Mercado

2020: o ano da digitalização do dinheiro

Publicado em 15 de dezembro de 2020 por Redação Zoop
5/5 - (9 votes)

Escrito por Fabiano Cruz, CEO e cofundador da Zoop, e Rodrigo Miranda, CTO e cofundador Zoop 

Uma coisa é certa, 2020 foi um ano singular para todos! Quanto a isso, acreditamos que ninguém tem dúvida, concorda?

No entanto, ainda que a pandemia provocada pelo novo coronavírus tenha mudado modelos de negócio e a forma de trabalhar de diversas empresas, muitos projetos legais puderam ser colocados em prática.

E nós, da Zoop, fintech líder em tecnologia para serviços financeiros, também nos adequamos a esse novo cenário e, ao mesmo tempo, trouxe diversas soluções e novos produtos que contribuíram também para que os nossos parceiros se ajustassem às atuais necessidades.

Dentro desse cenário, podemos dizer que 2020 foi o ano que impulsionou a digitalização do dinheiro, com a chegada de soluções como o Pix e a adesão cada dia maior de soluções Banking as a Service no Brasil.

Todos esses, de alguma forma, foram partes importantes do crescimento de empresas de variados setores, e não apenas das voltadas, especificamente, para o mercado de serviços financeiros.

Qual foi a nossa participação nesse processo? Confira agora na Retrospectiva Zoop!

Infográfico sobre a digitalização do dinheiro em 2020

Quer publicar este infográfico em seu site? É só copiar e colar o código abaixo em seu post ou página!

Retrospectiva Zoop: como foi o nosso 2020 e o processo de digitalização do dinheiro?

Adaptação no trabalho devido à pandemia, inovação no varejo por conta da crise econômica etc. 

Os desafios provocados pela pandemia da Covid-19 aceleraram comportamentos e fizeram o mercado de meios de pagamento terminar o ano mais forte.

Muitos foram os processos que precisaram ser criados ou modificados para que as empresas continuassem a operar em meio à quarentena.

No entanto, estamos felizes em dizer que, apesar de tudo, a retrospectiva da Zoop está repleta de boas soluções que ajudaram os nossos parceiros nessa jornada.

Confira, mês a mês, tudo o que entregamos neste ano para os nossos clientes e quais foram as principais mudanças no que diz respeito à digitalização do dinheiro.

Março: todos em casa. O boom das compras online

A pandemia do novo coronavírus chega ao Brasil e as primeiras medidas de distanciamento social são adotadas. 

Com parte do comércio e dos serviços fechados, os consumidores migraram as suas compras para os meios online. Dessa forma, empresas que não atuavam nesse formato precisaram ajustar as suas operações para continuar funcionando.

Dados apontam que 7,3 milhões de consumidores compraram online pela primeira vez e que as vendas virtuais aumentaram 47% no primeiro semestre.

Por conta desse novo cenário, e de todas as outras adaptações que foram necessárias, a Zoop tomou uma série de medidas a fim de ajudar para que os nossos parceiros passassem da melhor forma possível por esse período, que formam:

  • Criação de links de pagamento para PMEs: solução para clientes que não tinham loja online pudessem realizar transações via cartão de crédito (à vista ou parcelado), sem a necessidade de utilizar a maquininha.
  • Não alteramos os valores das taxas de antecipação: mantivemos os valores das taxas nos meses de março e abril e absorvemos os custos maiores de captação, com o propósito de garantir a saúde financeira dos estabelecimentos comerciais.
  • Firmamos parcerias: junto com o Cobre Fácil, empresa parceira da Zoop, liberamos R$ 500 em crédito às PMEs em um sistema semelhante ao de um cashback.

Abril: iniciação dos desbancarizados e popularização das carteiras digitais

Devido ao pagamento do Auxílio Emergencial oferecido pelo governo ser realizado via conta digital, por meio do app da poupança social digital, o número de pessoas bancarizadas no Brasil aumentou. 

Com o programa, quase 36 milhões de brasileiros que não tinham qualquer registro em banco ou programa social receberam o auxílio. 

Neste período, 9,8 milhões de brasileiros passaram a ter acesso aos serviços bancários digitais, sendo que 96% dos auxílios foram movimentados por meios eletrônicos.

Tudo isso fez com que subisse para 175,4 milhões o número de pessoas com relacionamento bancário.

Somado a esses pontos, as e-wallets (carteiras digitais) cresceram com o patrocínio a lives de artistas e parcerias com supermercados. 

Maio: Bacen anuncia a regulamentação do Open Banking

Outro fator que vai contribuir para a digitalização do dinheiro é o Open Banking, novo Sistema Financeiro Aberto.

O compartilhamento de dados de clientes entre instituições financeiras, mediante a sua autorização, abrirá caminho para a criação de novos produtos digitais em 2021.

Leia também “Regulamentação do Open Banking: quais oportunidades de crescimento gera para a sua empresa?

Junho: medidas de prevenção aceleram a utilização de pagamentos presenciais sem contato

Também impulsionado pela pandemia, a utilização do pagamento por aproximação triplicou entre os brasileiros.

Segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços, a Abecs, houve um crescimento de 256% no uso dessa solução, representando R$ 4,3 bilhões transacionados.

Julho: a Zoop cresce 140% com demanda por soluções de pagamento omnichannel

No mês de julho a Zoop alcançou a importante marca de 40 novos parceiros em sua plataforma nos três primeiros meses de quarentena.

Com isso, atingimos mais de R$ 1,5 bilhão processado no mês. Esse número representa crescimento de 140% em relação a 2019.

Agosto: lançamento de Banking as a Service e os bancos do futuro

Empresas não-financeiras poderão oferecer contas digitais a partir das plataformas de banco como serviço (BaaS). 

No dia 3 de setembro, a Zoop anunciou o lançamento da nova vertical de negócios, o Zoop Banking. A solução já contribuiu, por exemplo, para que o iFood se tornasse o “banco dos restaurantes”.

A plataforma Banking as a Service da Zoop permite que empresas dos mais variados segmentos criem e ofereçam a experiência completa de um banco digital aos seus clientes, tudo com a sua própria marca.

O evento “Tech Banking: criando os bancos do futuro” oficializou o lançamento e contou com Camila Farani, empresária e investidora-anjo como mediadora, e a participação de representantes da Zoop, da AWS, do Grupo Movile e da Visa.

Até o momento, essa nova vertical já resultou em 556% de crescimento em contas ativas (set-nov) e 614% de crescimento em número de emissão de cartões.

Setembro: a LGPD torna os pagamentos online ainda mais seguros

No dia 18 de setembro, após sanção do Presidente Jair Bolsonaro, entrou em vigor em todo o país a LGPD, Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais.

A LGPD garante ao consumidor que informações pessoais, fornecidas em transações online, não poderão ser utilizadas sem sua autorização. 

No que diz respeito ao mercado de serviços financeiros, os players precisam adaptar os seus sistemas, de modo que controles internos, cadastros, gestão de risco e outros, garantam a privacidade e a segurança das informações e dados que circulam em seu ambiente.

Setembro: a Zoop recebe aporte de R$ 60 milhões

Recebemos o aporte de R$ 60 milhões da Movile, empresa de tecnologia, com participação da Darwin Capital, aceleradora de startups.

Essa é a terceira vez que a Movile investe na Zoop, sendo o investimento anterior em março de 2018, momento em que recebemos US$ 18,5 milhões. 

Outubro: definição das diretrizes do Sandbox Regulatório

Em 26 de outubro, por meio da Resolução BCB nº 39, o Banco Central e o CMN, Conselho Monetário Nacional, aprovaram as normas do Sandbox Regulatório no Brasil.

O Ambiente Controlado de Testes para Inovações Financeiras e de Pagamento, como foi nomeado pelo BCB, consiste em um ambiente de testes criado para fomentar o desenvolvimento de novos produtos e serviços financeiros.  

Com diversas vantagens, tais como a liberação de atendimento de diversas regulações, o Sandbox Regulatório facilita o desenvolvimento de novas soluções, reduz perdas financeiras, aproxima as empresas dos órgãos reguladores.

Novembro: Pix, a revolução em pagamentos instantâneos

O lançamento do Pix, ocorrido no dia 16 de novembro, chegou cercado especialmente pela expectativa de impulsionar o varejo

A possibilidade de realizar pagamentos e transferências bancárias a qualquer hora ou dia da semana está sendo vista pelos varejistas como uma forma de incentivo às compras, colaborando, inclusive, para a retomada econômica desse setor.

Em uma das análises da aceitação do Pix, constatou-se que 60 milhões de chaves cadastradas foram cadastradas, considerando pessoas físicas e pessoas jurídicas.

Quanto aos valores transacionados, R$ 24 bilhões foram movimentados nas duas primeiras semanas, resultado de 28 milhões de operações por esse meio de pagamento.

A expectativa é que o Pix substitua até 20% do mercado de transferências bancárias, ação que movimenta mais de R$ 50 trilhões anualmente.

Leia também: “Tudo sobre o Pix: confira as 13 respostas que a sua empresa precisa saber e a opinião de grandes especialistas!

Nós, da Zoop, ajustamos os nossos produtos para que os nossos parceiros possam oferecer o Pix do POS ao e-commerce, permitindo também que os seus clientes tenham a melhor experiência com o uso desse meio de pagamentos a partir das suas contas digitais.

Novembro: a Black Friday mais digital de todos os tempos

De acordo com dados da Ebit | Nielsen, de 19 a 29 de novembro (período de promoções da Black Friday 2020), o e-commerce teve um faturamento de R$ 7,5 bilhões. O valor representa uma alta de 28% em relação ao mesmo período de 2019.

Com relação aos meios de pagamento, o Pix no varejo, ainda que recém-chegado, teve adesão bastante considerável.

Segundo o Banco Central, na data oficial da Black Friday (dia 27), o Pix movimentou mais de R$ 3,3 bilhões em mais de 3 milhões de transações financeiras realizadas por esse meio.

O que esperar para 2021?

Mas se 2020 foi o ano da digitalização do dinheiro, 2021 não vai ficar muito atrás. 

Isso porque muitas das tendências que foram iniciadas neste ano vão se fortalecer ainda mais no próximo.

Confira o que podemos esperar para o setor:

  • Interatividade: o mundo físico e o virtual estarão ainda mais integrados, afetando de maneira direta e positiva a experiência dos clientes.
  • Personalização: os produtos financeiros white label tendem a se tornar parte natural do portfólio de empresas dos mais variados segmentos, graças a uma tecnologia cada dia mais robusta que está sendo ofertada. 
  • Serviços financeiros na nuvem: uso mais amplo de soluções cloud computing, maior oferta e adesão do Banking as a Service no Brasil e um número maior de parceiras entre empresas que não são do setor financeiro com fintechs as a service para entrega de soluções financeiras personalizadas.
  • Oferta de diferentes meios de pagamento: as opções de meios de pagamento serão ampliadas, especialmente no varejo. Quem ainda não usa soluções digitais, como o Pix e QR Code passará a adotar. O setor se deu conta que quanto mais opções o cliente tiver, melhor para a sua experiência
  • Implementação de novas estratégias de vendas: o modelo de venda antigo, afetado pela pandemia, dará espaço permanentemente para novas abordagens, incluindo novos pontos de contato para vendas (como aplicativos de mensagens) e de meios de pagamento cada vez mais digitais.

 

E então, a sua empresa está pronta para 2021? Conte com a Zoop, fintech líder em tecnologia para serviços financeiros para começar a oferecer hoje as soluções financeiras do futuro!

5/5 - (9 votes)
Diga como podemos lhe ajudar!
Avalie o artigo