carteiras digitais inteligentes que selecionam a melhor conta, até assistentes automatizados no checkout.
A ideia de que a IA “paga por nós” resume a nova realidade, na qual a tecnologia usa preferências e dados para executar transações de forma autônoma e segura, o que impulsiona vendas, especialmente em grandes datas do varejo, como Black Friday e Natal.
Inteligência Artificial e desenvolvimento econômico: qual o ponto de equilíbrio?
O uso da IA na economia e em processos financeiros exige paridade entre inovação e segurança para conquistar a confiança dos consumidores e garantir o atendimento das regulamentações. Oscilações nesse equilíbrio afetam a imagem da empresa que oferece as soluções, comprometem a adesão e geram perdas monetárias significativas.
No cenário atual, Inteligência Artificial e desenvolvimento econômico devem caminhar lado a lado. As diretrizes e regulamentações do Banco Central e as diversas leis nacionais, como a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), garantem a proteção de dados.
Além disso, a regulação da IA é essencial para lidar com os desafios éticos e o viés algorítmico, bem como para definir o uso responsável da IA na economia.
Contudo, cabe às empresas a implementação de medidas de cibersegurança e recursos de proteção, como autenticação biométrica, para promover a adoção e uso seguro dos produtos e serviços financeiros que oferecem. Afinal, sem segurança não há inovação sustentável.
Futuro dos pagamentos: como a IA Generativa deve afetar a economia no Brasil?
A partir do que existe hoje, a tendência é esse tipo de IA na economia promover mais automação, aumentar a eficiência operacional, garantir experiências hiperpersonalizadas aos clientes, facilitar a acessibilidade e inclusão financeira, estimular a criação de novos modelos de negócio e aprimorar sistemas de detecção e prevenção de fraudes.
Inclusive, a pesquisa da Febraban ajuda a entender como a IA Generativa deve afetar a economia no Brasil ao revelar que oito a cada 10 bancos já utilizam essa tecnologia em suas operações. Essas instituições financeiras apontam aumento na eficiência dos processos que variam entre 11,4% e 20% após a adoção desse recurso.
Por conta desse resultado, estimam aumentar o investimento em Inteligência Artificial em 61% até o final de 2025 e também no Pix (48%) e no Open Finance (65%).
Vale lembrar que o Brasil é um case global de integração entre Inteligência Artificial e finanças e que já está no caminho para novas soluções, como o Drex.
Dessa forma, o futuro da IA na economia brasileira contempla conexões entre o real digital, Open Finance e atualizações do Pix.
Inclusive, o sistema de pagamentos instantâneo abriu caminho para esse cenário e, agora, pavimenta a estrada para a chegada de novos produtos e serviços financeiros instantâneos, inteligentes, inclusivos e colaborativos com a ajuda da Inteligência Artificial.
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