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3DS 2.0: o que é? Qual o novo modelo? Quais os impactos para o setor de pagamentos?

Publicado em 07 de julho de 2020 por Redação Zoop

De 2018 para 2019 o e-commerce brasileiro faturou mais de R$ 61 bilhões, representando um crescimento de 16,3%, comparado ao ano anterior.

Dados assim reforçam a importância da criação de novas medidas para garantir a segurança dos pagamentos digitais a todos os envolvidos no processo.

Pensando nisso foi desenvolvido o 3DS 2.0, atualização do protocolo de segurança para transações financeiras realizadas no mundo virtual.

O objetivo dessa nova versão é reduzir as fraudes nos pagamentos utilizando, para isso, uma análise de dados maior.

Além de colaborar para uma finalização mais rápida do processo de compras, melhorando a experiência do cliente, o 3-D Secure 2.0 contribui para aumentar as taxas de conversão e, consequentemente, a lucratividade do comerciante.

Mas quanto a nova autenticação 3DS influencia nos pagamentos online? Como funciona? O que muda para os emissores de cartão, portadores e lojistas?

Neste artigo você vai descobrir:

  • O que é 3Ds 2.0
  • Como funciona a nova tecnologia 3DS
  • Emissores e bandeiras que já estão utilizando o 3-D Secure 2.0
  • Vantagens do 3DS 2.0 no Brasil
  • Impactos do 3DS 2.0 para lojistas, clientes e indústria de meios de pagamento
  • Como fazer parte da indústria de meios de pagamento

O que é 3DS 2.0

O 3DS 2.0 é a versão atualizada desse sistema de segurança voltado para pagamentos online.

Ao contrário da versão anterior, o novo sistema é nativo mobile, assim, está pronto para trabalhar em qualquer canal de compra online, inclusive soluções futuras de pagamento.

Outra diferença ao compararmos o 3-D Secure 2.0 com o 3DS 1.0 é que o novo modelo fornece 10 vezes mais dados durante seu fluxo de comunicação entre portador do cartão, estabelecimento comercial e emissor do cartão.

Esse recurso visa garantir a verificação da identidade do portador de maneira mais assertiva e, dessa forma, evitar possíveis fraudes.

Além disso, a proposta do 3DS 2.0 no Brasil é aumentar o número de compras online pagas com cartão de débito, visto oferecer mais segurança nesse processo.

Você pode entender um pouco melhor o conceito do 3-D Secure 2.0 neste vídeo:

Como funciona a nova tecnologia 3DS

O 3-D Secure 2.0 funciona da seguinte forma:

  • o comprador fornece os dados do cartão no ato da compra;
  • através do provedor de serviços 3-D Secure do e-commerce, esses dados são enviados para o emissor de cartão de pagamento, o qual solicita a autenticação da compra;
  • baseado no risco envolvido na transação, o provedor de segurança do emissor o auxilia na decisão pela autenticação, definindo qual a melhor forma de realizá-la, por exemplo, por senha, token etc;
  • com essa etapa concluída, o emissor envia o resultado da autenticação para o e-commerce;
  • o processo é concluído com a autorização da compra.

Aqui, é interessante ressaltar os conceitos de autenticação e autorização, a fim de deixar o entendimento do funcionamento da tecnologia 3DS mais clara:

  • autenticação: processo que verifica se o portador do cartão é realmente seu titular. Para isso, são utilizadas ferramentas de segurança, por exemplo, digitação de senha;
  • autorização: análise que verifica se o cartão apresentado pode ser utilizado para a compra, por exemplo, constando se há saldo em conta.

Emissores e bandeiras já estão utilizando o 3-D Secure 2.0

Um dos objetivos com a criação do 3-D Secure 2.0 é ter um sistema de segurança que esteja passos à frente de possíveis fraudes nos pagamentos virtuais.

Por isso, a partir dessa versão, novas serão desenvolvidas para oferecer ainda mais segurança aos envolvidos nesse processo.

Ainda que tenha sido iniciado pela Visa, em parceria com o Banco do Brasil, trata-se de um padrão da indústria de pagamento.

Por esse motivo, os principais emissores de cartão do Brasil estão desde o ano passado se preparando para realizar o processamento de transações via 3DS 2.0.

Além da precursora Visa, a Mastercard é outra bandeira de cartão que já suporta a nova tecnologia.

Com relação aos emissores, além do BB, a Caixa Econômica Federal também já está pronta. A Caixa, inclusive, estava envolvida na primeira transação realizada com o 3DS 2.0.

A compra foi um par de ingressos no Peixe Urbano, plataforma online de ofertas. Também fizeram parte desse processo a Visa, e as empresas CyberSource e a Cardinal Commerce.

Vantagens do 3DS 2.0 no Brasil

Ao ajudar a evitar fraudes e a impulsionar o uso do cartão de débito nas compras realizadas via internet, o 3DS 2.0 gera vantagens tanto para os e-commerces quanto para seus clientes.

De acordo com a Visa, a nova tecnologia proporciona uma melhor experiência de compra ao consumidor. Como o checkout ocorre mais rápido, o tempo de transação é reduzido em 85%.

Essa agilidade reflete diretamente no volume de vendas dos lojistas, pois também contribui para diminuir o número de carrinhos abandonados: 70% segundo levantamento da empresa.

Outra vantagem da nova forma de autenticação 3DS para o comércio é redução do risco de chargeback e dos custos operacionais com transações de pagamento eletrônico.

No entanto, ainda que a nova versão seja bem mais segura e rápida do que a anterior, resultados melhores são alcançados se o e-commerce mantiver o uso de uma ferramenta antifraude paralela ao 3-D Secure 2.0.

Esse cuidado é essencial para:

  • assegurar transações que não exigem autenticação;
  • evitar exposição a fraudes e, consequentemente, o aumento da taxa de desaprovação dos emissores, o que pode comprometer a imagem da marca junto aos consumidores;
  • manter o e-commerce dentro dos limites de chargeback estabelecidos pelas empresas de meios de pagamento;
  • manter o lojista no controle das aprovações e da experiência proporcionada ao seu cliente.

Impactos do 3DS 2.0 para lojistas, clientes e indústria de meios de pagamento

Mas como toda inovação, a implementação do 3DS 2.0 trará mudança (positivas) para todos os envolvidos no processo pagamento online.

Para o consumidor final, por exemplo, a experiência de compra será mais segura e também mais dinâmica.

A solução permite a autenticação do portador de maneira silenciosa, ou seja, sem a necessidade de solicitar mais dados para confirmação de propriedade. Com isso, o processo de compra não é interrompido e sua finalização acontece de maneira mais rápida.

O fato de o 3DS 2.0 também tornar os pagamentos com cartão débito mais seguros contemplará, por exemplo, a parcela de pessoas que não fazem uso de crédito, promovendo uma verdadeira inclusão digital.

Esse dois pontos também ajudam a aumentar a credibilidade do comércio junto ao seu público, refletindo em mais conversões e no aumento do volume de vendas.

O objetivo é que a tecnologia 3DS seja massivamente utilizada, tornando os pagamentos online mais ágeis e seguros em todas as pontas.

Os players de meios de pagamento também não ficam de fora. O 3DS 2.0 fará parte dos protocolos de desenvolvimento de soluções proporcionando, assim, mais segurança às vendas realizadas virtualmente por seus clientes.

Entenda mais ouvindo nosso podcast “Autenticação 3DS 2.0 e os impactos na experiência do consumidor”

Segurança, praticidade e experiência são fatores imprescindíveis quando falamos em transações financeiras.

Fraudes em meios de pagamentos eletrônicos estão presentes em todo o mundo e, como se pode imaginar, o Brasil está na lista dos países que mais lidam com esse tipo de prática.

Contudo, soluções inteligentes com o objetivo de minimizar essas ações são pensadas e criadas em todo o globo.

O 3DS 2.0 chega como uma das mais novas e importantes soluções foi desenvolvimento de um novo padrão de autenticação, que pode ser uma mão na roda para negócios e principalmente comércio eletrônico.

Neste episódio do Papo na Nuvem, Ida Nuñez recebeu Adriana Umeda, Gerente de Risco da VISA, e Leidiane Lima, Consultora de Negócios/Finanças do SEBRAE- SP, para um bate papo sobre a novidade para usuários de cartões, a nova versão do protocolo 3DS 2.0 e os impactos positivos na segurança, confiabilidade e conversões, especialmente do e-commerce no Brasil.

A necessidade e busca por maior segurança e experiência de compra resultaram na criação do protocolo 3DS, uma solução com o objetivo de autenticar o pagamento, o cartão e seu usuário, diminuindo o risco de fraude e prejuízo dos e-commerces.

Em sua primeira versão, o impacto no mundo foi bastante positivo e, até hoje, é utilizada por alguns e-commerces em transações de débito. Entretanto, essa versão é bastante limitada, o que prejudica na experiência de pagamento.

A nova versão do protocolo, o 3DS 2.0, utiliza mais de 100 campos de dados do usuário para uma autenticação imperceptível de transações online.

Com isso, há mais segurança para as bandeiras de cartões, lojistas e bancos, ficando bem mais confortável para toda a cadeia. Ou seja, essa nova versão é também mais fluida e segura.

Para o emissor, foi desenvolvida uma experiência de checkout fluido, e esse processo melhorou em flexibilidade, transparência e controle em cada uma das etapas de pagamento.

Se tem algo que o Covid-19 deixou claro, foi a necessidade de inovar e aprimorar a experiência dos negócios online.

O mercado digital é extremamente agressivo e qualquer obstáculo na hora de efetuar a venda, por menor que possa ser, pode ser decisivo em favor do seu concorrente.

Se durante a jornada de compra seu cliente ficar preso no checkout, em formas de pagamento “quadradas”, ou ainda não sentir confiança para efetuar a compra, pode mudar de ideia na última etapa e procurar por outra solução.

A equação é simples: velocidade no pagamento é igual a maior número de vendas.

O novo protocolo 3DS 2.0 veio para revolucionar o processo de comprar online. Sem dúvidas essa segurança e fluidez no processo de compra tem seu custo.

Contudo, cabe os e-commerces botar na ponta do lápis os benefícios que essa tecnologia traz para o negócio e analisar se faz, ou não, sentido para a empresa.

O que podemos afirmar aqui é que, quanto mais segurança, melhor experiência para os dois lados da transação.

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