Desde a abertura do mercado de meios de pagamentos em 2010, o Brasil vem experimentando uma enxurrada de novos players no setor. Também por isso, muitos empreendedores querem saber como trabalhar com máquina de cartão e se entrar nesse segmento realmente vale a pena.

Hoje, estamos vivenciando um boom de terminais de pagamentos que despertam o interesse de várias empresas a entrarem nesse mercado. Isso acontece devido ao crescimento acelerado do setor e a possibilidade de ganho de receita recorrente sobre as vendas de estabelecimentos comerciais. 

Muitos desses novos entrantes ficam atraídos com a possibilidade de ganhar dinheiro fácil com essa ferramenta. Porém, os desafios para estruturar uma operação de meios de pagamentos, mesmo que se resuma a comercialização de maquininhas, vai muito além da compra e venda de terminais. 

Como trabalhar com máquina de cartão e o que é preciso considerar antes de começar?

Apesar do momento altamente competitivo nesse setor, 96,1% dos brasileiros ainda preferem fazer seus pagamentos em dinheiro, segundo pesquisa de 2018, feita pelo Banco Central e publicada em O Globo.

Por outro lado, o uso de cartões aumentou 18% no primeiro trimestre de 2019, representando R$ 850 milhões movimentados, incluindo cartões de crédito, débito e pré-pagos, segundo dados levantados pela Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços) e mencionados em matéria da Época Negócios.

O crescimento dos pagamentos com cartões, certamente, é um incentivo para empresas que querem investir nesse setor. Porém, é preciso saber como trabalhar com máquina de cartão, e isso inclui questões que envolvem logística, sistemas, atendimento de regulamentações e segurança. Veja todos os detalhes a seguir.

O que faz o pagamento presencial ser mais seguro?

Apesar de observarmos um crescimento de aquisição de serviços através do celular e via plataformas de e-commerce, o chamado pagamento presencial ainda representa quase 90% dos mais de 1,5 trilhão de reais transacionados no Brasil. 

Culturalmente, o brasileiro ainda realiza compras em lojas físicas com cartão de crédito muito mais do que nos Estados Unidos, por exemplo, onde se compra praticamente tudo on-line com entrega nas residências.

Outro fato que contribui entrar nesse mercado de maquininhas de cartões, é que as transações com chip e senha nesses terminais quase não apresentam riscos de fraude, uma vez que o portador é o detentor da “assinatura” daquela compra, ou seja, dos números que precisam ser digitados para liberação da transação. 

Já no caso de compras on-line, em que os dados do cartão são digitados sem a utilização da senha, há um maior risco, uma vez que essas informações podem ser roubadas. 

O Brasil, por ter um alto índice de fraudes, é um dos lugares que mais se desenvolveu quando o assunto é segurança com cartões. Há países que ainda utilizam modelos menos seguros (por tarja, por exemplo), que funciona da mesma maneira que uma transação digitada, mas sem a necessidade de senha. 

Também pela segurança que os atuais sistemas apresentam, o mercado de adquirência com maquininhas se tornou uma grande oportunidade de negócio.

O que é preciso saber sobre adquirência e certificação de soluções de captura?

Escrevemos no artigo sobre como criar uma fintech  tudo o que é preciso para empreendedores que queiram ingressar no mercado se tornarem um subadquirente. 

Até pouco tempo, quem desejava ter o sufixo Pay atrelado à marca, precisava se adequar a diversos aspectos regulatórios que custavam caro e desviavam o foco do negócio.

Atualmente, existem plataformas que eliminam diversas adequações para se montar qualquer operação de pagamento, seja através da comercialização de equipamentos ou construção de carteiras virtuais, tornando o processo de trabalhar com máquina de cartão muito mais fácil.

No caso dos terminais, não basta se conectar a uma plataforma ou ser um subadquirente, assim como desenvolver o software de captura também não é o suficiente. Para cada modelo de equipamento que realiza o papel de capturar uma transação (maquininha, pinpad etc.) é necessário certificá-lo com cada bandeira, individualmente (por exemplo Visa, Mastercard, Elo, entre outras). 

Qual o custo de uma máquina de cartão?

Para isso, a empresa que deseja saber como trabalhar com máquina de cartão, precisa ter uma equipe interna especializada em certificações de bandeira e possuir uma ferramenta certificadora que pode custar, em média, 90 mil reais. 

Durante esse processo, deverá ser pago também a obtenção de uma carta de aprovação sobre o custo aproximado de R$ 50 mil por bandeira e por equipamento. Ou seja, se você deseja certificar dois modelos de equipamento em três bandeiras, o custo será acima R$ 300 mil.

Mas já existem algumas empresas que terceirizam todo esse processo e disponibilizam apenas o software com um modelo de tarifação, que pode ser pelo pagamento de mensalidade ou tarifa sobre cada transação.

Quais os requisitos necessários para iniciar uma operação de maquininhas com a sua marca?

Adquirência e certificação de soluções de captura não são as únicas questões a serem esclarecidas quando se busca saber como trabalhar com máquina de cartão. 

Vender equipamentos com a sua marca, ou seja, uma maquininha White Label, e ganhar dinheiro com cada transação demanda outros pontos de atenção. Confira a seguir.

1. Dispor de um investimento inicial

O grande desafio de empreendedores que já atuam, ou desejam atuar nesse setor, é o capital inicial para investir em compras de terminais de pagamento. Atualmente, o custo de uma máquina de cartão POS (Point of Sale ou Ponto de Venda) é de U$ 200, em média (sim, o preço na maioria dos fabricantes é em dólar). 

Dessa forma, para ter uma operação escalável e saudável é necessário ter em mente que o empreendedor precisa, necessariamente, de um capital inicial para começar sua operação.

Até antes da abertura do mercado entre os anos de 2010 a 2013, o aluguel de terminais era um excelente negócio para as duas únicas empresas que detinha o monopólio do mercado. Após, muitos players simplificaram a vida dos lojistas e profissionais que queiram aceitar cartões, vendendo e entregando as maquininhas através de e-commerces próprios. Agora, as opções são inúmeras. 

Para quem é empreendedor, o que fará a diferença será o relacionamento com o lojista e valor agregado com a solução oferecida, sendo esses os maiores desafios do momento atual do setor.

2. Decidir entre logística própria ou terceirizada

Ao saber como trabalhar com máquina de cartão, é preciso pensar na logística dessa solução. Para isso, é necessário considerar alguns fatores, como: 

  • controle de estoque;
  • personalização de terminais;
  • montagem de embalagens;
  • limpeza de terminais;
  • teste de conexão;
  • atualizações de versões. 

Muitos players do mercado estão optando pela terceirização desse serviço através de um operador logístico. Trabalhando dessa forma, o operador realiza todo o trabalho manual de preparação da maquininha e entrega ao cliente final, enquanto que os empreendedores estão focados no objetivo principal do seu negócio que é atender o lojista.

3. Ter um bom planejamento de aquisição de terminais

Após ter definido de que forma será feita a operação, é preciso criar um planejamento de como funcionará a compra dos terminais. É importante destacar que os equipamentos são comprados diretamente do fabricante, que trabalham com um prazo médio de 30 a 45 dias para entrega. 

Portanto, é extremamente necessário que quem está em busca de saber como trabalhar com máquina de cartão se planeje comercialmente para não ficar sem estoque.

4. Escolher o melhor serviço GPRS

Também é necessário comprar SimCards e linhas de tecnologia M2M, especial para maquininhas, para serem enviados aos estabelecimentos comerciais junto com os terminais. Vale a pena reforçar que os sinais das operadoras variam em cada região, por isso, é importante ter todas em disponíveis. 

Recomendamos também que antes de enviar os equipamentos seja identificada qual é a melhor operadora para a região. Dessa forma, se previne problemas de performance, como lentidão de transações.

5. Pensar na distribuição de bobinas

Os fabricantes enviam maquininhas POS sem bobinas. Além disso, é uma prática do mercado que a empresa de meios de pagamento forneça esses itens aos seus estabelecimentos comerciais e clientes.

Ou seja, além de pensar em como trabalhar com máquina de cartão, vender e distribuir esses equipamentos, é preciso também desenvolver uma operação de distribuição de bobinas.

6. Oferecer serviços de manutenção

Maquininhas são dispositivos frágeis e suscetíveis a problemas técnicos. Uma simples queda ou um terminal que ficou muito tempo sem uso pode apresentar falhas. Por isso, além de estoque para venda, é preciso ter um para substituição de equipamentos em manutenção. 

Ou seja, ter as peças para pronta entrega também é importante para garantir agilidade nessa troca. Caso demore, a sua maquininha poderá ser substituída pela do concorrente.

Realmente vale a pena trabalhar com máquina de cartão?

Apesar de toda complexidade durante o processo inicial, o mercado se mostra repleto de oportunidades e com uma alta taxa de crescimento. Destaca-se quem conhece melhor a dor dos clientes e cria modelos de negócio focados em geração de valores.

Para as empresas se concentrarem em seu core business, a Zoop  resolve os processos complexos de desenvolvimento de tecnologia, certificação com as bandeiras e demais agentes da cadeia, além das licenças com os órgãos reguladores. 

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