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Mercado de adquirência no Brasil: o que é, como funciona e qual a expectativa para o futuro?

Publicado em 30 de junho de 2020 por Redação Zoop

O mercado de adquirência consiste na atuação de empresas de serviços financeiros que fazem a intermediação de pagamentos realizados com cartões de crédito e de débito.

Também chamadas de credenciadoras, as adquirentes são o principal vínculo entre vendedores, compradores, bandeiras de cartões e bancos.

Nas transações presenciais, essas empresas são responsáveis pelo fornecimento das famosas “maquininhas”.

Nos pagamentos online a finalidade é a mesma, e pode ser realizadas diretamente no site, ou por meio de um gateway de pagamento ou de uma subadquirente.

Mas por que o mercado de adquirência se tornou tão importante? A resposta é simples: porque o uso de cartões como meio de pagamento eletrônico tem aumentado a cada dia.

Segundo a Abecs, Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços, os cartões movimentaram mais de R$ 1,84 trilhão em 2019, o que indica um aumento de 18,7% em relação ao ano anterior e o maior índice nos últimos 8 anos.

É importante considerar também que a digitalização do dinheiro é uma condição cada vez mais próxima de ser concretizada, gerando benefícios para empresas de diversos setores, consumidores e até governos.

Mas você sabe ao certo o que é adquirência e como funciona? E sobre o mercado de adquirência no Brasil no momento em que estamos e futuramente, tem alguma informação?

O que é mercado de adquirência?

Mercado de adquirência é o setor de atuação das adquirentes. Ou seja, das empresas que realizam o processamento de pagamentos feitos com cartões, realizando a comunicação entre o comércio, as bandeiras de cartões e os bancos emissores.

Esse processo de pagamento é realizado tanto em lojas físicas quanto nas virtuais, como e-commerces e marketplaces e, sem ele, não é possível realizar a transação.

Como funciona os serviços de adquirência?

Nos pagamentos presenciais, as adquirentes atuam com as máquinas de cartões, popularmente chamadas de maquininhas, mas cujo nome oficial é POS, sigla do termo em inglês Point of Sale.

Para as vendas on-line as adquirentes podem trabalhar diretamente integradas às lojas virtuais. No entanto, essa opção é mais indicada para negócios maiores e mais consolidados.

Isso porque se credenciar diretamente com a adquirente requer um investimento maior, além do cumprimento de diversas regras de segurança para as quais são necessárias soluções à parte (por exemplo, sistemas antifraudes).

Por isso, e-commerces e marketplaces costumam utilizar gateways de pagamentos ou subadquirentes para se conectarem às adquirentes.

O gateway funciona semelhante a uma maquininha de cartão. Por meio de um API de pagamento, a função dessa ferramenta é receber os dados do cliente na página de checkout e transmiti-los à adquirente que finaliza a transação.

No entanto, é preciso contratar um serviço antifraude por fora, bem como o certificado digital SSL, sistema de segurança por meio de criptografia de dados.

As subadquirente também são empresas de intermediação de pagamentos responsáveis por transmitir os dados às adquirentes e fazer liquidação dos pagamentos junto aos lojistas.

A principal diferença é que essa solução já abrange o gateway de pagamento, bem como sistema antifraude próprio e parceria com diversas adquirentes.

Mas seja qual for a maneira como a adquirente está ligada ao um negócio, o princípio de atuação é o mesmo:

  • a empresa intermediadora de pagamentos recebe os dados do cartão;
  • em seguida, envia essas informações à bandeira;
  • essa, por sua vez, aciona o banco emissor;
  • o banco emissor verifica se há saldo caso a compra seja no débito, ou limite se for no crédito;
  • devolve a informação à bandeira, aprovada ou não aprovada;
  • a bandeira informa a adquirente, que conclui o processo de pagamento.

Como está o mercado de adquirência no Brasil atualmente?

O mercado de adquirência no Brasil passou por importantes mudanças nos últimos anos. Parte disso se deve ao número cada vez maior de pagamentos feitos sem uso de dinheiro físico.

A chamada “digitalização do dinheiro”, que leva ao aumento dos pagamentos on-line, gera economia e diversos benefícios, tais como:

  • redução dos gastos por parte do governo, seja na fabricação do dinheiro impresso, ou na segurança para transporte;
  • diminuição da criminalidade;
  • geração de novos postos de emprego;
  • criação de novas modalidades de pagamentos;
  • surgimento de novas fintechs.

Entenda mais ouvindo este podcast:

Além disso, o mercado de adquirência antes era limitado a duas grandes empresas (Rede e Cielo), que detinham o monopólio das bandeiras Mastercard e Visa.

No entanto, após intervenção do Banco Central e regulamentação do Cade, Conselho Administrativo de Defesa Econômica, em 2010, deixou de haver exclusividade.

Isso tornou o segmento mais competitivo, ao possibilitar que novos players entrassem no mercado de adquirência no Brasil.

Qual a tendência dos pagamentos eletrônicos no futuro?

Temos ainda mais uma questão que intensifica uma mudança (positiva) do mercado de adquirência brasileiro nos próximos anos: a população cada vez mais digitalizada.

O uso da internet e de soluções digitais já vinham se intensificando com o passar dos tempos. A chegada da pandemia do coronavírus e a mudança de comportamento que isso causou fez com que essa nova postura se tornasse ainda mais evidente.

A própria OMS, Organização Mundial da Saúde, recomendou a realização de pagamentos digitais, a fim de evitar contato e contribuir para diminuir a proliferação do vírus da Covid-19.

O comunicado foi feito pelo porta-voz organização ao site The Telegraph em março deste ano.

Os pagamentos digitais que já representavam 43% do consumo das famílias brasileiras no primeiro trimestre de 2019, tem ganhado ainda mais força. Somado a isso, há a evidente mudança de comportamento do consumidor decorrente da quarentena.

A ABComm, Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, apontou o aumento de compras feitas pela internet como um dos reflexos.

Setores como supermercados, saúde, beleza e perfumaria tiveram crescimento significativo (80%, 111% e 83% respectivamente).

A associação também apontou um crescimento do e-commerce neste período de isolamento social em 70%.

Outra pesquisa, essa da Compre & Confie, empresa de inteligência de mercado focada em e-commerce, mostrou que o varejo faturou 81,64% a mais no mês de abril, comparado ao mesmo período do ano passado.

O que é possível concluir com esses números? Um aumento significativo dos pagamentos realizados por meios eletrônicos, levando ao crescimento do mercado de adquirência no Brasil.

Como se beneficiar dessa mudança?

Uma das maneiras de se beneficiar com essa mudança de comportamento é se tornando uma subadquirente ou uma fintech.

A boa notícia é que dá para fazer isso de uma forma fácil, sem sair do seu core business, nem se preocupar com barreiras regulatórias, custos de desenvolvimento e tempo de implementação.

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