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Pix e Open Banking: qual a relação entre esses serviços e as vantagens para empresas e clientes?

Publicado em 03 de março de 2021 por Redação Zoop
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Pix e Open Banking são, definitivamente, os assuntos mais comentados no mercado de serviços financeiros nos últimos tempos.

O lançamento do Pix, ocorrido em 16 de novembro de 2020, chegou cercado de expectativas, especialmente no varejo. A ideia é que essa forma de pagamento facilitada, que contribui para otimizar o processo de compra, ajude na tomada de decisão de compra dos consumidores.

Segundo dados do Banco Central, o mês de janeiro de 2021 fechou com mais de 14 milhões de transações P2B, ou seja, de pessoas para empresas, o que corresponde a mais de R$ 10 milhões transacionados em um único mês.

Já o Open Banking teve a sua primeira fase iniciada em 1º de fevereiro de 2021. Dividido em 4 etapas, a terceira possibilitará a iniciação de transações de pagamento, a qual permitirá a integração do Pix ao Sistema Financeiro Aberto brasileiro.

Mas o que caracteriza a integração entre Pix e Open Banking? Quais desafios bancos, fintechs e demais empresas de serviços financeiros precisarão enfrentar? Quanto essas duas soluções melhoram a experiência dos consumidores?

Confira essas e outras respostas agora!

A relação entre Pix e Open Banking

É possível dizer que Pix e Open Banking são serviços complementares que têm objetivos em comum: tornar o sistema financeiro nacional mais moderno e reduzir a burocracia nos processos.

Enquanto o Pix permite pagamentos e transferências de valores em até 10 segundos, todos os dias da semana e em qualquer horário, o Open Banking possibilita que um cliente migre facilmente entre uma instituição bancária e outra, sem qualquer burocracia, graças ao compartilhamento de dados.

Aproveite e ouça este podcast do Papo na Nuvem:

Com isso, o Pix fomenta a competitividade entre os players e o Open Banking torna a oferta de produtos e serviços financeiros mais clara.

Esse processo vai funcionar basicamente da seguinte forma: 

  • o Open Banking possibilita que o cliente conheça de maneira fácil e rápida todas as soluções oferecidas por um banco, fintech ou empresa que atue, de alguma forma, no mercado de serviços financeiros;
  • ao identificar qual atende melhor a sua necessidade, pode facilmente migrar para essa instituição, sem qualquer barreira;
  • isso é possível porque o compartilhamento de dados e informações bancárias podem ser visualizados pelos players mediante a autorização do cliente, evitando que seja necessário estabelecer um relacionamento do zero;
  • o Pix, por sua vez, pode fazer parte da cartela de serviços oferecidos, e se tornar mais um ponto de atração para conquistar esse novo cliente.

 

Aproveite e leia também: “Tudo sobre o Pix: confira as 13 respostas que a sua empresa precisa saber e a opinião de grandes especialistas!

Benefícios para empresas que aderirem ao Pix e ao Open Banking

Quanto ao último tópico que acabamos de mencionar, é bastante interessante destacar alguns pontos. 

A oferta do Pix é obrigatória a todas as plataformas de pagamento e instituições financeiras com mais de 500 mil contas ativas.

No entanto, instituições menores também podem oferecer esse meio de pagamento e de transferências no seu portfólio de serviços financeiros digitais, agregando, assim, mais uma opção para os seus clientes.

Para esses participantes, uma das vantagens é o que o Pix vai facilitar, por exemplo, o recebimento de contas de concessionárias, tais como de luz, água, impostos, entre outras.

Esse era um grande limitador de competitividade no setor bancário, uma vez que o custo para uma instituição de pagamento se conveniar a uma dessas concessionárias é um tanto alto.

Porém, ao aderir ao Pix, os players considerados menores têm essa questão solucionada, visto que o próprio Banco Central vai estabelecer essa relação.

Já o Open Banking é obrigatório às instituições financeiras enquadradas no segmento 1 (S1) e no segmento 2 (S2), estabelecidos pela Resolução 4.553, de 2017, entre outras definições.

O artigo “Fim do monopólio bancário: como as fintechs e o Open Banking reforçam essa trajetória?” traz todas as regras em detalhes.

Juntando Pix e Open Banking temos, portanto, o seguinte cenário: todos os produtos e serviços financeiros ofertados por sua empresa serão mais facilmente conhecidos pelo público.

Com isso, você tem a chance de competir de maneira igualitária com grandes bancos e outras fintechs que estão há mais tempo no mercado.

Isso ajuda a atrair novos clientes, fidelizar os que já estão na sua base, expandir a sua atuação e, consequentemente, gerar uma nova fonte de receita, aumentando o seu faturamento.

Não deixe de ler “Fintech de Open Banking: como essa parceria vai ajudar o seu negócio?

Pix e Open Banking como forma de melhorar a experiência do cliente

Do ponto de vista do cliente bancário, Pix e Open Banking também trazem diversas vantagens.

As pessoas físicas, por exemplo, podem ver essa oferta como “um algo a mais” na hora de escolher com qual instituição financeira se relacionar.

Vale lembrar que nem todas são obrigadas a oferecer essa solução. No entanto, as que oferecem, ganham mais um diferencial competitivo.

As pessoas jurídicas talvez sejam as que mais se beneficiarão com a relação Pix e Open Banking. Isso porque esse primeiro serviço não é gratuito para empresas.

Porém, não há um valor específico de cobrança por transação pré-determinado pelo Banco Central. No caso, cada banco ou empresa fintech tem total liberdade para definir as suas taxas e tarifas.

Considerando que o Open Banking vai facilitar essa comparação, as pessoas jurídicas saberão claramente qual instituição financeira está praticando os menores valores. Com isso, poderão, sem barreiras burocráticas, estabelecer um relacionamento com aquela que considerar mais adequada à sua realidade.

Desafios a serem enfrentados pelo Pix e Open Banking

Ainda que Pix e Open Banking sejam vantajosos tanto para quem oferece quanto para quem utiliza, alguns desafios ainda precisam ser enfrentados.

Por exemplo, uma pesquisa divulgada no noomis, plataforma da CIAB FEBRABAN, mostrou que metade dos brasileiros nunca ouviram falar em Open Banking.

Quanto ao Pix, 28% disseram que já ouviram falar, mas não sabem sobre o que se trata, 49% consideram que conhecem um pouco e 15% que conhecem bem sobre a solução.

Não se pode desconsiderar que o Open Banking só existe mediante autorização expressa do titular da conta. Ou seja, se o público não aderir, o Sistema Financeiro Aberto não alcançará o resultado esperado.

Quanto a isso, um trabalho conjunto entre players e o Banco Central no que diz respeito à orientação aos clientes, bem como a garantia de segurança do processo pode ajudar.

Paralelo a isso, as empresas devem se preparar para as novas fases do Open Banking, bem como para as novas ferramentas do Pix que já foram anunciadas, a exemplo do Pix Cobrança.

Para saber como trazer a sua empresa para o mercado de serviços financeiros, sem se desviar do seu core business, leia o artigo “Embedded finance: o conceito que vai ajudar a sua empresa a crescer!

Entenda mais sobre o Open Banking assistindo este vídeo da Zoop:

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