Desde a abertura do mercado de meios de pagamento no Brasil pelo Banco Central (Bacen), até hoje, o setor tem mudado muito e com uma velocidade inacreditável. 

A era de forte concentração bancária foi superada e o processo de consolidação de empresas que se beneficiaram dessa abertura por meio de maquininhas e outros serviços está fechando seu ciclo, dando espaço para um terceiro movimento. 

Nele, grandes nomes de tecnologia para o varejo e marketplaces querem gerar receita com a movimentação financeira, mas batem de frente com a regulamentação e a complexidade tecnológica. Por isso, as fintechs dessa nova onda vão além dos terminais e focam na oportunidade de faturamento aliada à regulação.

Pensando dessa forma, fica a pergunta: como ser√° o futuro dos meios de pagamento? Descubra isso e mais agora!

Os meios de pagamentos no Brasil estão na crista da onda, mas como tudo começou? (Primeira onda)

O período em que apenas os maiores bancos tomavam conta desse setor é o que chamamos de primeira onda. 

Na √©poca, o uso do cart√£o se popularizou entre consumidores bancarizados, mas, em decorr√™ncia da verticaliza√ß√£o do mercado, s√≥ existiam dois adquirentes (quem aprovava as transa√ß√Ķes por meio de cart√Ķes e quem liquidava na conta dos estabelecimentos) atuando com exclusividade de bandeiras.¬†

Com uma atividade limitada tanto de um lado quanto do outro nesse per√≠odo, as empresas descobriram no aluguel de maquininhas de cart√£o um grande neg√≥cio. Resultado: sem concorr√™ncia e nenhum diferencial, a op√ß√£o de receber via cr√©dito e d√©bito ainda estava restrita aos estabelecimentos comerciais dispostos a pagarem caro para aceitar cart√Ķes e receberem um atendimento prec√°rio.

O que mudou com o monitoramento do Banco Central sobre os meios de pagamento no Brasil

A partir de 2013, o Banco Central começou a monitorar o mercado de meios de pagamento no Brasil com a publicação da Lei 12.865. A regulação, feita pela autoridade monetária, contribuiu para a promoção de um ecossistema de pagamentos de varejo mais eficiente, seguro, competitivo e com menos risco sistêmico. 

Com isso, houve o aperfeiçoamento da forma de atuação da instituição, com a definição de conceitos como os arranjos de pagamento, aumentando a eficiência do segmento e diminuindo os custos para o consumidor final.

As medidas voltadas para os meios de pagamento tamb√©m atingiram os chamados ‚Äúdesbancarizados‚ÄĚ, tendo em vista que permitiu que esse p√ļblico tivesse acesso a maquininhas a custos competitivos, com possibilidade de recebimento em cart√Ķes pr√©-pagos.¬†

Outros agentes do mercado tamb√©m foram impactados, como grupos de telecomunica√ß√Ķes e a ind√ļstria de cart√Ķes que expandiram sua base, gerando mais concorr√™ncia. Foi o in√≠cio da segunda onda.

E como foi a segunda onda dos meios de pagamento no Brasil?

A abertura do Banco Central deu espa√ßo para a democratiza√ß√£o das transa√ß√Ķes via cart√£o para pequenos comerciantes, por meio da venda das maquininhas, e ofereceu um atendimento mais profissional ‚ÄĒ at√© ent√£o, disponibilizar essa op√ß√£o para os clientes implicava no alto custo de aluguel de terminais, estruturas de taxas confusas e cobran√ßa de servi√ßos de manuten√ß√£o.

Hoje, as organiza√ß√Ķes que lideraram o processo j√° se consolidaram e conquistaram um mercado de meios de pagamento no Brasil esquecido pelos bancos. O movimento tamb√©m atraiu grandes investidores e alguns players abriram capital, com IPOs (Initial Public Offering ou Oferta P√ļblica Inicial) muito bem sucedidos.¬†

Mas, para comerciantes e empreendedores, somente uma maquininha agrega valor para o negócio? A partir daí veio a nova onda.

Além das maquininhas, o que esperar da terceira onda dos meios de pagamento no Brasil?

Na terceira onda, os meio de pagamento no Brasil deixaram de ser um mero acess√≥rio. Na nova fase, empresas est√£o criando suas pr√≥prias √°reas de pagamento com o objetivo de gerar mais receitas com transa√ß√Ķes.¬†

√Č o caso de marketplaces, empresas de SaaS, ERPs, automa√ß√Ķes comerciais e at√© empreendedores, que passaram a ver a grande oportunidade que √© gerenciar as transa√ß√Ķes financeiras dos seus clientes, seja com a cria√ß√£o de servi√ßos tecnol√≥gicos segmentados, seja com a presta√ß√£o de um atendimento melhor.

Grandes nomes de tecnologia para lojistas e marketplaces, como iFood e Linx, anunciaram movimentos para participar do fluxo de pagamento, gerenciando o dinheiro transacionado por seus clientes. 

O impacto nos negócios é de um atendimento mais personalizado e com serviços de alto valor envolvendo, principalmente, tecnologia. No caso do iFood, por exemplo, a empresa controla o fluxo de pedidos dos restaurantes parceiros e aumenta o faturamento, ajudando o estabelecimento a crescer. 

Assim, controlar esse ambiente √© algo que torna o processo de concilia√ß√£o banc√°ria mais transparente para o cliente e aprimora o atendimento, uma vez que a expertise do aplicativo, ao contr√°rio de um grande adquirente, √© atender a restaurantes √ļnica e exclusivamente.

Quer saber tudo sobre a terceira onda? Então assista a este vídeo:

O que o iceberg regulatório trouxe de possibilidades?

Entendendo esse movimento, principalmente no mercado on-line, em 2016, o Banco Central publicou a circular n¬ļ 3.815, que estabeleceu prazos para a adequa√ß√£o das empresas √† participa√ß√£o nos arranjos de pagamento (bandeiras) e de liquida√ß√£o centralizada.¬†

Pela defini√ß√£o do Bacen, essas empresas atuam como subcredenciadoras, ou seja, participam do fluxo de pagamento at√© a liquida√ß√£o das transa√ß√Ķes junto aos estabelecimentos e vendedores.

Com isso, surgiu espa√ßo para os players que oferecem plataformas prontas para as empresas que est√£o surfando a terceira onda. Elas unem, al√©m da tecnologia, todo o arcabou√ßo regulat√≥rio para que as empresas possam gerenciar as transa√ß√Ķes financeiras dos seus clientes sem terem que investir tempo com temas dessa natureza.¬†

Algumas delas permitem, inclusive, que seus parceiros operem sem a interferência das bandeiras e não precisam da autorização do próprio Banco Central.

E esse √© s√≥ o primeiro passo na regula√ß√£o desse segmento, ou a ponta do iceberg. Isso porque as normas geram esfor√ßo e investimentos extras para o empreendedor que, agora, tem duas op√ß√Ķes: encarar toda adequa√ß√£o sozinho ou ter um parceiro que fa√ßa isso e o deixe totalmente focado no seu neg√≥cio.

As empresas da terceira onda estão criando ou virando novas fintechs. Além de facilitar a vida de marketplaces, os players oferecem plataformas prontas para desenvolvimento de meios de pagamento no Brasil e, com isso, um produto diferenciado e toda infraestrutura que veste a camisa do parceiro. 

Com mais concorrência e taxas menores, é possível ter uma plataforma totalmente adaptável a sua estrutura e marca.

Veja por que somos a fintech das fintechs

Mas como “pegar” essa onda e se tornar uma fintech?

Já pensou em aproveitar a evolução dos meios de pagamento no Brasil, aumentar o faturamento e escalar a rentabilidade? 

Se voc√™ ainda n√£o sabe qual estrat√©gia adotar, aqui vai uma boa not√≠cia: agora, sua empresa pode construir suas pr√≥prias solu√ß√Ķes de pagamentos integradas para ajudar seus clientes a crescerem, criando uma fintech de pagamentos dentro da pr√≥pria opera√ß√£o.¬†

A Zoop possibilita que Marketplaces, ERPs, Empreendedores e outros tipos de negócios passem a gerenciar o fluxo transacional de seus clientes, gerando novas receitas através de serviços de contas digitais, splits de pagamento e antecipação de recebíveis.

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