Mercado

O que é Big Tech? Qual o impacto no mercado de serviços financeiros?

Publicado em 08 de setembro de 2021 por Redação Zoop

Você sabe o que é Big Tech? A expressão Big Tech é utilizada para identificar grandes empresas de tecnologia que dominam o seu mercado de atuação.

No geral, essas companhias iniciaram as suas atividades como pequenas startups e expandiram suas atuações com a oferta de serviços inovadores, disruptivos, escaláveis e, em grande parte, gratuitos para o público.

Para ficar mais claro o que é Big Tech, vamos utilizar um exemplo: o Google. Considerado a maior plataforma de buscas do mundo, somente aqui no Brasil mais de 92% dos internautas utilizam a solução para fazer pesquisas na internet.

Os dados são do levantamento realizado pela plataforma Cuponation, divulgados no Yahoo! Notícias, os quais colocam o Brasil como o 2º país que mais usa esse buscador.

De acordo com o estudo BrandZ, da consultoria Kantar, publicados no UOL, o Google é a terceira marca mais valiosa mundialmente: US$ 457,99 bilhões em 2021, crescimento de 42% em comparação ao ano anterior. 

Agora que o conceito está mais definido, você deve estar se perguntando Mas qual a relação das Big Techs com os serviços financeiros?”. A resposta é relativamente simples, mas de grande impacto.

As Big Techs são empresas que têm como base o uso da tecnologia para a entrega de soluções inovadoras. Expandindo a sua atuação, chegam ao mercado bancário com o objetivo de modificar padrões preestabelecidos.

A ideia é entregar aos consumidores novas soluções financeiras, muito mais dinâmicas, rápidas, modernas, acessíveis e de baixo custo, ainda que a origem da companhia não seja o mercado de serviços financeiros.

Como isso é possível? Qual será o impacto nas instituições financeiras tidas como tradicionais? O que esperar para o futuro desse segmento? Continue a leitura deste artigo e confira todas essas respostas agora!

O que é Big Tech? Como funciona esse modelo de negócio?

Afinal, o que é Big Tech? Big Tech são modelos de negócios movidos pela inovação e pela entrega de serviços disruptivos.

Essas empresas fazem amplo uso da tecnologia para criar e disponibilizar para o seu público soluções que modificam os formatos tradicionais. Também por isso, outras características que fazem parte dessas companhias são a agilidade e a escalabilidade.

Basicamente, uma BigTech funciona seguindo um lema bastante comum do segmento, que é “move fast and break things”, em português, “mova-se rápido e quebre coisas”.

Na prática, esses negócios precisam que a tecnologia utilizada e os seus serviços sejam continuamente atualizados, de modo que as suas ofertas acompanhem as necessidades e expectativas dos consumidores. 

Exemplos de empresas Big Tech

É possível ver a presença das Big Techs em empresas de economia compartilhada, a exemplo do Uber e do Airbnb, que mudaram a forma de solicitar transporte e de alugar hospedagem, respectivamente, com o uso da tecnologia.

Mas se formos fazer uma relação direta com o mercado de serviços financeiros, é essencial citarmos a Apple, a Amazon, e o Facebook.

Ouça este episódio do Papo na Nuvem!


 

Como as Big Techs estão modificando o mercado de serviços financeiros?

Durante a explicação sobre o que é Big Tech, lembra que mencionamos que essas companhias visam entregar produtos e serviços financeiros inovadores, ainda que esse segmento não seja o seu core business?

As três Big Techs que citamos são bons exemplos desse formato e do impacto que esse modelo de negócio pode gerar no mercado bancário.

A Apple, que projeta e comercializa produtos eletrônicos de consumo, firmou parceria com o  grupo Goldman Sachs e, em 2019, lançou o seu próprio cartão de crédito atrelado à sua carteira digital (serviço disponível apenas nos Estados Unidos).

A Big Tech Amazon, gigante do comércio eletrônico mundial que também trabalha com e-books e streaming, foi outra marca que se juntou ao grupo Goldman Sachs e ao Bank of America para lançar subprodutos que resultam em novas formas de pagamento, contas correntes, seguros e empréstimos.

Já o Facebook, plataforma de rede social e companhia dona do Instagram e do WhatsApp, lançou um produto financeiro que impacta diretamente os brasileiros, o WhatsApp Pay.

O WhatsApp Pay é uma ferramenta que permite a transferência de valores diretamente pelo aplicativo de mensagens. Autorizada pelo Banco Central em março de 2021, a solução já pode ser utilizada pelos brasileiros, inclusive como mais uma opção de método de pagamento.

Dica de leitura: “Mercado de meios de pagamentos: tendências e mudanças esperadas para 2021

O que esperar para o futuro do setor financeiro devido a essa influência?

Agora que você sabe o que é Big Tech, fica simples entender que essas empresas aproveitam o conhecimento que têm do perfil e das necessidades dos seus clientes para desenvolver e entregar serviços e produtos financeiros mais compatíveis com suas expectativas, especialmente quando comparados àqueles que são oferecidos pelos bancos tradicionais.

Relacionando isso à tecnologia, que já faz parte do DNA desses negócios, conseguem ter mais aderência nas suas ofertas e, com isso, obter uma nova fonte de receita, além de se destacarem no seu mercado de atuação com um importante diferencial competitivo.

Seria essa uma ameaça para bancos, fintechs e empresas que oferecem os seus próprios produtos e serviços financeiros? 

Segundo um artigo publicado pela CNBC, canal dedicado a notícias de negócios, não, visto que as Big Techs não têm a intenção de se regulamentarem como instituições bancárias. A proposta, até o momento, é apenas continuar adicionando soluções financeiras às suas plataformas.

Porém, é fundamental considerar o nível de aceitação do público quanto a isso, o que pode, sim, impactar negativamente companhias menores que também oferecem esse tipo de solução.

Um levantamento da Accenture, multinacional de consultoria de gestão, tecnologia da informação e outsourcing, revelou que o chamado modelo GAFA (Google, Amazon, Facebook e Apple) é bastante atraente para as novas gerações.

Os dados apontaram que 40% dos entrevistados, que são da Geração Y, consideram a contratação de serviços bancários oferecidos por essas marcas.

Quanto à contratação de seguros, 36% afirmam que contratariam (56% desses são usuários brasileiros); e 46% contratariam para assessoria em investimentos (dos quais também 56% são do Brasil).

Leia também: “Relação entre fintechs e Banco Central e o impacto no futuro dessas empresas

O que as empresas precisam fazer para não perderem espaço?

Para não perderem espaço, o segredo para as empresas que atuam no mercado de serviços financeiros, mas que não têm um porte tão grande quanto as Big Techs, é utilizar a tecnologia a seu favor.

O conhecimento que têm das dores do público, atrelado a boas soluções, é o caminho para a criação e a entrega de produtos e serviços financeiros personalizados e que atendam de forma pontual as necessidades dos clientes.

Dessa forma, ainda que tenham atuação menos abrangente que as Big Techs, é possível desenvolver soluções aderentes, que ajudam a fidelizar os clientes e a gerar nova fonte de receita.

Como isso é possível? Uma plataforma Banking as a Service é o caminho! Leia o artigo “O que é Banking as a Service? Entenda o conceito, vantagens e por que vale a pena” e entenda detalhes!

Diga como podemos lhe ajudar!
Avalie o artigo