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Sistema antifraude para e-commerce: o que é e por que é fundamental para empresas e clientes?

Publicado em 26 de julho de 2021 por Redação Zoop
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Uma solução antifraude para e-commerce é um sistema que identifica possíveis ações fraudulentas com o objetivo de evitar prejuízos financeiros tanto para as empresas quanto para os seus clientes.

Para isso, a ferramenta utiliza recursos de Inteligência Artificial para acompanhar o comportamento do comprador, além de analisar os dados informados nas compras, o que permite identificar e impedir tentativas de fraudes.

Sobre a importância de adotar esse recurso no comércio eletrônico, vale destacar que, segundo levantamento da Visa publicado no site Valor Investe, o Brasil é o 2º país da América Latina com maior número de fraudes em compras online realizadas com cartão.

Além disso, com o aumento do volume de vendas pela internet, impulsionado pela pandemia, as tentativas de golpes seguiram a mesma linha.

Dados da pesquisa “Mapa da Fraude”, da Clearsale, apontaram que as tentativas de golpes cresceram em 2021 — destacando que esse crescimento é proporcional ao aumento do volume de pedidos online e do e-commerce de maneira geral.

Segundo o levantamento, foram contabilizadas 6,1 milhões de tentativas de fraudes em 2021, contra 3,5 milhões em 2020. Em valores, esses números representam R$ 5,8 bilhões para o ano da pesquisa, sendo que no ano anterior o montante havia sido de R$ 3,6 bilhões.

Comparando os períodos de análise, 2021 teve 74% mais tentativas de fraudes e 61% a mais em valor.

Ou seja, esses dados comprovam que a implementação de um sistema antifraude para e-commerce é uma ação, praticamente, inquestionável. 

Mas em quais outros pontos esse tipo de solução contribui para o crescimento das empresas e no seu relacionamento com os clientes? O que considerar na hora de escolher esse sistema? Confira essas respostas agora, neste artigo!

O que é um sistema antifraude para e-commerce? 

Um sistema antifraude para e-commerce é uma solução que analisa automaticamente os pedidos realizados em uma loja virtual com o objetivo de identificar possíveis fraudes.

Neste momento você deve estar se perguntando como funciona um sistema antifraude para e-commerce na prática, não é mesmo?

Essa ferramenta funciona realizando um cruzamento de dados e de comportamento de compra dos clientes. Isso significa que, se o sistema detectar qualquer ação fora da considerada padrão, a compra é bloqueada até que a análise de fraude seja feita e constatada a sua comprovação ou não. 

Por que o seu e-commerce precisa ter um sistema antifraude? 

Apenas com base nessas informações já fica claro por quais motivos o seu e-commerce precisa ter um sistema antifraude, concorda?

Além de contribuir para que o seu negócio não sofra prejuízos financeiros, soluções desse tipo também aumentam a segurança oferecida aos clientes, considerando que eles ficam protegidos de possíveis golpes aplicados com seus nomes e/ou números de cartões.

Por exemplo, se um consumidor do seu comércio eletrônico tem o hábito de adquirir R$ 200 de produtos todos os meses e, de repente, surge uma compra de R$ 2.000 em seu nome, o sistema bloqueia essa aquisição por considerar se tratar de um comportamento fora do padrão para aquele cliente.

Agora, imagine que essa tentativa de compra tenha sido feita por uma pessoa que teve acesso ilegal ao cartão de crédito desse consumidor. Ao fazer esse bloqueio, você estará protegendo tanto ele quanto a sua empresa de transtornos muito maiores, os quais podem até comprometer o relacionamento entre vocês.

Qual a importância de um sistema antifraude para e-commerce? 

Do ponto de vista das companhias, um dos principais motivos que justificam a adoção de uma solução antifraude para e-commerce é evitar prejuízos financeiros

Em segundo lugar, podemos destacar a diminuição do chargeback, situação que, inclusive, pode comprometer a relação da empresa com as bandeiras de cartão.

Ajuda a evitar prejuízos financeiros

Segundo o estudo mundial realizado pela Juniper Research e divulgado no site E-commerce Brasil, as fraudes no comércio eletrônico podiam chegar a US$ 20 bilhões em 2021, número 17% maior que o apontado em 2020, que foi de R$ 17,5 bilhões.

Com relação a essas perdas, é importante destacar que elas afetam não apenas o recebimento de valores pelo negócio, mas também o seu estoque, o que potencializa o problema.

Por exemplo, pode acontecer de o cliente perceber uma compra indevida na fatura do seu cartão e, por conta disso, solicitar o ressarcimento junto à operadora. No entanto, até que isso seja concluído, o produto já foi enviado e recebido por quem realizou a fraude.

Em situações como essas, além de ter que devolver a quantia para o titular do cartão, o varejista também perde o produto vendido.

Reduz o número de chargeback

Mas além de evitar perdas financeiras nos dois cenários que acabamos de mencionar, um sistema antifraude para e-commerce também contribui para reduzir o número de chargebacks.

Chargeback é a contestação, por parte do cliente, de uma transação realizada via cartão, que pode tanto ser de crédito quanto de débito. Esse processo também pode ser realizado pelo próprio banco, quando há suspeita de ação fraudulenta.

Outra situação que pode gerar chargeback é o desacordo comercial que acontece, por exemplo, quando o cliente alega que não recebeu a mercadoria comprada no e-commerce.

Essa ação remete a um tipo de fraude na internet chamada “autofraude”, ou “fraude de reembolso”, que acontece quando o próprio dono do cartão realiza a compra, recebe o produto, mas alega à operadora do cartão que foi roubado.

Independentemente do motivo, quando uma empresa tem um volume alto de chargeback, pode ter o relacionamento com as bandeiras de cartão comprometido, sob risco de receber advertências, multas e até sofrer o descredenciamento.

Mais uma vez, as soluções antifraude para e-commerce protegem o varejista e evitam sérios problemas que podem até levar ao fechamento da empresa, dependendo da gravidade.

Não deixe de ouvir este podcast do Papo na Nuvem:


 

Qual o impacto de uma ferramenta antifraude na experiência do cliente?

Para os clientes, a principal razão de contar com um sistema de proteção desse tipo é ter mais segurança na etapa de pagamento das suas compras virtuais.

Ainda que o cartão de crédito seja o meio de pagamento preferido de 58% dos consumidores de lojas online, segundo pesquisa do Opinion Box, 15% ainda preferem o boleto bancário e 8% as carteiras digitais.

Esse comportamento pode ser resultado de uma possível insegurança na hora de informar os dados na plataforma de compra.

Além disso, conforme informações da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços, Abecs, publicadas do site E-commerce Brasil, o cartão de débito raramente é utilizado pelos clientes no comércio eletrônico justamente por considerarem um método menos seguro que o cartão de crédito, uma vez que, se houver uma fraude, o valor é automaticamente debitado da conta do titular.

Sobre todos esses pontos, é essencial reforçamos que as opções de pagamento, bem como a segurança desse processo, tem total influência na experiência de compra do cliente.

Não encontrar no comércio eletrônico o meio de pagamento favorito, ou se sentir inseguro para informar os dados, tende a levar o potencial comprador a desistir da aquisição e, possivelmente, migrar para outro e-commerce.

Com isso, a sua empresa perde na retenção e na fidelização dos clientes, compromete a imagem da marca e, como resultado, diminui o volume de vendas e a lucratividade.

Não deixe de ler este artigo: “Futuro do e-commerce: como os meios de pagamento irão revolucionar as compras online!

Quais critérios considerar na hora de escolher uma solução desse tipo?

A Agência Brasil destacou que a prevenção a fraudes é a principal preocupação dos e-commerces, levando 62% das empresas desse setor a investirem mais em soluções voltadas para essa questão

Se esse também se tornou um ponto de atenção para você, confira 5 critérios que não podem faltar em um sistema antifraude para e-commerce:

  • permitir uma análise profunda e precisa do comportamento do cliente, por exemplo, identificando mudanças constantes de endereço de entrega, de número de cartões etc;
  • ter interação mínima com o consumidor, a fim de evitar constrangimentos. Porém, possibilitar contato em situações suspeitas com o objetivo de não perder vendas reais;
  • ser compatível e ter fácil integração com a plataforma do e-commerce;
  • conseguir fazer um bom número de análise por mínimo, compatível com o volume de vendas da empresa e que acompanhe o seu crescimento; 
  • contar com um bom serviço de suporte e inovações tecnológicas que abranjam o surgimento de novas fraudes.

 

Depois de todas essas informações, que tal outras dicas para aprimorar o seu comércio eletrônico e aumentar o faturamento? Então, não deixe de ler o artigo “Meios de pagamento para e-commerce: o seu negócio está preparado para as tendências?

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