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Mercado de meios de pagamentos: tendências e mudanças esperadas para 2021

Publicado em 15 de janeiro de 2021 por Redação Zoop

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Uma das maiores novidades no mercado de meios de pagamentos em 2020, certamente, foi o lançamento do Pix. E para este ano que está apenas começando, o que podemos esperar?

Um ponto já é possível afirmar, a digitalização do dinheiro é um processo que veio para ficar e que tende a se expandir cada dia mais.

Parte disso foi fortemente impulsionado pela pandemia do novo coronavírus, situação que levou ao aumento do uso de soluções digitais tanto pelas empresas quanto pelos consumidores.

Os pagamentos por aproximação, por exemplo, ultrapassaram 19 milhões de transações apenas no mês de junho, segundo dados da Mastercard.

Para Bruno Diniz, co-fundador da consultoria Spiralem e professor da FGV, ficou claro, no último ano, que os serviços financeiros digitais e as fintechs não se tratam apenas de moda passageira.

Pelo contrário, veremos ainda uma expansão dentro de empresas de outros setores também ofertando serviços e produtos financeiros digitais.

Ou seja, temos aí todas as combinações ideais para começarmos a enxergar um ambiente financeiro muito mais plural do que já tivemos”.

Seria, portanto, o fim do uso do dinheiro em espécie? Para Vitor Magnani, da AB020, Associação Brasileira Online to Offline, ainda não. Porém, veremos uma diminuição constante do uso desse recurso.

Até porque as novas gerações estão usando cada vez mais as plataformas e meios de pagamento digitais. Além disso, essas tecnologias estão cada vez mais acessíveis” 

Quais seriam, portanto, as inovações para o mercado de meios de pagamentos para o próximo ano? 

Na lista temos a expectativa da expansão do uso do Pix, aumento da utilização de soluções digitais de pagamento, como o QR Code, pagamento por aproximação e carteira digital, além do Sandbox Regulatório.

O que esperar do mercado de meios de pagamentos em 2021

O mercado de meios de pagamentos vem de um longo processo de expansão fomentado, inicialmente, pelas regulamentações do Banco Central, mas fortemente impulsionado pelo isolamento social decorrente de coronavírus.

Soluções como o Pix, por exemplo, mudaram a forma de pagar e de receber, trazendo muito mais comodidade e agilidade para empresas e clientes.

Sobre isso não deixe de ouvir este episódio do Papo na Nuvem:

O Pix no varejo, inclusive, continua sendo visto como um importante aliado na retomada econômica justamente por facilitar os pagamentos, questão que impacta diretamente na decisão de compra do cliente.

Mas na lista de tendências do mercado de meios de pagamentos, essa e outras soluções tendem a movimentar bastante o resultado das vendas de empresas de variados segmentos.

Expansão do uso do Pix

Quando falamos em expansão do uso do Pix, não estamos nos referindo apenas a uma adesão maior por parte da população, mas também à aplicação a soluções já existentes que poderão ser melhoradas com esse meio de pagamento.

Bruno cita, por exemplo, a inclusão dessa ferramenta em boletos bancários de companhias públicas.

Já é possível ver alguns acordos que estão sendo realizados, inclusive com a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), incluindo um QR Code do Pix para pagamento de contas de luz. 

Com isso, começamos a ver o próprio boleto disputando esse espaço com o pagamento instantâneo para, daqui a pouco, fazer uma ‘virada de chave’ que será, obviamente, massificada com o uso dessa solução também em outros tipos de instrumentos de cobrança.

Acredito que o ganho de eficiência que teremos com o Pix no instrumento boleto é muito grande, até porque tem a instantaneidade do recebimento de recurso.

Por exemplo, no caso de uma religação de energia elétrica, não é preciso aguardar o tempo de compensação do boleto para efetuar o processo de religamento”.

Diminuição do uso do dinheiro e do cartão de débito

Ainda que o consumidor esteja cada vez mais aderindo às soluções de pagamento digital, o uso do dinheiro em espécie ainda não será totalmente extinto no Brasil em 2021.

No entanto, como mencionado, a tendência do mercado de meios de pagamentos é que esse recurso seja cada vez menos utilizado.

O mesmo pode ser aplicado ao cartão de débito que, além de estar se tornando uma solução pouco sustentável, possivelmente perderá ainda mais espaço para o Pix, carteiras digitais e outras ferramentas semelhantes.

Hoje, com uma única experiência de pagamento digital, você não vê mais sentido em usar aquele cartão, seja por essa razão de sustentabilidade, seja porque é muito mais fácil, amigável e livre sair sem esse recurso no bolso.

Então, o que eu vejo de futuro para esse cartão é o lixo e, de preferência, que seja um lixo reciclável”, destaca Vitor.

Aumento na utilização de soluções de pagamento digitais

Ainda seguindo o caminho da digitalização do dinheiro, algumas soluções de pagamento que já foram bastante utilizadas em 2020, dão indícios que serão ainda mais este ano.

As carteiras digitais, por exemplo, já são utilizadas como opção de pagamento por 61% dos usuários de smartphone, segundo pesquisa da área de Inteligência de Mercado da Globo.

O relatório da SBVC, Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo, apontou que, entre os pagamentos móveis via aplicativo, a carteira digital teve 85% de utilização.

Tanto essa solução de pagamento quanto o Pix impulsionam o uso de outra ferramenta, o QR Code, o que nos leva a crer que essa será mais uma tendência no mercado de meios de pagamento para este ano.

Ainda de acordo com o levantamento da SBVC, essa opção de pagamento ocupa o segundo lugar entre os pagamentos móveis, sendo utilizada por 55% dos entrevistados.

Somado a essas duas soluções, o pagamento por aproximação, que teve importante crescimento conforme informamos anteriormente, também demonstra sinais que será ainda mais usado.

Dados da Abecs, Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços, referentes ao 3º trimestre de 2020, mostraram que essa solução cresceu 622,5%, movimentando R$ 14,4 bilhões.

Segundo uma pesquisa da Mastercard, 75% dos entrevistados afirmam que pretendem continuar usando o pagamento por aproximação mesmo com o fim da pandemia. Um dos motivos é que se trata de uma solução fácil de ser adotada no dia a dia.

Sandbox regulatório

Com início do primeiro ciclo previsto para o primeiro semestre de 2021, o Sandbox Regulatório do Banco Central é outra solução que vai movimentar o mercado de meios de pagamentos, bem como o setor financeiro de modo geral.

O Sandbox Regulatório nada mais é que um mecanismo que os três controladores, Susep, Banco Central e CVM, criaram para que novos negócios (inovadores) dentro do segmento financeiro possam ser acelerados. 

Esses órgãos farão chamadas para startups de serviços financeiros e essas, por sua vez, poderão desenvolver novos modelos de produtos e soluções. Por fim, se aprovados pelo Banco Central, ganharão a sua licença plena para operar. 

Termos, portanto, mais uma ferramenta que vai ajudar a destravar a inovação no país”, esclarece Bruno.

Qual caminho as empresas devem trilhar para crescer em 2021

Mas qual caminho a sua empresa deve trilhar para se adequar ao novo mercado de meios de pagamentos e, dessa forma, atender as necessidades do seu público e não perder espaço para os concorrentes?

Vitor destaca dois dos principais pontos:

  1. Adaptar o seu modelo operacional

Se você está vendendo algum item, precisa preparar uma logística eficiente, embalagem boa e enviar no tempo adequado”.

  1. Utilizar um meio de pagamento possível de ser encaixado da maneira mais simplificada e amigável na sua solução

A partir daí a sua empresa torna a experiência do consumidor muito mais agradável, para que ele não compre apenas uma vez, mas que seja fidelizado e compre outras vezes”.

Como atender a essa última dica? As soluções Banking as a Service podem ser a resposta. 

Para entender como funciona, vantagens e como as empresas de variados segmentos estão utilizando esse recurso, leia o artigo “Como está a oferta e a adesão do Banking as a Service no Brasil e no mundo?

Confira, na íntegra, a opinião de Bruno Diniz e Vitor Magnani sobre a Digitalização do Dinheiro:

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