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Qual o papel do pagamento instantâneo na crise? Como, e quanto, o PIX vai contribuir para a retomada econômica do varejo pós-pandemia?

Publicado em 04 de agosto de 2020 por Redação Zoop

Com lançamento previsto para novembro deste ano, o papel do pagamento instantâneo na crise financeira provocada pelo coronavírus já é visto como um forte aliado na retomada econômica do varejo.

Isso acontece porque, além de reduzir o tempo que os lojistas levam para receber os pagamentos feitos pelos clientes, o PIX promete minimizar custos operacionais e gerar novas oportunidades de negócios.

A nova oferta de meio de pagamento ao público tende a incentivar as aquisições, pois também otimiza o processo de finalização da compra, permitindo o envio das mercadorias de forma mais rápida e melhorando suas experiências, especialmente no comércio eletrônico.

A intenção do Banco Central (Bacen) é que esse recurso ajude a impulsionar o crescimento econômico pós-pandemia, visto que o PIX traz benefícios tanto para empresas quanto para os consumidores finais.

Mas quanto isso realmente será possível? Em quais pontos o sistema de pagamento instantâneo do Bacen vai ajudar na retomada econômica do Brasil?

E quanto aos players que atuam no mercado de serviços financeiros, quanto o PIX pode afetar sua lucratividade?

Sobre isso conversamos com o Bruno Diniz, co-fundador da Spiralem, Head América do Sul na FDATA (Financial Data & Technology Association), professor no curso sobre Fintechs da FGV e no MBA da USP ESALQ. Acompanhe!

O papel do pagamento instantâneo na crise econômica atual

O papel do pagamento instantâneo na crise econômica causada pela Covid-19 pode ser visto pelas empresas varejistas como um importante recurso de retomada, especialmente no que diz respeito à otimização de processos de pagamento e à redução de custos operacionais.

Isso porque o PIX, sistema de pagamento instantâneo do Banco Central, permite a realização de transferências e pagamentos a qualquer hora do dia, todos os dias da semana, incluindo sábados, domingos e feriados.

Além de liberar o valor ao recebedor em tempo real e otimizar o processo de venda, os consumidores têm mais uma opção de pagamento à disposição, contribuindo para a sua tomada de decisão de compra.

Leia o nosso artigo O que é PIX e quais as oportunidades que a nova regulamentação pode gerar e entenda tudo sobre esse novo sistema de pagamentos do Bacen.

Papel do pagamento instantâneo na crise: otimização de processos

Para compreender um pouco melhor qual será o papel do pagamento instantâneo na crise, vamos usar como exemplo uma compra paga via boleto bancário.

Atualmente, o lojista precisa aguardar por até 3 dias a compensação desse boleto, para somente depois concluir seu processo de recebimento e de venda.

Já como o sistema do pagamento instantâneo do Bacen, o PIX, a compensação dessa compra acontece em até 10 segundos.

Além de receber os valores mais rapidamente, a experiência do cliente também é melhorada, especialmente nos e-commerces e marketplaces, que podem enviar a mercadoria em um prazo bem menor.

Quando o foco são os pagamentos com cartão de débito, crédito, ou transferência bancária, os benefícios não são diferentes, tanto para vendas presenciais quanto para as online.

Ou seja, a entrada do valor na conta do lojista acontece da mesma forma, instantaneamente, contribuindo também para uma melhor gestão financeira do negócio.

Papel do pagamento instantâneo na crise: redução de custos operacionais

Somado a isso, o papel do PIX na crise pode ser visto um redutor de custos operacionais, importante questão a ser considerada pelas empresas nesse momento de retomada econômica.

Para o comércio virtual, um dos maiores benefícios fica pela diminuição das tarifas cobradas por transação.

Já as lojas físicas, além de se beneficiarem com esse ponto, têm no sistema de pagamento instantâneo do Bacen a promessa de redução de gastos com transporte de valores a bancos, o que, consequentemente, minimiza também os custos com segurança.

Além disso, o PIX permitirá que os consumidores façam saques em lojas varejistas, diminuindo o volume de dinheiro impresso no local, o que também gera novas oportunidades de negócio e aumento da competitividade.

A digitalização do dinheiro e o novo comportamento do consumidor

O papel do pagamento instantâneo na crise econômica atual vai ao encontro de outros dois fatores: a mudança no comportamento de compra do consumidor e a digitalização do dinheiro.

Um levantamento realizado pela Febraban, Federação Brasileira de Bancos, denominado “Expectativa de mudança no comportamento econômico-financeiro após o isolamento social” mostrou que:

  • 14% dos entrevistados afirmam que seu volume de compras vai aumentar;
  • 15% visam usar mais o cartão de crédito como meio de pagamento;
  • 46% irão priorizar os atendimentos bancários digitais;
  • 48% pretendem frequentar menos os bancos.

Com base nesses números, é possível notar que no cenário pós-pandemia os pagamentos e soluções digitais de serviços financeiros ganharão ainda mais força.

Esse novo comportamento não apenas intensifica o papel do pagamento instantâneo na crise financeira ao melhorar esses serviços, mas também agiliza o processo de digitalização do dinheiro.

Aqui, vale lembrar que as transações via PIX ocorrerão por meios eletrônicos, tais como e-mail e QR Code, e que os pagamentos digitais trazem inúmeras vantagens para empresas e consumidores, por exemplo:

  • transações financeiras mais rápidas e seguras;
  • aumento da produtividade;
  • possibilidade de novas modalidades de crédito.

Ou seja, além do importante papel do PIX na crise provocada pelo coronavírus, é importante que as empresas se adequem a essa nova realidade de meios de pagamento.

Entenda mais sobre os impactos da digitalização do dinheiro ouvindo a este episódio do Papo na Nuvem:

A opinião do especialista sobre o papel do pagamento instantâneo na crise econômica da Covid-19

Como você pôde ver, o papel do PIX na crise financeira atual terá um peso bem importante.

Uma das provas de quanto esse sistema de pagamento instantâneo vai contribuir para alavancar a economia é que cerca de 140 instituições financeiras já solicitaram a participação.

Além de melhorar a relação entre comércio e clientes e colaborar para um aumento no volume de vendas no varejo, o PIX também é uma solução que contribui para o crescimento das empresas que atuam no mercado financeiro.

Sobre isso, e sobre a contribuição do PIX na retomada da economia brasileira, conversamos com  Bruno Diniz, co-fundador da Spiralem, Head América do Sul na FDATA (Financial Data & Technology Association) e professor no curso sobre Fintechs da FGV e no MBA da USP ESALQ.

Bruno, é possível prever quanto o PIX vai impactar no varejo pós-pandemia? Ou seja, esse sistema realmente pode impulsionar o aumento no volume de vendas do setor? Se sim, em quais pontos?

Acredito que o PIX será um importante aliado do lojista, visto que terá custos mais baixos do que os demais instrumentos tradicionais de pagamento (como o cartão de débito, por exemplo) e permitirá o recebimento instantâneo dos recursos, algo que tende a reduzir a necessidade de crédito.

Sendo assim, o empreendedor terá mais flexibilidade financeira para investir em sua operação.

Sobre o aumento do volume de vendas no setor, entendo que há outras combinações de fatores econômicos no processo de retomada da economia pós-pandemia que pesarão mais sobre essa questão.

Vimos que o sistema de pagamentos instantâneos do Bacen vai reduzir os custos operacionais, especialmente no que diz respeito à cobrança de tarifas. Do ponto de vista dos players que oferecem soluções financeiras aos seus parceiros, quanto isso afeta a lucratividade dessas empresas?

Veremos um aumento de competição que tende a reduzir ainda mais a margens no setor de pagamentos.

Alguns estudos apontam também que, em função dos custos reduzidos introduzidos pelo PIX, a estrutura tradicional que envolve bandeiras e adquirentes poderá ter uma considerável diminuição de receita.

Sendo assim, os players tradicionais terão que diversificar suas ofertas, indo além do pagamento.

Já vemos alguns movimentos assim vindos de adquirentes como a Stone, que tem investido em sua conta voltada para PMEs e adquirido empresas como a Vitta (startup focada na oferta de planos de saúde para PMEs), no intuito de ampliar seu leque de produtos.

Entende-se que o PIX visa também aumentar a competitividade entre os participantes do setor. Mas quais os ajustes necessários que a indústria dos meios de pagamento terá que fazer para manter a rentabilidade com a sua chegada, considerando que o sistema promete cobrar tarifas menores por transações?

Como disse, as margens com as quais o setor de pagamentos convivia anos atrás ficou no passado.

Na configuração competitiva atual, que não inclui o elemento PIX, já vemos players como a Cielo admitindo que sua lucratividade não será mais a mesma.

Por isso, a empresa também está buscando ampliar seu portfólio com a criação do Cielo Pay, que deve evoluir para uma solução com mais cara de “banking”, assim como está sendo feito pela Stone.

Como gerar nova receita com serviços financeiros

O coronavírus evidenciou ainda mais a necessidade de inovação no varejo. Diversas empresas buscaram soluções para continuar lucrando mesmo durante a pandemia.

A transformação digital e a oferta de melhores soluções de pagamento foram dois recursos bem importantes que ajudaram vários negócios a se manterem ativos durante esse período.

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Nesse cenário, ficou ainda mais claro que é possível aumentar o faturamento e escalar a rentabilidade por meio da criação de soluções próprias.

A Zoop possibilita que você gere novas receitas por meio de serviços de conta digital, splits de pagamento, antecipação de recebíveis, pagamentos presenciais (maquininhas), boletos, entre outros meios de pagamentos.

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