Banking

O que é Open Banking? Como vai funcionar? Qual impacto nos serviços financeiros?

Publicado em 28 de dezembro de 2020 por Redação Zoop

Buscando entender melhor o que é Open Banking? O termo que vem sendo muito divulgado nos últimos tempos refere-se ao compartilhamento de informações bancárias mediante autorização do cliente.

Ou seja, o conceito do Open Banking entende que os dados do usuário de um banco pertencem a ele. Dessa forma, ele pode compartilhá-los quando e com qual instituição bancária quiser, independentemente de já manterem uma ligação ou não.

Em fase de implementação pelo Banco Central, a expectativa é que o Open Banking comece a operar no Brasil em fevereiro de 2021, com implementação total prevista para dezembro do mesmo ano.

Mas qual o objetivo desse novo sistema? Quanto e como afeta o mercado financeiro? O que as empresas do setor precisarão fazer para se adequarem a essa nova realidade?

Todas essas perguntas, bem como o que é Open Banking, serão respondidas neste artigo. Ao final, você verá uma entrevista sobre o tema com Rodrigo Miranda, CTO e Cofundador da Zoop, que trará ainda mais esclarecimentos.

Entenda mais sobre o Open Banking assistindo este vídeo da Zoop:

O que é Open Banking

Open Banking é uma iniciativa do Banco Central do Brasil que visa o compartilhamento de dados, produtos e serviços financeiros de maneira rápida, fácil e segura.

Assim, podemos definir o Open Banking como um conceito no qual o cliente é dono dos seus dados financeiros e, dessa forma, tem direito de dividir essas informações com qualquer instituição bancária que quiser.

Ainda que seja novidade no Brasil, o Open Banking já é uma realidade em outras localidades, a exemplo do Reino Unido, que fez a implementação desse sistema em 2018.

Mas países como Japão, Austrália, Estados Unidos, entre outros, já estão em estudo sobre a utilização desse sistema.

Fonte: Banco Central

Objetivos, vantagens e desvantagens do Open Banking

Segundo o Banco Central, o Open Banking visa incentivar e promover a inovação de produtos e serviços financeiros, além de aumentar a transparência no sistema financeiro, a eficiência e a competitividade entre os players do setor

Acredita-se também que o sistema é uma excelente oportunidade para a criação de novas soluções financeiras que, quanto melhores forem para o público, mais atrairão novos clientes. 

Vantagens do Open Banking

Com base nessa informação é possível ver que o Open Banking é um conceito que trará benefícios a todos os envolvidos, tais como:

Para os clientes

  • poder para gerenciar seus próprios dados e histórico bancários;
  • liberdade para migrar facilmente entre instituições financeiras;
  • oferta mais ampla de produtos e serviços financeiros, podendo optar pelo que melhor lhe atender.

 

Para as instituições financeiras

  • mais insights para criação de novas soluções;
  • processos mais rápidos e com custos operacionais reduzidos;
  • oportunidade de conquistar novos clientes, ampliando a receita.

Desvantagens do Open Banking

Saber mais sobre o Open Banking inclui também conhecer suas desvantagens que, no caso, dizem mais respeito aos desafios que deverão ser enfrentados pelas instituições financeiras.

Segurança e confiabilidade

Considerando que Open Banking é o compartilhamento de dados e histórico bancário entre instituições financeiras, mediante autorização prévia do usuário, um dos pontos de maior atenção diz respeito à segurança.

Por isso, um dos maiores desafios dos bancos, fintechs e negócios desse setor será a oferta de um ambiente seguro aos clientes, que garanta a migração de suas informações sem qualquer problema, incluindo o que determina a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais).

Ainda sob esse ponto de vista, há a questão cultural que pode comprometer a adesão dos usuários. Isso porque, até então, o público bancário estava acostumado a ter seus dados “presos e bem guardados” em uma determinada instituição financeira. 

Para se sentirem à vontade para usufruírem de todas as vantagens do Open Banking, será preciso certo convencimento e a garantia de se tratar de um processo totalmente seguro. 

Adequação às regras e leis

É fundamental que todos os players estejam atentos às regras e leis que regem o Open Banking. 

Além de evitar o mau uso das informações dos clientes, é preciso garantir que o acesso aos dados seja cortado tão logo o usuário solicite.

Os normativos do Banco Central (Resolução Conjunta nº 1 e a Circular nº 4.015) orientam sobre as regras para implementação do Open Banking, o escopo mínimo dos participantes, dos dados e serviços, as responsabilidades, entre outras orientações.

Padronização de sistemas

É normal que cada banco, fintech, ou empresa do setor tenha seu próprio sistema de funcionamento. 

No entanto, para que o Open Banking se torne uma realidade, é preciso que o mercado financeiro, por completo, adote camadas de tecnologia padronizadas

Essas soluções visam facilitar a portabilidade dos dados, porém, podem demandar tempo (e gerar custos) para serem desenvolvidas.

Como funciona (na prática) o Open Banking

Agora que você sabe o que é Open Banking, para que serve e todas suas vantagens e desvantagens, é interessante também saber como o sistema funciona na prática, certo?

O primeiro ponto que é importante ter em mente é que o cliente bancário é o foco e o direcionador desse modelo de serviço financeiro. Ou seja, nada vai acontecer sem sua permissão prévia.

De forma prática, o Open Banking vai permitir que o usuário movimente sua conta de diferentes plataformas, e não apenas dos aplicativos ou internet banking da instituição financeira com a qual mantém um relacionamento.

Além disso, todo histórico bancário construído ao longo dos anos poderá, facilmente, ser migrado entre bancos, fintechs e empresas financeiras que forem de interesse do cliente. 

Essa possibilidade evita que o relacionamento entre usuário e instituição financeira se inicie do zero, pois essa já terá acesso a todo seu perfil.

Para ficar mais claro, imagine um cliente que esteja em busca de um empréstimo, no entanto, seu banco atual não lhe ofereceu condições atrativas. Ao utilizar o Open Banking ele pode escolher um banco que melhor atender sua necessidade.

Esse, por sua vez, terá acesso fácil ao histórico do cliente e poderá identificar seu padrão de comportamento, apresentando, assim, o produto mais adequado.

Como será feito o compartilhamento dos dados e informações

Lembra que falamos que todo o mercado financeiro deverá adotar camadas de tecnologia padronizadas para fazerem parte do Open Banking? Estávamos falando das APIs, sigla para Application Programing Interface.

As APIs podem ser definidas como um conjunto de instruções e padrões de programação que permitem que um ponto se comunique com outro.

Por isso, elas serão as responsáveis para que bancos, fintechs e empresas de serviços financeiros “conversem” entre si para tornar o conceito do Open Banking possível.

No caso, todos esses players continuam livres para criarem seus próprios produtos e serviços financeiros. 

O que difere, porém, é que precisarão utilizar APIs padronizadas e abertas a todos (ou apenas a parceiros predeterminados), que permita acesso fácil, rápido e seguro às informações de seus clientes. 

Entrevista com o CTO e Cofundador da Zoop, Rodrigo Miranda

Sobre o funcionamento das APIs no Open Banking, bem como o impacto desse conceito no mercado financeiro, conversamos com Rodrigo Miranda, CTO e Cofundador da Zoop. Acompanhe e entenda melhor!

Rodrigo, aproveitando o gancho do tópico anterior sobre o compartilhamento de informações e dados via API, você considera que esse será o principal desafio das instituições financeiras para se adequarem ao Open Banking? Se sim, o que orienta que façam para minimizar esse impacto?

Acredito que tudo depende do porte da instituição financeira. Os grandes bancos, por exemplo, abrirão as suas próprias APIs sem tantas dificuldades.

Já os participantes menores, a exemplo das empresas que estão se tornando bancos digitais, a parceria com fintechs como a Zoop, vai facilitar todo o processo.

Nossos parceiros, inclusive, que quiserem participar do Open Banking, receberão a solução completa para compartilhar e receber dados.

No que diz respeito à escalabilidade dos negócios do setor financeiro, quanto e como a chegada do Open Banking influenciará? Será, realmente, mais lucrativo para os players e para os clientes? 

A ideia do Open Banking é justamente fomentar a competitividade. Pensando desse modo, terá mais lucros e se destacará os participantes que entenderem as necessidades dos clientes e criarem produtos e serviços que realmente resolvam os seus problemas.

Ou seja, dentro desse novo cenário, sairá na frente quem tiver uma oferta melhor, a mais abrangente, desburocratizada e, claro, financeiramente barata para o cliente final.

Quais tendências para o mercado financeiro podem ser esperadas com a implementação do Open Banking? Ou seja, o que esperar de inovação no que diz respeito a soluções, produtos e serviços?

Possivelmente, o Open Banking vai impulsionar a criação de diversos produtos e serviços que ainda não temos, ou aprimorar os que já são oferecidos.

Esse ponto de vista, inclusive, complementa a resposta anterior, ou seja, de se destacar no mercado quem criar soluções financeiras melhores.

É preciso pensar e considerar também o comportamento do consumidor frente ao Open Banking. 

O que quero dizer é que, quanto melhor for recebido esse compartilhamento de dados, outras necessidades dos clientes vão surgir e novas oportunidades de ofertas nascerão.

Agora que você entendeu mais sobre Open Banking, que tal trazer as vantagens desse conceito também para o seu negócio?

Quer saber como? Então entre em contato agora!

Diga como podemos lhe ajudar!
Avalie o artigo