2 de março de 2020

O Brasil se encontra, atualmente, numa posição de vice campeão em fraudes com cartão no mundo digital, ficando atrás somente do México. Apesar do mercado de cartões crescer quase 15% ao ano e ter movimentado 1.5 trilhão de reais em transações em 2019, além dos grandes avanços na segurança, fiscalização e novas formas de pagamento, a posição do Brasil no ranking das fraudes ainda gera dor de cabeça e tira o sono de muitos lojistas, bancos e fintechs no país.

Neste episódio do Papo na Nuvem, Daniel Teixeira recebeu Hugo Costa, CEO, diretor geral da CyberSource Brasil, e Paulo Roberto de Abreu, diretor de Risco na GenComm, para um bate papo sobre os impactos do chargeback e da fraude nos pagamentos online. Entenda também os impactos deles no mundo físico e como as empresas do setor de pagamentos podem implementar soluções para reduzir o risco e aumentar a conversão nas compras com cartão.

Mesmo sendo parte de um senso comum da grande parte da população acreditar na clonagem de cartão no mundo físico, esta possibilidade nunca foi comprovada após a invenção do sistema de chip que, até então, é inviolável. Contudo, é alarmante como as fraudes aplicadas há 20 anos atrás, migraram para o mundo digital, se multiplicando e tomando grandes proporções no Brasil. A grande diferença entre esses pontos é que, enquanto no mundo offline existe o portador do cartão, que valida aquela compra digitando sua senha criptografada no chip, no digital essa validação não existe, perdendo elementos de segurança fundamentais.

Apesar da infame posição do Brasil no ranking das fraudes, o índice de compras fraudulentas vem caindo nos últimos anos e, por mais incrível que possa parecer, somos um dos países mais avançados quanto a proteção dessas práticas. Contudo, ainda existem medidas que podem ser tomadas para evoluir ainda mais, como por exemplo mudanças em algumas leis de impunidade. Infelizmente, o estelionato continua sendo um dos crimes mais brandos no Brasil, enquanto que, em países como Estados Unidos, qualquer tipo de pratica negativa envolvendo cartão de crédito é considerado crime federal. 

A grande questão é em como autenticar se o comprador que está utilizando o cartão em compras digitais é realmente o dono ou realmente está autorizando aquela compra. Para isso já existem algumas opções como Token ou o protocolo 3DS 2.0, que pode revolucionar o e-commerce, identificando o comprador através de envio automático de um conjunto de informações, transferindo a responsabilidade do comerciante para o emissor, evitando assim, milhares de fraudes no Brasil. Além disso, o 3DS 2.0 evita uma possível desistência do comprador, ao ter que fornecer dados ou utilizar um token, processos chatos que dificultam a venda.

O Brasil está no caminho certo e muito próximo de se tornar referência no quesito proteção contra fraudes de pagamento. Graças aos avanços tecnológicos, como por exemplo o próprio 3DS 2.0, as práticas fraudulentas continuarão diminuindo frequentemente e o e-commerce cada vez mais seguro, assim como o mundo físico já se tornou.

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Risk Director - Rakuten E-Commece Brasil