Negócios

Empresas fintechs: a democratização dos serviços financeiros no Brasil

Publicado em 19 de outubro de 2020 por Redação Zoop
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As empresas fintechs vêm ganhando espaço no Brasil há anos por oferecerem alternativas aos serviços prestados pelos bancos tradicionais. 

Essa expansão foi ainda mais acelerada pelas novas práticas e  hábitos adotados durante a pandemia do novo coronavírus.. 

Sobre isso, Gustavo Brigatto conversa com Fabiano Cruz (CEO e Cofundador da Zoop) e Patrick Hubry (CEO Movile), a fim de, juntos, analisarem como as empresas fintechs vão continuar avançando sobre um cenário em que os serviços financeiros passam a ser incorporados em todos os âmbitos da vida cotidiana.

Confira neste episódio do Papo na Nuvem quais são os próximos passos dessas empresas e saiba mais sobre as diferentes relações de  pessoas jurídicas e pessoas físicas com as soluções financeiras atuais.

Entenda também sobre o papel da China nesse desenvolvimento e as lições que podem servir para nós,; como o Pix participa desses processos, e algumas das soluções inovadoras para o futuro. 

Toda empresa será uma empresa fintech

De empresas varejistas a ERPs, entre outras, os mais variados negócios estão percebendo o potencial que as empresas fintechs abrigam.

Uma dessas percepções é que as suas receitas podem ser ainda mais desenvolvidas com a participação no mercado financeiro.

Por mais que isso pareça uma novidade, as Casas Bahia é um exemplo de negócio que já oferecia crédito para as pessoas que não conseguiam em meios tradicionais.

Mas, hoje, essas soluções são muito mais baratas e simples. Por isso, fica bem mais fácil que diversas empresas embarquem nessa estratégia.

O grande diferencial atualmente é exatamente o fato de que quase todo tipo de negócio pode aproveitar dessas vantagens e se tornar uma empresa fintech — as plataformas possibilitam isso e tornam a implementação real —,  algo que só era possível para grandes conglomerados há alguns anos atrás.

A democratização do acesso aos serviços financeiros

Ainda é muito difícil para pessoas e empresas o acesso a contas e a créditos com taxas decentes. 

Isso tem a ver com o mercado de bancos, que é extremamente concentrado, como coloca Fabiano:

Você tem 5 bancos com, basicamente, 80% das carteiras de crédito do país

O aumento de possibilidades de serviços financeiros só tende a democratizar o acesso aos serviços financeiros.

Um dos principais desafios do momento é fazer com que as empresas fintechs consigam chegar a mais brasileiros, e que não fiquem apenas concentradas nos centros urbanos.

E, para isso, é necessário o incentivo aos comerciantes locais que passaram  a fazer parte da realidade durante a quarentena. 

Hoje, já existem exemplos de regiões onde  pouquíssimas empresas chegavam, mas já apresentam tecnologias de serviços financeiros realizadas pelos próprios empreendedores locais.

Uma nova competição para as empresas fintechs

A competição para as empresas fintechs agora é maior, já que a participação de redes varejistas e as relações locais também entraram na conta.

Mas isso é algo bom, como argumenta Patrick:

É muito melhor que tenha essa competição porque, no final, quem ganha é o consumidor, ganha o pequeno empresário

Hoje, etapas como eliminar filas em banco e maior quantidade de ofertas já são uma realidade. 

O desenvolvimento desse setor aponta para a necessidade de inovação já nos próximos dois anos — empresas de tecnologia e startups precisam sempre inovar e mudar, caso contrário, vão ficar para trás. 

E para quem trabalha na área, essa premissa não deve ser pensada como uma ameaça, mas como um grande estímulo!

Quer conferir o conteúdo na íntegra? Você pode dar play no episódio abaixo ou escutar o Papo na Nuvem na sua plataforma de podcasts preferida!

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