Gestão

Controle financeiro empresarial: o que é e como fazer da melhor maneira?

Publicado em 16 de março de 2022 por Redação Zoop
Avalie este post

O controle financeiro empresarial é um processo utilizado para avaliar a situação econômica de um negócio, de forma profunda, minuciosa e precisa. 

O principal objetivo dessa prática é conseguir equilibrar as finanças da companhia, permitindo que o gestor possa gerenciar as despesas, controlar gastos, montar um fundo de reserva, e adotar outras ações similares que contribuam para manter a saúde financeira do empreendimento em dia.

E qual a importância de fazer um bom controle financeiro empresarial? Bem, a resposta é um tanto óbvia: porque é essencial ter um negócio lucrativo, que consiga se manter de forma sustentável para, assim, atingir os propósitos iniciais de crescimento e expansão, rumo ao seu sucesso.

Só para você ter uma ideia do quanto isso é importante, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, divulgados no site Contábeis, destacaram que 48% das empresas fecham com até três anos de atividade, e a principal razão de não darem certo é a falta de uma gestão financeira empresarial eficiente.

Ou seja, não adianta muito ter um produto e/ou serviço incrível, prestar o melhor atendimento possível ao cliente, ou garantir aos consumidores uma excelente experiência de compra, se a parte financeira da companhia não estiver bem gerenciada e satisfatória.

É bem importante que você tenha em mente que negligenciar essa análise faz com que a verdadeira situação da empresa não seja identificada. 

Isso, por sua vez, tende a contribuir para o uso inadequado do dinheiro obtido (distribuição errada de recursos), o que pode até colaborar para a geração de dívidas, entre outros pontos que afetam negativamente o negócio.

Para que isso não aconteça com você, confira agora o que é controle financeiro empresarial, qual a importância, como fazer, o que avaliar e muitos outros detalhes sobre o tema. Acompanhe!

O que é controle financeiro empresarial?

Controle financeiro empresarial é uma prática gerencial que visa identificar e entender a situação financeira de um negócio.

A ideia é permitir que o gestor analise, com precisão, todas as receitas e despesas da sua empresa, incluindo para onde o dinheiro está indo, como está sendo utilizado, quanto está sendo gastos, de que forma, entre outros pontos relacionados.

A base de uma gestão financeira empresarial é a análise de relatórios que contenham dados reais das movimentações realizadas pela companhia, tais como os que mencionam valores de fluxo de caixa, capital de giro, contas a pagar e a receber, balanço patrimonial, demonstrativo de resultados, entre outros.

Realizar esse processo é uma forma de fazer um controle de gastos da empresa mais efetivo, mas, principalmente, de conseguir identificar falhas na gestão financeira que podem ser corrigidas a tempo de evitar que o negócio entre em declínio.

Em outras palavras, essa prática é um caminho para a construção de uma empresa sustentável financeiramente, cujo gerenciamento do dinheiro se mantenha compatível e alinhado com os objetivos de crescimento definidos por seus idealizadores.  

Qual a importância da gestão financeira empresarial?

A gestão financeira empresarial é importante (e essencial), visto que possibilita aos seus gestores visualizarem com precisão como está a situação monetária do negócio.

Ao fazer uma análise da saúde financeira da companhia é possível não somente verificar o seu estado atual, mas também fazer projeções para o futuro, já que essa prática possibilita corrigir pontos insatisfatórios do uso do dinheiro.

Além disso, os dados levantados e apurados nesse processo ajudam para tomadas de decisão mais assertivas, ajudando os gestores a decidirem qual o melhor caminho seguir para atingirem o sucesso do empreendimento.

Como fazer um bom controle financeiro empresarial?

O primeiro passo para fazer um bom controle financeiro empresarial é separar essa atividade em quatro partes, que são:

  • definir os objetivos da análise;
  • analisar o desempenho atual da empresa;
  • comparar o desempenho com os objetivos;
  • corrigir os problemas identificados.

Definir os objetivos da análise

A definição de objetivos no processo de gestão financeira de uma companhia consiste em estabelecer o que se deseja alcançar com essa prática — por exemplo, aumentar o faturamento 45% nos próximos 12 meses.

Essa etapa é necessária porque esse gerenciamento não se resume a identificar e acompanhar a saúde financeira do negócio. É preciso, também, ter um propósito por trás disso, do contrário, para que serve coletar e analisar diferentes dados se eles não serão utilizados posteriormente?

Se, porventura, não tiver uma meta neste momento, você pode usar as percepções coletadas para definir um padrão de comportamento para a sua empresa, tais como manter a lucratividade em 30% todos os meses, continuar com a venda de duas mil unidades do produto por semana, permanecer fechando 20 novos contratos por quinzena etc.

Analisar o desempenho atual da empresa

A etapa seguinte do controle financeiro consiste em mensurar como está o desempenho do negócio até o momento. Para isso, é preciso escolher e aplicar indicadores de performance e de rentabilidade, tais como:

  • Indicador de margem
  • Retorno sobre o investimento
  • Retorno sobre o patrimônio líquido
  • Índice de preço sobre lucro
  • Índice de endividamento geral

Comparar o desempenho com os objetivos

Com o resultado do desempenho da sua empresa nas mãos, é indicado fazer uma comparação entre o que já foi alcançado e o que se pretende alcançar.

Ao fazer isso, fica mais fácil identificar o que precisa ser feito (ajuste na estratégia) para conseguir atingir as metas estabelecidas.

Corrigir os problemas identificados

Em complemento ao passo anterior, o próximo é verificar quais ações e medidas precisam ser adotadas para resolver problemas de desempenho, ao mesmo tempo em que se busca o objetivo proposto.

No caso, estamos falando em, por exemplo, redirecionar o dinheiro para outras vertentes do negócio, reduzir custos, vender ativos que não estão gerando o retorno esperado, entre outras possibilidades.

O que avaliar em um controle financeiro empresarial?

Logo no início deste artigo dissemos que o controle financeiro empresarial tem como base a análise de diferentes relatórios, se lembra disso? Pois bem, dos pontos que não podem deixar de ser levantados e estudos nesse processo estão:

  • Fluxo de Caixa
  • Capital de Giro
  • Controle de contas a pagar e a receber
  • Balanço Patrimonial
  • Demonstrativo de Resultados
  • Fundo de Reserva Emergencial
  • Gestão de custos

Fluxo de caixa

Todo gestor sabe bem o que significa e a importância do fluxo de caixa, certo? Ainda que seja uma ferramenta de gestão relativamente simples, considerar as entradas e saídas de dinheiro de um negócio é uma das partes mais importantes de uma boa gestão financeira.

Essa tarefa é uma forma de identificar quanto está entrando de capital para a companhia e o que está sendo feito com esse dinheiro, o que contribui para perceber perdas de faturamento e despesas que podem ser diminuídas ou mesmo eliminadas.

Capital de giro

O Capital de Giro é a definição de quanto uma empresa precisa dispor financeiramente para se manter ativa de forma sustentável. 

No conceito de controle financeiro, a análise desse ponto visa confirmar se o negócio está gerando a quantia necessária para continuar suas operações, sem ser preciso assumir dívidas ou deixar de arcar com seus compromissos financeiros, como pagamento de contas fixas, fornecedores, tributos, entre outros. 

Controle de contas a pagar e a receber

Um ponto bem importante a se destacar sobre a gestão de contas a pagar e a receber é a realização de um bom controle dos valores que precisam entrar no caixa da empresa.

Aqui, estamos falando sobre o acompanhamento pontual de inadimplentes, e sobre a adoção de medidas para reduzir as perdas financeiras provenientes do não pagamento pelos produtos e/ou serviços comercializados. Isso é de suma importância, pois, sem faturamento, o negócio não tem como se manter. 

No que se refere às contas a pagar, o que precisa ser observado é evitar fazer o pagamento das despesas com atraso, já que isso tende a gerar a cobrança de multas e juros que, quando somados, podem representar uma parcela significativa da receita.

Balanço Patrimonial

Uma das aplicações do Balanço Patrimonial na gestão financeira é contribuir para uma avaliação da viabilidade econômica do negócio de forma mais precisa.

O levantamento dos ativos e passivos da empresa, considerando um período determinado, apresenta aos gestores a real situação contábil da companhia. Com essa ferramenta é possível identificar também seus recursos e investimentos.

Todas essas informações, juntas, ajudam a analisar o comportamento e a evolução do empreendimento e o trajeto financeiro percorrido, ajudando nas tomadas de decisões e definição de estratégias.

Demonstrativo de Resultados

O Demonstrativo de Resultados (DRE) atua paralelo com o Balanço Patrimonial. Seu papel no controle financeiro empresarial é possibilitar a avaliação de todos os resultados contábeis de um negócio ao final de 12 meses, considerando receita, despesas e rentabilidade.

Essa ferramenta de gestão também ajuda na definição de abordagens estratégicas, visto que dá aos gestores uma visão ampla da condição financeira do negócio, tendo em conta um período relativamente longo.

Fundo de Reserva Emergencial

O Fundo de Reserva Emergencial, por sua vez, é uma forma de respaldar financeiramente a empresa em situações imprevistas.

Visando uma gestão financeira eficaz, ter uma economia para usar em momentos inesperados é essencial para não comprometer o fluxo de caixa e o capital de giro do negócio.

Aplicando esse conceito a um controle financeiro mais efetivo, a ideia é verificar se a empresa está formando essa reserva, e qual valor já dispõe. 

Caso ainda não esteja, se tem a chance de definir como a guarda desse valor pode ser feita, de quanto será mensalmente, e em qual produto financeiro ele ficará aplicado até que seja necessário usá-lo.

Gestão de custos

A proposta por trás do aprimoramento da gestão de custos tem dois propósitos: 

  • pontuar os gastos da empresa, encontrando despesas que podem ser reduzidas, ou até mesmo eliminadas; 
  • melhorar a precificação dos produtos e/ou serviços, o que também ajuda no relacionamento com os clientes e a gerar um diferencial competitivo para a marca

 

O primeiro objetivo visa diminuir os gastos da companhia, de forma que isso ajude a aumentar a sua margem de rentabilidade sem afetar negativamente as suas operações.

Uma vez que as despesas conseguem ser reduzidas, há uma chance de reduzir também os preços cobrados pelas soluções e, assim, chegamos ao seu segundo objetivo. Com isso, abre-se um caminho para conquistar novos clientes, o que, consequentemente, reflete no crescimento e na lucratividade da empresa.

Quais os erros mais comuns cometidos na organização financeira empresarial?

Ficou claro como fazer um controle financeiro empresarial preciso e com foco em resultados? Esperamos que sim!

Mas apesar de todas essas sugestões, não é raro que algumas falhas sejam cometidas nesse processo, e um dos motivos é que ele envolve várias análises e o levantamento de diferentes pontos contábeis do negócio. 

Para que isso não aconteça com você, listaremos agora os oito erros mais comuns cometidos na execução dessa atividade. São eles:

  • deixar de fazer a conciliação bancária;
  • não investir o dinheiro da empresa;
  • não precificar corretamente produtos e/ou serviços;
  • esquecer de fazer provisionamentos, como pagamento de 13º salário e férias dos funcionários;
  • deixar de adotar medidas de cobrança de inadimplentes;
  • retirar todas as sobras financeiras do caixa;
  • não definir um pró-labore para os sócios;
  • ignorar os custos necessários para se manter o negócio.

11 dicas de como gerenciar melhor o dinheiro do seu negócio!

E para deixar a sua gestão financeira ainda mais completa e eficiente apresentaremos, a seguir, 11 sugestões de como gerenciar melhor o dinheiro do seu negócio:

  • sempre separe as contas pessoais das contas da empresa;
  • corte despesas e gastos desnecessários;
  • não perca prazos de pagamento;
  • crie e mantenha um fundo de reserva para emergências;
  • estabeleça uma rotina de acompanhamento de movimentação financeira;
  • tenha um controle pontual de todos os valores que entram e saem;
  • defina orçamentos separando-os por período, por exemplo, mensal, semestral ou anual;
  • reaplique parte da lucratividade para o crescimento do negócio;
  • tenha uma boa parceria com o seu contador, ou, dependendo do porte da companhia, monte um departamento de contabilidade interno;
  • inclua a participação de todos os setores nas ações adotadas;
  • use a tecnologia a seu favor.

 

Dica de leitura: “Tecnologia no varejo: 9 tendências e os seus impactos para o setor

Como a tecnologia pode ajudar nesse processo?

O uso da tecnologia para o aprimoramento do controle financeiro é uma forma de otimizar processos, análises, facilitar o registro de entrada e saída de valores, gerar relatórios com diferentes fontes de dados, entre muitas outras aplicações — as quais também podem ser vistas como vantagens.

O Zoop Payments, por exemplo, além de possibilitar a construção de soluções de cobrança online e presencial que incluem meios de pagamento como cartões de crédito, cartões de débito, boleto bancário, Pix e outros, também conta com uma ferramenta de gestão que permite o acompanhamento dos valores transacionados em tempo real.

Gerenciamento de movimentações financeiras, split de pagamento, conciliação bancária, tudo isso, e muito mais, pode ser feito em uma única ferramenta. Quer saber como funciona? Então entre em contato agora mesmo com a Zoop.

Zoop. Tecnologia para os serviços financeiros do futuro.

Avalie este post
Diga como podemos lhe ajudar!
Avalie o artigo