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Pix, cartão de crédito ou débito: qual a forma de pagamento mais segura e como se proteger contra golpes?

Publicado em 01 de novembro de 2021 por Redação Zoop
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Entre as formas de pagamento Pix, cartão de crédito e cartão de débito, qual seria a mais segura para a sua empresa e para os seus clientes?

A realidade é que cada uma dessas opções tem os seus pontos positivos e os seus pontos negativos, o que torna uma definição sobre qual gera menos risco de golpes um tanto difícil.

Porém, no que se refere à segurança desses métodos de pagamento, é importante que você saiba que novas soluções e determinações são constantemente criadas e implementadas para trazer mais tranquilidade tanto para quem paga quanto para quem recebe.

Um bom exemplo são as medidas determinadas pelo Banco Central com relação ao Pix. Em nota, o órgão regulador definiu ações que incluem limite de R$ 1 mil para transações financeiras noturnas e cadastro prévio, por parte dos clientes, de contas que podem receber quantias elevadas.

No que se refere aos cartões, temos a certificação PCI DSS, Payment Card Industry – Data Security Standard, que é o padrão de segurança internacional que visa proteger os dados sensíveis gerados em transações financeiras realizadas com esse meio de pagamento.

Somado a esses, há também uma série de boas práticas que você pode adotar na sua empresa para tornar as formas de pagamento Pix, cartão de crédito e de débito seguras.

Confira, agora, quais são e como evitar golpes nos processos de pagamento do seu negócio.

Formas de pagamento Pix, cartão de crédito ou cartão de débito: qual a mais indicada?

As formas de pagamento Pix, cartão de crédito e cartão de débito estão na lista das mais utilizadas pelos clientes nos dias atuais.

De acordo com dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços, Abecs, o cartão de crédito foi o responsável por transacionar R$ 371,3 bilhões no segundo trimestre de 2021 — um aumento de 53% na utilização em comparação ao mesmo período do ano anterior. 

Já o cartão de débito movimentou R$ 214 bilhões (+42,3%) no mesmo intervalo de análise.

Destacando apenas as compras não presenciais, a função crédito resultou em R$ 129,5 bilhões transacionados, e a função débito R$ 4,2 bilhões.

Quanto ao uso do Pix, o estudo “A transformação do Pix para os pagamentos brasileiros”, da Zetta, revelou que o sistema de pagamentos instantâneo já é utilizado com frequência por 81% das pessoas que têm chave Pix cadastrada.

A pesquisa também apontou que 57% dos entrevistados já usam a solução não apenas para transferências bancárias, mas também para pagamento de produtos, serviços, mensalidades e alimentos obtidos de empresas. 

Porém, esse número pode ser maior, considerando que vários empreendedores usam suas contas físicas, e não jurídicas, para recebimento de valores de clientes.

Em uma comparação entre esses três meios de pagamento, não seria viável escolher apenas um deles para oferecer aos seus clientes. O motivo é que, quanto maior for a oferta de soluções de pagamento, maiores as chances de fechar a venda.

Isso acontece porque o cliente poderá escolher o método favorito para pagar a sua compra, de acordo com o seu momento, necessidades, preferências e expectativas, resultando em uma experiência muito mais satisfatória.

Dica de leitura: “Experiência de compra: como melhorar com pagamento omnichannel?

Entre as formas de pagamento Pix e cartões, qual a mais segura?

Assim como dissemos no início deste artigo, entre as formas de pagamento Pix e cartões (crédito e débito) é um tanto complicado apontar qual a mais e qual a menos segura.

O que podemos destacar sobre isso são as determinações e procedimentos que tornam os meios de pagamento digitais mais seguros para quem paga e para quem recebe.

Por exemplo, como mencionado, o Banco Central inseriu várias regras quanto ao uso do Pix. A ideia é aumentar o combate a contas laranjas, as quais são abertas por criminosos em nome de outras pessoas para a prática de golpes financeiros, fraudes e até sequestros. 

Além disso, ao pagar com Pix, o consumidor não precisa inserir dados em plataformas digitais, visto que conclui a transação no app de sua instituição bancária ou carteira digital.

Quanto aos cartões, há uma camada de segurança que visa proteger transações financeiras realizadas em ambiente virtual, que é o 3DS 2.0.

O 3DS 2.0 tem como principal objetivo reduzir as fraudes nos pagamentos, por meio de uma análise mais ampla dos dados.

Na prática, esse sistema contempla segurança das transações online realizadas com cartões aplicando dois conceitos, a autenticação e a autorização.

Entenda melhor como tudo isso funciona ouvindo este podcast do Papo na Nuvem:

Como evitar golpes nos processos de pagamento?

Segundo a ClearSale, companhia de soluções antifraude e score de crédito, apenas no primeiro trimestre de 2021, o comércio eletrônico brasileiro sofreu quase 700 mil tentativas de fraudes.

Se todas tivessem sido concretizadas, o prejuízo giraria em torno de R$ 679,2 milhões, valor que representa um aumento de mais de 105%, quando comparado às tentativas de 2020.

Números com esses apontam que, ainda que diversas camadas de proteção sejam adotadas, os criminosos continuam buscando meios de aplicar os seus golpes financeiros.

Por isso, é importante que você saiba que, além das medidas de segurança que descrevemos, há outras que podem ser utilizadas para deixar o seu processo de recebimento de valores mais seguro, independentemente da forma de pagamento utilizada pelo seu cliente.

Algumas das mais indicadas para alcançar esse objetivo são:

  • escolher uma plataforma de pagamentos segura, que conte com a certificação PCI DSS;
  • utilizar gateways confiáveis, que realmente promovam e garantam a criptografia dos dados de pagamento transacionados;
  • conhecer novas tecnologias, como a tokenização nos pagamentos e buscar meios de adotá-las;
  • para o comércio eletrônico, é essencial que o site conte com certificado digital SSL, Secure Sockets Layer, que é uma tecnologia que criptografa as informações trocadas nesse ambiente virtual;
  • também para as vendas online, não abrir mão de utilizar um bom sistema antifraude para e-commerce;
  • se adequar à LGPD, que é a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais;
  • orientar os clientes sobre as práticas e métodos de cobrança e de pagamentos da sua empresa.

 

E considerando que o Pix é um dos meios de pagamento que está em evidência nos últimos tempos, é bem importante que você conheça também quais são as possíveis fraudes que podem ser aplicadas por esse sistema.

Por isso, aproveite que está no blog da Zoop e confira agora mesmo o artigo “Golpe do Pix: quais tipos estão sendo aplicados e como se proteger?

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