
O que é Pix? Entenda tudo sobre o sistema de pagamento instantâneo do Banco Central

Você sabe o que é Pix? Trata-se de um sistema de pagamento que permite compensação instantânea de valores.
Criado pelo Banco Central, que está liderando o processo de implantação do ecossistema de pagamentos instantâneos brasileiro, o objetivo é aumentar a eficiência e a competitividade do mercado de pagamentos do varejo.
O Pix tem previsão de implementação para novembro de 2020. Por isso, é importante que estejamos atualizados sobre essas grandes transformações relacionadas à eletronização do mercado.
Neste episódio do Papo na Nuvem, Ida Nuñez conversa com Ingrid Barth (cofundadora do Linker), Carlos Eduardo Brandt (chefe adjunto de Competição e Estrutura do Mercado Financeiro do Bacen) e Gustavo Gawryszewski (economista e gerente de Produtos da Zoop).
Eles explicam o que é Pix, seu funcionamento, vantagens e processos de implementação.
Além disso, falam também como foi a adesão aos pagamentos instantâneos fora do Brasil e qual o espaço e as possibilidades para as fintechs dentro desse novo ecossistema.
O que é Pix?
O Pix chega em um contexto de revolução digital que estamos vivenciando na sociedade a nível mundial. Por isso, foi pensado como um instrumento capaz de atender de forma adequada esse momento e de agregar valor, incluindo todas as necessidades:
- pagamentos entre pessoas, transações cotidianas;
- pagamentos em pontos de vendas, do pipoqueiro, da farmácia ou do supermercado;
- pagamentos entre empresas, fornecedores etc;
- pagamentos que envolvem o governo, como recolhimento de taxas federais e outros.
Assim, saber o que é Pix é entender que a solução foi planejada para ser extremamente rápida, funcionando 24/7 durante todo o ano, além de envolver segurança, facilidade e simplicidade na realização de pagamentos ao utilizar QR Codes e chaves de endereçamento.
Quais os benefícios pretendidos com a implementação do Pix?
É possível vislumbrar transformações em três aspectos principais com a facilitação e difusão dos pagamentos instantâneos no Brasil.
A jornada do cliente
As próprias empresas já têm a perspectiva de que a jornada do cliente dentro da loja, seja física ou virtual, pode ser transformada completamente, muito além da jornada de pagamento, como coloca Gustavo:
“O débito acabou não pegando tanto no comércio online e o Pix tem bastante chance”
Essa nova dinâmica de pagamento vai na direção da melhoria da experiência completa do cliente, o que significa o foco não só no momento de efetuar o pagamento em si.
A principal perspectiva é sobre o fato de uma nova dinâmica de pagamento ter o potencial de aperfeiçoar e dinamizar toda uma relação que está adjacente àquele pagamento.
Relação dos cidadãos com o governo
Hoje, o relacionamento dos cidadãos com o governo é muitas vezes complicada pelas formas de recebimentos e pagamentos.
Um simples exemplo é quando uma pessoa visita um parque federal e precisa imprimir uma GRU (Guia de Recolhimento de Receitas da União) e, então, deslocar-se até a agência (muitas vezes uma específica) para pagar.
Esse tipo de transação dificulta e afasta as pessoas desses espaços.
Agora, com o Pix, existe a chance de a própria portaria do parque apresentar um QR Code e o visitante pode utilizá-lo para pagar sua GRU de forma eletrônica, na hora, já incluindo a confirmação do pagamento.
Para a pessoa jurídica
Tudo o que facilita a vida das pequenas e médias empresas é vantajoso.
Atualmente, as pessoas jurídicas sofrem um pouco com meios de pagamento que apresentam custos muito altos. Já os pagamentos instantâneos vão facilitar esse processo, incluindo o recebimento, além de diminuir o valor dessas operações.
Também há a questão dos boletos, por exemplo, que essas empresas utilizam bastante e que incluem a compensação. Com essa solução, se você realiza o pagamento na sexta-feira, precisa aguardar até segunda-feira para a compensação.
Com o Pix vai haver uma dinâmica melhor para esses pagamentos à vista. Por estar sempre disponível, todo o mercado fica mais rápido e ganha uma dinâmica diferente, que é instantânea de fato.
Como as fintechs podem participar desse novo ecossistema?
As fintechs têm muitas possibilidades de entrada nesse ecossistema, na criação de soluções, atendimento de nichos específicos pouco explorados e muito mais.
O Bacen vem fazendo um bom trabalho ao promover e trazer competitividade no quesito de pagamentos instantâneos. O que é importante, pois temos no Brasil bons números em acesso e profundidade, comparado a nossos pares, como Argentina e México.
Porém, nosso maior problema é na eficiência, pois o custo para a sociedade ainda é muito alto.
Essa eficiência, no caso, virá como um dos maiores diferenciais das fintechs: serviços de maior qualidade com custos mais baixos. E diminuindo preços também por consequência, ou seja, pela maior competência para a empresa.
E há uma expectativa de que as fintechs façam parte desse processo de inclusão financeira e eletronização dos pagamentos em diferentes estratégias, como explica Carlos:
“Quando você vai incluindo pessoas, você não tem só as transações entre os não bancarizados, mas as transações entre os bancarizados e os não bancarizados é alavancada também”
Isso, certamente, vai trazer eficiência econômica para o país como um todo. Por isso, o Pix foi pensado para acomodar essas empresas, para que possam explorar as oportunidades de negócios que a solução de pagamento instantâneo apresenta.
Quer conferir o conteúdo na íntegra? Você pode dar play no episódio abaixo ou escutar o Papo na Nuvem na sua plataforma de podcasts preferida!
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