23 de maio de 2019

Desde a abertura do mercado de meios de pagamentos, em 2010, o Brasil vem experimentando uma enxurrada de novos players no setor. Também por isso, muitos empreendedores querem saber como trabalhar com máquina de cartão e se entrar nesse segmento realmente vale a pena.

Hoje, estamos vivenciando um boom de terminais de pagamentos que despertam o interesse de várias empresas a entrarem nesse mercado. Isso acontece devido ao crescimento acelerado do setor e a possibilidade de ganho de receita recorrente sobre as vendas de estabelecimentos comerciais. 

Muitos desses novos entrantes são atraídos pela possibilidade de ganhar dinheiro fácil com essa ferramenta. Porém, os desafios para estruturar uma operação de meios de pagamentos, mesmo que se resuma à comercialização de maquininhas, vão muito além da compra e venda de terminais. 

Como trabalhar com máquina de cartão e o que é preciso considerar antes de começar?

Apesar do momento altamente competitivo nesse setor, 96,1% dos brasileiros ainda preferem fazer seus pagamentos em dinheiro, segundo pesquisa de 2018 feita pelo Banco Central e publicada em O Globo.

Por outro lado, o uso de cartões aumentou 18% no primeiro trimestre de 2019, representando R$ 850 milhões movimentados, incluindo cartões de crédito, débito e pré-pagos, segundo dados levantados pela Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços) e mencionados em matéria da Época Negócios.

O crescimento dos pagamentos com cartões, certamente, é um incentivo para empresas que querem investir nesse setor. Porém, é preciso saber como trabalhar com máquina de cartão, e isso inclui questões que envolvem logística, sistemas, atendimento de regulamentações e segurança. Veja todos os detalhes a seguir.

O que faz o pagamento presencial ser mais seguro?

Apesar de observarmos um crescimento de aquisição de serviços através do celular e via plataformas de e-commerce, o chamado pagamento presencial ainda representa quase 90% dos mais de 1,5 trilhão de reais transacionados no Brasil. 

Culturalmente, o brasileiro ainda realiza compras em lojas físicas com cartão de crédito muito mais do que nos Estados Unidos, por exemplo, onde se compra praticamente tudo on-line com entrega nas residências.

Outro fato que contribui entrar nesse mercado de maquininhas de cartões é que as transações com chip e senha nesses terminais quase não apresentam riscos de fraude, uma vez que o portador é o detentor da “assinatura” daquela compra, ou seja, dos números que precisam ser digitados para liberação da transação. 

Já no caso de compras on-line, em que os dados do cartão são digitados sem a utilização da senha, há um maior risco, uma vez que essas informações podem ser roubadas. 

O Brasil, por ter um alto índice de fraudes, é um dos lugares que mais se desenvolveu quando o assunto é segurança com cartões. Há países que ainda utilizam modelos menos seguros (por tarja, por exemplo), que funciona da mesma maneira que uma transação digitada, mas sem a necessidade de senha. 

Também pela segurança que os atuais sistemas apresentam, o mercado de adquirência com maquininhas se tornou uma grande oportunidade de negócio.

O que é preciso saber sobre adquirência e certificação de soluções de captura?

Escrevemos no artigo sobre como criar uma fintech tudo o que é preciso para empreendedores que queiram ingressar no mercado se tornarem um subadquirente. 

Até pouco tempo, quem desejava ter o sufixo Pay atrelado à marca precisava se adequar a diversos aspectos regulatórios que custavam caro e desviavam o foco do negócio.

Atualmente, existem plataformas que eliminam diversas adequações para se montar qualquer operação de pagamento, seja através da comercialização de equipamentos ou construção de carteiras virtuais, tornando o processo de trabalhar com máquina de cartão muito mais fácil.

No caso dos terminais, não basta se conectar a uma plataforma ou ser um subadquirente, assim como desenvolver o software de captura também não é o suficiente. Para cada modelo de equipamento que realiza o papel de capturar uma transação (maquininha, pinpad etc.) é necessário certificá-lo com cada bandeira, individualmente (por exemplo Visa, MasterCard, Elo, entre outras). 

Qual o custo de uma máquina de cartão?

Para isso, a empresa que deseja saber como trabalhar com máquina de cartão, precisa ter uma equipe interna especializada em certificações de bandeira e possuir uma ferramenta certificadora que pode custar, em média, 90 mil reais. 

Durante esse processo, deverá ser pago também a obtenção de uma carta de aprovação sobre o custo aproximado de R$ 50 mil por bandeira e por equipamento. Ou seja, se você deseja certificar dois modelos de equipamento em três bandeiras, o custo será acima R$ 300 mil.

Mas já existem algumas empresas que terceirizam todo esse processo e disponibilizam apenas o software com um modelo de tarifação, que pode ser pelo pagamento de mensalidade ou tarifa sobre cada transação.

Quais os requisitos necessários para iniciar uma operação de maquininhas com a sua marca?

Adquirência e certificação de soluções de captura não são as únicas questões a serem esclarecidas quando se busca saber como trabalhar com máquina de cartão. 

Vender equipamentos com a sua marca, ou seja, uma maquininha White Label, e ganhar dinheiro com cada transação demanda outros pontos de atenção. Confira a seguir.

1. Dispor de um investimento inicial

O grande desafio de empreendedores que já atuam, ou desejam atuar nesse setor, é o capital inicial para investir em compras de terminais de pagamento. Atualmente, o custo de uma máquina de cartão POS (Point of Sale ou Ponto de Venda) é de U$ 200, em média (sim, o preço na maioria dos fabricantes é em dólar). 

Dessa forma, para ter uma operação escalável e saudável é necessário ter em mente que o empreendedor precisa, necessariamente, de um capital inicial para começar sua operação.

Até antes da abertura do mercado entre os anos de 2010 a 2013, o aluguel de terminais era um excelente negócio para as duas únicas empresas que detinha o monopólio do mercado. Após, muitos players simplificaram a vida dos lojistas e profissionais que queiram aceitar cartões, vendendo e entregando as maquininhas através de e-commerces próprios. Agora, as opções são inúmeras. 

Para quem é empreendedor, o que fará a diferença será o relacionamento com o lojista e valor agregado com a solução oferecida, sendo esses os maiores desafios do momento atual do setor.

2. Decidir entre logística própria ou terceirizada

Ao saber como trabalhar com máquina de cartão, é preciso pensar na logística dessa solução. Para isso, é necessário considerar alguns fatores, como: 

  • controle de estoque;
  • personalização de terminais;
  • montagem de embalagens;
  • limpeza de terminais;
  • teste de conexão;
  • atualizações de versões. 

Muitos players do mercado estão optando pela terceirização desse serviço através de um operador logístico. Trabalhando dessa forma, o operador realiza todo o trabalho manual de preparação da maquininha e entrega ao cliente final, enquanto que os empreendedores estão focados no objetivo principal do seu negócio, que é atender o lojista.

3. Ter um bom planejamento de aquisição de terminais

Após ter definido de que forma será feita a operação, é preciso criar um planejamento de como funcionará a compra dos terminais. É importante destacar que os equipamentos são comprados diretamente do fabricante, que trabalham com um prazo médio de 30 a 45 dias para entrega. 

Portanto, é extremamente necessário que quem está em busca de saber como trabalhar com máquina de cartão se planeje comercialmente para não ficar sem estoque.

4. Escolher o melhor serviço GPRS

Também é necessário comprar SimCards e linhas de tecnologia M2M, especial para maquininhas, para serem enviados aos estabelecimentos comerciais junto com os terminais. Vale a pena reforçar que os sinais das operadoras variam em cada região, por isso, é importante ter todas em disponíveis. 

Recomendamos também que antes de enviar os equipamentos seja identificada qual é a melhor operadora para a região. Dessa forma, se previne problemas de performance, como lentidão de transações.

5. Pensar na distribuição de bobinas

Os fabricantes enviam maquininhas POS sem bobinas. Além disso, é uma prática do mercado que a empresa de meios de pagamento forneça esses itens aos seus estabelecimentos comerciais e clientes.

Ou seja, além de pensar em como trabalhar com máquina de cartão, vender e distribuir esses equipamentos, é preciso também desenvolver uma operação de distribuição de bobinas.

6. Oferecer serviços de manutenção

Maquininhas são dispositivos frágeis e suscetíveis a problemas técnicos. Uma simples queda ou um terminal que ficou muito tempo sem uso pode apresentar falhas. Por isso, além de estoque para venda, é preciso ter um para substituição de equipamentos em manutenção. 

Ou seja, ter as peças para pronta entrega também é importante para garantir agilidade nessa troca. Caso demore, a sua maquininha poderá ser substituída pela do concorrente.

Realmente vale a pena trabalhar com máquina de cartão?

Apesar de toda complexidade durante o processo inicial, o mercado se mostra repleto de oportunidades e com uma alta taxa de crescimento. Destaca-se quem conhece melhor a dor dos clientes e cria modelos de negócio focados em geração de valores.

Para as empresas se concentrarem em seu core business, a Zoop  resolve os processos complexos de desenvolvimento de tecnologia, certificação com as bandeiras e demais agentes da cadeia, além das licenças com os órgãos reguladores. 

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