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Embedded finance: o conceito que vai ajudar a sua empresa a crescer!

Publicado em 15 de janeiro de 2021 por Redação Zoop

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Embedded finance, em português, finanças embutidas, refere-se à inclusão de soluções financeiras próprias ao portfólio de produtos já oferecidos por empresas que não são nativas desse setor.

Aqui estamos falando, por exemplo, de empresas que criaram os seus próprios bancos digitais, a exemplo do iFood, que por meio do Zoop Banking passou a oferecer aos seus parceiros de negócio serviços e produtos financeiros pertinentes a um banco.

André Calabro, diretor executivo da Via Varejo, empresa responsável pelas Casas Bahia, reforça esse posicionamento e destaca que colocar o varejo dentro da vida financeira do cliente sai da linha tradicional de bancos e promove uma verdadeira inclusão financeira e digital.

Com essa proposta, até outubro de 2020, a Casas Bahia já havia atingido a marca de 1,8 milhão de contas digitais em sua plataforma.

Um dos pontos positivos que mais se destacam com essa estratégia de embedded finance da Via Varejo está o baixo custo de aquisição de clientes. 

Isso acontece porque redes varejistas como essa têm a vantagem de ter a marca já bastante consolidada junto ao público. 

Esse contato mais estreito construído ao longo dos anos facilita a adesão de novas soluções por parte dos consumidores, reduzindo os gastos de atração da empresa.

Mas esse não é o único motivo pelo qual o varejo deve incluir produtos e serviços financeiros próprios ao seu negócio.

Confira, agora, todos os motivos pelos quais o conceito embedded finance é um dos que mais vai se destacar no próximo ano e ajudar a sua empresa a crescer.

O que é o conceito embedded finance?

Segundo André, “embedded finance é, no caso do varejista, ir além de só vender um produto.

Trata-se de incluir na jornada do consumidor serviços financeiros que contribuam para que ele tenha uma relação muito mais próxima e duradoura com essa empresa que não é do mercado financeiro propriamente dito.

É quando, de fato, entregamos para esse cliente soluções financeiras acopladas aos nossos serviços básicos, ultrapassando o ofertado por instituições financeiras tradicionais”.

Seria então o varejo o banco do futuro

Podemos dizer que o varejo é um canal de democratização e de inclusão financeira da população de baixa renda brasileira.

 Esse setor tem uma responsabilidade e uma oportunidade muito grande de trazer essas pessoas que hoje estão fora do sistema financeiro e poder proporcionar serviços que façam diferença na vida delas”.

Por quais motivos vale a pena o varejo oferecer esse tipo de solução?

São vários os motivos que justificam por que vale a pena uma empresa trabalhar com embedded finance e expandir o seu portfólio de soluções. 

Não deixe de ler “Qual a importância dos serviços financeiros? Por que você deve agregá-los ao seu negócio?

É possível começar destacando o conhecimento realmente profundo que se tem dos clientes (ao contrário dos bancos tradicionais), bem como a proximidade e a relação de confiança entre consumidor e marca estabelecidas ao longo dos anos.

Utilizando as Casas Bahia como exemplo, a empresa tem um histórico de longa data no serviço de crediário.

Essa solução, especificamente, abrange um público desbancarizado muito grande, que são clientes que, de fato, têm pouco acesso aos serviços financeiros nos moldes que a gente conhece.

Com a entrega de produtos financeiros próprios, nós proporcionamos para esse cliente sua a inclusão financeira.

Isso acontece por meio de uma conta digital embarcada de serviços financeiros, com cartão que ele pode utilizar para pagar as suas contas e ter acesso a crédito e, ao mesmo tempo, fazemos a inclusão digital desse consumidor. 

Aqui, estamos falando de pessoas que não têm o meio digital como uma ferramenta fácil de lidar. 

Assim, quando fazemos uma conta digital simples, conseguimos agrupar esses dois conceitos. Ou seja, permitir que ele tenha um serviço financeiro que esteja atendendo às suas necessidades por um meio simples que, até então, ele não conhecia. 

Somado a isso, usamos as lojas das Casas Bahia para que, justamente, caso esse cliente tenha alguma dificuldade, possa usá-las como ponto de aconselhamento, de retirada de dúvidas. Em outras palavras, usar as lojas como uma agência bancária. 

O consumidor também tem um ponto de referência para ter esse aprendizado contínuo por meio de um contato físico, um contato humano, que é o nosso vendedor”.

Quais as vantagens do embedded finance?

Especialmente no varejo, há uma importante vantagem do embedded finance que destaca a oferta de serviços financeiros dessas empresas das oferecidas pelos bancos tradicionais, que é o atendimento.

De acordo com André, o cliente da Casas Bahia, por exemplo, vê o vendedor com familiaridade, o que também facilita a adesão.

Quando falamos de classe C, de pessoas que têm menos acesso a serviços financeiros ou a instituições tradicionais, acreditamos muito que a linguagem usada tem um impacto muito grande com o cliente, que fica muito à vontade para vir à loja tirar as suas dúvidas. 

Na verdade, o nosso pessoal de loja (caixa, vendedor) é como se fossem consultores, mas aqueles consultores amigos, aquela pessoa que consegue fazer esse trabalho de maneira simples. 

Outro ponto relevante é o fato de as nossas lojas estarem abertas de segunda a segunda e em horário estendido, o que também facilita com que o cliente que está trabalhando possa ir fora do horário bancário tradicional, se precisar, ainda que tenha a sua conta digital pela qual pode fazer tudo pelo celular”.

Qual o melhor caminho para aderir ao embedded finance?

O conceito embedded finance se tornou possível graças às regulamentações facilitadas do Banco Central e às soluções Banking as a Service oferecidas pelas fintechs.

No entanto, muitas empresas ficam na dúvida se vale mais a pena fechar parceria com uma fintech as a service, ou criar seus produtos e serviços financeiros internamente.

Não deixe de ouvir este episódio do Papo na Nuvem:

Para o representante da Via Varejo há duas formas de chegar a essa resposta. 

A primeira é considerar que, hoje, existem diversas iniciativas que estão sendo desenvolvidas por fintechs que suprem essa necessidade maior que é, por exemplo, ter uma conta digital própria para a sua empresa.

Com essa parceria, é possível oferecer esse serviço sem precisar desenvolver a solução toda “dentro de casa”.  

A segunda é referente a core bancário, ou seja, ter uma preocupação sobre quanto aquela solução é fundamental e o quanto é possível acelerar essa iniciativa ao fazer parceria com uma fintech ou desenvolvendo internamente.

Acredito que, para cada iniciativa, deve ter uma avaliação constante daquilo que é primordial fazer de maneira interna e daquilo que pode ser feito com uma fintech, para que a sua proposta seja acelerada e você atinja objetivos muitos maiores em curto prazo. 

Quando fazemos essa avaliação, vemos que há uma série de iniciativas desenvolvidas hoje pelas fintechs que são muito inovadoras, muito seguras, e que estão um passo à frente daquilo que poderíamos fazer dentro de casa.  

O que acontece muito é a empresa pensar mais no negócio, no entanto, é preciso lembrar que esse não está desacoplado da tecnologia.

Muitas vezes, a volúpia é tão rápida que você precisa, de fato, de parceiros para que possa dar o próximo passo.

Existem serviços e soluções que lhe ajudam a já implementar as próximas etapas, sem ficar travado no conceito que é necessário primeiro fazer uma coisa para depois fazer outra, conseguindo, assim, acelerar muito o desenvolvimento da sua solução”.

Confira na íntegra a opinião de André Calabro sobre Embedded Finance:

 

Podemos dizer, portanto, que o segredo está em unir as forças de quem entende do público (empresa) com quem entende de tecnologia (fintech).

A Zoop pode lhe ajudar nesse processo!

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