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Invisible payment: por que essa solução ajuda na conversão de vendas?

Publicado em 07 de junho de 2021 por Redação Zoop

Citado como a próxima onda de inovação do varejo no relatório The Global Payments Report, o invisible payment, ou pagamento invisível, é aquele que não requer nenhuma ação do cliente para acontecer.

Nas compras online, um bom exemplo de uso dos pagamentos invisíveis está no aplicativo do iFood, que permite ao consumidor pagar a sua compra automaticamente, sem que seja preciso digitar número de cartão ou informar outro meio de pagamento a cada nova aquisição.

Já nas compras presenciais, o invisible payment está sendo utilizado nas lojas da Amazon Go, nos Estados Unidos, e na rede de smart stores Zaitt, aqui no Brasil.

Mas qual a proposta por trás dos pagamentos invisíveis? A ideia com essa oferta é reduzir as etapas no processo de compra e, com isso, entregar experiências cada vez melhores para os clientes.

Consequentemente, quanto melhor for a jornada de aquisição do consumidor, menores as chances de esse desistir de uma aquisição, o que afeta positivamente o faturamento das empresas.

Confira agora, em detalhes, como o invisible payment ajuda a converter mais e a elevar os níveis de satisfação dos clientes.

Como o invisible payment ajuda na conversão de vendas? 

O invisible payment ajuda na conversão de vendas por dois principais motivos:

  • reduz o tempo de finalização da compra;
  • vai ao encontro da maneira como as pessoas lidam com o dinheiro.

 

Reduz o tempo de finalização da compra

O invisible payment permite otimizar o processo de pagamento e, com isso, gerar menos atritos nessa importante etapa de finalização de uma compra, tanto nas realizadas online quanto nas presenciais.

Isso quer dizer que, ao oferecer uma solução de pagamento invisível aos clientes, você entrega aos consumidores muito mais praticidade e rapidez, o que contribui para que adquiram os produtos e/ou serviços que desejam com muito mais facilidade.

Esse contexto pode ser visto nas vendas online quando é eliminada a necessidade de o cliente digitar os seus dados pessoais e de pagamento a cada nova compra. 

Uma forma de conseguir isso é oferecendo a chamada “compra com 1 clique”, na qual o cadastro é realizado uma única vez e todos os dados são armazenados para uso posterior.

Já nas compras presenciais, um exemplo de invisible payment que pode ser utilizado é o checkout sem caixa, ou self checkout. 

Nesse caso, o cliente entra no estabelecimento comercial, escolhe os produtos que deseja comprar, faz a leitura dos valores via QR Code e efetua o pagamento diretamente do seu smartphone, sem a necessidade de pegar filas para a conclusão do processo.

Não deixe de ler: “Pagamento via QR Code: conheça mais sobre essa experiência do pagamento sem contato

Vai ao encontro da maneira como as pessoas lidam com o dinheiro

O estudo “The Future of Money” classificou que as pessoas lidam de duas formas distintas com os valores que dispõem.

Uma delas é a slow money, que diz respeito a gastos e investimentos mais duradouros, como a compra de um carro ou de um imóvel, o que requer mais tempo de análise e considerações. 

A outra forma é chamada de fast money e se refere aos gastos diários, ou mesmo impulsivos, que uma pessoa tem. 

É sobre essa maneira de usar o dinheiro e de adquirir algo que o invisible payment gera impacto. 

O princípio é este: por se tratar de compras de impacto financeiro menor, como as realizadas em mercados, deliverys, e-commerces e outros, quanto mais otimizado for o processo de pagamento, maiores as chances de o cliente comprar, sem precisar pensar muito para fazer isso.

Com relação a esse comportamento, é interessante citar uma pesquisa da CNDL, Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, e do SPC Brasil, Serviço de Proteção ao Crédito, sobre hábitos de compras de consumidores digitais.

Entre os entrevistados, 43% dos clientes disseram que nem sempre planejam as suas compras online, e 10% afirmam que nunca fazem esse planejamento

Ou seja, ao trabalhar com pagamentos invisíveis o varejista tem a chance de potencializar esse comportamento e, com isso, aumentar o seu volume de conversões.

O que é preciso para que o pagamento invisível realmente ajude na experiência de compra? 

Mas para que tudo isso realmente se torne realidade e melhore a experiência de compra, é essencial que o invisible payment tenha como principal foco o cliente.

Por mais que os pagamentos invisíveis ajudem aos varejistas a elevarem os seus volumes de vendas, eles só serão utilizados pelos consumidores se realmente melhorarem o seu processo de compra.

Isso quer dizer que, na hora de montar o seu mix de invisible payment, é essencial considerar quais são as preferências do público no que se refere aos meios de pagamento.

Por exemplo, um levantamento apontou que o cartão de crédito ainda é o preferido dos brasileiros, tanto para as compras online (58%) quanto para as compras presenciais (40%).

Nas lojas físicas, o segundo lugar fica com o cartão de débito (22%), enquanto nas lojas virtuais é ocupado pelo boleto bancário (15%).

Mas além dos métodos de pagamento tradicionais, é bem importante considerar novas soluções, como as carteiras digitais e o Pix.

No que se refere às carteiras digitais para pagamentos, o relatório The Global Payments Report mostrou que a expectativa é que, até 2024, essa forma de pagamento seja responsável por 51,7% de todo o volume transacionado no comércio digital.

Quanto à participação do Pix no varejo, a chegada de novos serviços, como o Pix Cobrança, que permite a realização de cobranças com datas futuras, e o Pix Garantido,  que vai permitir o parcelamento de valores, tende a aumentar a adesão dos consumidores.

Não deixe de ouvir este episódio do Papo na Nuvem:

Como evitar fraudes e garantir segurança do consumidor no uso do invisible payment? 

Justamente o conceito de invisibilidade, que traz tantos benefícios para empresas e clientes, pode ser o motivo de insegurança dos consumidores. 

Por conta disso, a adoção de camadas de segurança no processo de pagamentos invisíveis é mais importante.

Aqui estamos falando, além da adequação à LGPD, em soluções que visem a prevenção de fraudes, tais como criptografia, certificado digital SSL para comércios eletrônicos, certificação PCI e a tokenização.

Sobre essa última opção, leia o artigo “Tokenização nos pagamentos: o que é e por que gera mais segurança nas compras online?”, entenda a importância e como oferecer mais essa camada de segurança aos seus clientes.

 

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