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O que é e como fazer a gestão financeira pessoal?

Publicado em 13 de junho de 2022 por Redação Zoop
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A gestão financeira pessoal pode ser definida como boas práticas e rotinas adotadas por uma pessoa que a ajuda a manter um relacionamento saudável com o seu dinheiro.

Tão importante quanto a gestão financeira da sua empresa, a que trata do gerenciamento dos seus recursos pessoais contribui para o planejamento e a execução de projetos como aposentadoria em menos tempo, formação de um fundo de emergência, entre outros relacionados.

Mas por que fazer esse tipo de controle e acompanhamento é tão importante? Uma das razões é que saber como lidar adequadamente com a entrada e saída de valores da sua conta é uma das melhores maneiras de evitar entrar em dívidas, as quais podem comprometer a sua vida e rotina em curto, médio e até longo prazo.

A dúvida que muitas pessoas têm é como fazer uma gestão financeira pessoal de maneira correta e que ajude a colher bons resultados. É justamente sobre isso que falaremos neste artigo. Por isso, siga a leitura e confira!

O que é gestão financeira pessoal?

Complementando o que dissemos logo no início deste conteúdo, gestão financeira pessoal é a adoção de práticas que ajudam a manter o equilíbrio entre o que uma pessoa recebe e o que ela gasta.

Nesse cenário estão incluídas também questões como gerenciamento de dívidas, quitação de compromissos financeiros, definição de projetos que requerem dinheiro para serem concretizados, entre outros.

A realização desse controle mais efetivo e pontual do que entre e sai da conta bancária é também uma maneira de obter mais qualidade de vida

Esse ponto de vista pode ser justificado se você considerar que é necessário ter dinheiro não apenas para pagar as despesas em dia, mas também para cuidar adequadamente da saúde física, mental e emocional.

Somado a isso, não se pode deixar de citar que ao lidar bem com os valores recebidos, se tem a chance de fazer planos financeiros de curto, médio e longo prazo que, quando realizados, geram sensação de bem-estar e conquista.

Como funciona a gestão financeira pessoal? 

A gestão financeira pessoal parte do princípio é necessário utilizar ferramentas e recursos que possibilitem fazer o acompanhamento preciso das suas receitas e despesas. Ou seja, o ponto de partida nada mais é que listar todos os valores que você recebe e todos os que você gasta.

Nessa relação devem estar todos os registros de movimentação financeira, por mais insignificantes que eles pareçam — por exemplo, um lanche comprado em uma sexta-feira à noite em um drive thru.

Aqui, vamos aproveitar para fazer um adendo: muitas pessoas se esquecem de contabilizar pequenos gastos do dia a dia, com esse exemplo que acabamos de citar. O fato é que, ao final do mês, essas despesas consideradas pequenas podem representar uma boa parcela do salário que poderia ser utilizado em outros fins, tais como o pagamento de dívidas ou investimentos.

Tenha em mente que não estamos falando para evitar gastos desse tipo. O ponto que queremos destacar é que, ao realizar esse acompanhamento mais de perto, fica mais fácil identificar para onde o seu dinheiro está indo e providenciar os ajustes necessários — considerando que, muitas vezes, podem ser para hábitos facilmente ajustados.

A partir desse passo (controle e entrada de valores) projetos que requerem recursos financeiros podem ser realizados podem ser desenhados e colocados em prática, visto que você terá a visão exata de quanto dinheiro pode dispor em cada um deles e o tempo necessário para realizá-los monetariamente.

Como fazer gestão financeira pessoal? 

Trazendo tudo isso para a prática, para fazer uma boa gestão financeira pessoal é sugerido que você:

  • escolha uma ferramenta para registrar suas receitas e gastos;
  • liste tudo o que recebe e gasta;
  • determine direcionamentos para o seu dinheiro;
  • encontre pontos que podem ser ajustados;
  • estabeleça uma rotina para fazer essas anotações.

Escolha uma ferramenta para registrar suas receitas e despesas

Existem diversos recursos que podem ser utilizados como suporte para registrar as suas entradas e saídas de valores.

Do tradicional caderno, passando pelas planilhas criadas no computador, a aplicativos próprios para esse fim, o ideal é que você escolha uma ferramenta que seja fácil de manusear, acessível no dia a dia e que contemple tudo o que precisa ser anotado.

Dica extra para o seu negócio! “Ferramentas de gestão financeira: 5 que podem ajudar no seu dia a dia!

Liste tudo o que recebe e gasta

Escolhido o local onde fará seu controle financeiro, o passo seguinte é começar a anotar todas as suas receitas e despesas. Para isso, é interessante separar em grupos, por exemplo:

  • receitas: valores provenientes de salário, recebimento de aluguéis, pensões, empréstimos etc;
  • despesas fixas: contas de consumo com água, luz, telefone e internet, seguro residencial e veicular, faculdade, alimentação, entre outros;
  • despesas variáveis: cuidados com a beleza, viagens de férias, refeições em restaurantes, gastos com lazer e mais.

 

Não deixe de criar também campos para anotar e acompanhar empréstimos, dívidas e investimentos, caso tenha.

Determine direcionamentos para o seu dinheiro

Uma vez que o passo anterior estiver concluído, é bem provável que você se depare com um destes dois cenários, que são: 

  • constatar que o que você ganha é suficiente para arcar com os seus compromissos financeiros;
  • perceber que os gastos são superiores à sua receita.

Constatar que o que você ganha é suficiente para arcar com os seus compromissos financeiros

Na primeira condição, que seria a ideal, é interessante que você defina o que fará com essas sobras financeiras, a fim de evitar que esse dinheiro seja gasto em vão. Neste ponto entram questões como as que já citamos, que são os projetos em curto, médio e longo prazo. 

Estabelecer um direcionamento claro para as quantias que sobram ajuda a realizar esse planejamento, bem como evita que você se desvie dos seus objetivos.

Perceber que os gastos são superiores à sua receita

Entretanto, se perceber que a sua receita é insuficiente para arcar com as suas contas, fazer ajustes nos seus hábitos se torna essencial. Mas antes de falarmos sobre isso, apresentaremos alguns exemplos de metodologia que podem ajudar você a equilibrar melhor o seu orçamento.

 

Método 50-30-20 

  • 50% do valor que você ganha deve ser destinado para gastos essenciais, que são as despesas fixas que mencionamos;
  • 30% da renda deve ser direcionada para o pagamento de despesas variáveis, tais como as voltadas para lazer e beleza;
  • 20% do ganho mensal deve ser voltado para o pagamento de dívidas e, caso não tenha, para investimentos e metas financeiras.

 

Método 50-10-10-10-10-10

  • 50% para necessidades básicas;
  • 10% para doações;
  • 10% para lazer;
  • 10% para educação financeira;
  • 10% para guarda e despesas longas;
  • 10% para investimentos.

 

Método 70-20-10

  • 70% para despesas fixas e variáveis;
  • 20% para pagamento de dívidas;
  • 10% para investimentos.

 

Método 60-20-10-10

  • 60% para despesas essenciais;
  • 10% para objetivos em longo prazo;
  • 10% para investimentos;
  • 20% para gastos livres.

Encontre pontos que podem ser ajustados

E assim como acabamos de citar, se seus gastos forem maiores que sua receita, encontrar pontos de ajuste orçamentário é fundamental.

Por exemplo, verifique os valores pagos por serviços como internet e celular e identifique se é possível trocar por planos de menor custo sem comprometer a qualidade do que você consome.

Para as despesas variáveis, a estratégia pode ser trocar alguns hábitos, como substituir parte das refeições feitas em restaurantes e lanchonetes pelas realizadas em casa.

Estabeleça uma rotina para fazer essas anotações

Tenha em mente que para uma boa gestão financeira pessoal não basta passar por essas etapas apenas uma vez. Esse controle somente trará bons resultados se houver uma periodicidade na sua realização.

Quanto a isso, cabe a você definir de quanto em quanto tempo acho mais prático realizar os registros das suas receitas e despesas — os quais podem ser diários, semanais, quinzenais ou mensais, por exemplo.

Inclusive, dependendo da ferramenta escolhida para esse acompanhamento, é possível registrar todas as despesas fixas por um determinado período e fazer apenas os ajustes pontuais de atualização de valores, bem como de receita e despesas variáveis.

Fazer a gestão dessa forma também torna mais fácil fazer previsões orçamentárias e identificar o tempo necessário para pagamento de dívidas e, com isso, ter uma visão financeira mais ampla e precisa.

Também para a sua empresa: “Previsão de faturamento: o que é, qual a importância e como fazer?

8 dicas de gestão financeira pessoal

Para uma gestão financeira pessoal efetiva, além dos passos que acabamos de sugerir, existem mais algumas medidas que você pode colocar em prática para obtenção de bons retornos, são elas:

  • não deixe de anotar nenhum gasto ou entrada de valor, ainda que não seja recorrente;
  • tenha metas financeiras (planos) estabelecidos, visto que isso ajuda você a manter um bom controle financeiro;
  • procure sempre gastar menos do que ganha, evitando cair na tentação de usar o cartão de crédito de forma descontrolada ou de fazer várias dívidas e prestações;
  • compre somente o necessário, avaliando bem a necessidade da aquisição de algo e, se realmente considerar preciso, pesquise bem os preços antes;
  • estude e aprenda mais sobre educação financeira
  • economize sempre que possível, a exemplo de pequenos cortes de gastos diários;
  • aprenda a investir o seu dinheiro;
  • monte uma reserva de emergência para suprir custos inesperados sem comprometer o seu orçamento mensal.

 

É interessante destacarmos também que a adoção de costumes simples, como fazer uma lista de compras antes de ir ao supermercado pode parecer uma economia pequena em um primeiro momento, mas ao longo de uma ano, por exemplo, o dinheiro economizado pode ser bastante significativo.

O mesmo princípio também é válido para outros hábitos, como trocar a academia por esportes em parques, substituir delivery por refeições feitas em casa, entre outros.

Aproveite e ouça os melhores momentos da segunda temporada do Papo na Nuvem, podcast da Zoop que fala sobre tecnologia nos serviços financeiros.

 

Como a gestão financeira pessoal pode afetar o seu negócio?

A gestão financeira pessoal, quando bem realizada, pode trazer diversos benefícios como:

  • mais qualidade de vida, conforto e bem-estar;
  • alcance mais rápido dos objetivos e planos;
  • futuro mais confortável financeiramente;
  • construção de um legado para a família.

 

Mas o que isso impacta no seu negócio? Um dos pontos possíveis de serem relacionados é que a maneira como uma pessoa cuida do seu patrimônio pessoal pode refletir na forma como ela lida com o dinheiro da empresa.

Especialmente micro e pequenos empreendimentos, que no início das atividades é comum os empreendedores misturarem receitas e gastos pessoais dos empresariais, saber lidar bem com o dinheiro pode fazer toda a diferença para o sucesso do negócio.

Hábitos como controle de contas, redução de dívidas, identificação de pontos de perdas financeiras são condições que fazem parte dos dois modelos de gestão, ou seja, tanto do pessoal quanto do profissional.

Desse modo, se esse costume já ficar parte da sua rotina, é bastante provável que também ajude a gerenciar melhor o seu negócio.

Quanto a isso, quer mais dicas que podem colaborar com o crescimento da sua empresa? Então aproveite que está aqui, no blog da Zoop, e confira artigos como estes:

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