15 de julho de 2020

Os cases de varejo atuais estão sendo formados pelas empresas que entenderam que a transformação digital se tornou uma prioridade para manter os lucros em tempos de coronavírus.

Um exemplo dessa urgência pode ser visto na pesquisa “Novos hábitos digitais em tempos de Covid-19” da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), que mostrou que 61% das pessoas aumentaram seu volume de compras pela internet.

A mudança rápida de comportamento dos consumidores, imposta pela quarentena, obrigou muitos negócios que não operavam on-line a se adaptarem.

Se antes da pandemia a integração de canais físicos e virtuais, bem como a oferta de soluções de pagamentos digitais já era uma necessidade e um diferencial competitivo, agora, se tornou ainda mais evidente.

Mas quais ações as empresas estão tomando para se manterem ativas ainda que suas lojas físicas estejam temporariamente fechadas?

Cases de sucesso em tempos de coronavírus

Os cases de varejo que estão ganhando destaque no momento são das empresas que tornaram a integração do mundo físico ao digital o foco do seu negócio.

Isso se fez necessário especialmente devido à mudança de hábitos e comportamentos dos consumidores em diferentes aspectos.

Levantamentos realizados pela empresa Opinion Box mostraram que:

  • 6 a cada 10 pessoas estão passando mais tempo na internet;
  • 26% começaram a pedir comida via delivery;
  • 15% começaram a utilizar farmácias on-line;
  • 14% começaram a comprar em supermercados on-line.

Entre as que já tinham costume de utilizar canais virtuais:

  • 40% estão utilizando mais delivery de comida;
  • 17% deixaram de ir presencialmente aos supermercados.

A orientação de ficar em casa, somado ao medo de um possível contágio, fez com que o número de pessoas que realizaram sua compra on-line pela primeira vez também subisse consideravelmente.

Apesar da crise que vem afetando todos os segmentos, o resultado dessa mudança trouxe ao e-commerce brasileiro bons resultados.

Um estudo da ABComm, Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, em parceria com o Movimento Compre & Confie, mostrou um crescimento no número de vendas e de faturamento entre fevereiro e março de 2020, comparado ao mesmo período de 2019:

  • aumento de 30,5% no número de pedidos;
  • aumento de 28% no faturamento.

Mas o que as empresas estão fazendo para obter esses resultados?

Assista a este vídeo com a participação dos grandes líderes do setor e, em seguida, veja o que fez a Telhanorte, a Ikesaki, a Wine e uma das empresas parceiras da Zoop, o iFood

Telhanorte

A Telhanorte, empresa do ramo de materiais de construção, percebeu um aumento no número de obras, reformas e manutenções após o início da quarentena.

Inicialmente, o segmento não fazia parte dos considerados serviços essenciais, o que levou à necessidade do fechamento das unidades presenciais.

No entanto, após nova análise do governo, as lojas de material de construção passaram a fazer parte dessa lista, permitindo a reabertura de 80% das lojas da rede Telhanorte.

Ainda que já oferecesse a possibilidade de compras pelo site, WhatsApp ou telefone, a nova realidade imposta pelo coronavírus no Brasil fez com que a empresa se adequasse para continuar atendendo os clientes e, ao mesmo tempo, proteger seus funcionários.

Assim, além de intensificar as medidas de segurança nas lojas físicas, a Telhanorte adotou diversas outras soluções, tais como:

  • venda de produtos a preço de custo;
  • frete grátis para consumidores acima de 60 anos;
  • frete grátis para profissionais de saúde;
  • descontos especiais para profissionais que estão na linha de frente (policiais, bombeiros e da área de saúde);
  • drive thru para retirada de compras;
  • entrega em até 6 horas.

Ikesaki

A Ikesaki, rede de lojas de cosmético de São Paulo, é um exemplo entre os cases de varejo que viu a necessidade de antecipar sua transformação digital.

Com foco nas vendas presenciais, o fechamento temporário das oito unidades da rede por conta da pandemia de coronavírus, fez com que o projeto de expansão do e-commerce fosse colocado em prática antes do previsto.

A empresa transformou seus colaboradores em promotores virtuais da marca, dando a cada um uma loja virtual própria.

Além disso, a Ikesaki também passou a receber pedidos via WhatsApp e pelo aplicativo Rappi. Com isso, o faturamento no e-commerce que antes era de 12%, subiu para 25%.

Ainda que não seja tão expressivo quanto as vendas presenciais, a solução está ajudando a empresa e seus colaboradores a manterem as atividades e lucros mesmo durante este período de quarentena.

A empresa também adaptou outra vertente do seu negócio: os cursos presenciais para profissionais do setor de beleza.

Devido ao isolamento social, a Ikesaki precisou cancelar sua agenda de cursos e passou a oferecer aulas por vídeo. Agora, a empresa pretende criar sua própria plataforma digital.

Wine

A Wine, maior clube de assinatura de vinhos do mundo, é uma empresa que já nasceu online. Ainda assim, viu seu volume de vendas aumentar por conta do isolamento social.

Segundo a empresa, houve um aumento de 40% no número de novos sócios e de 30% de clientes que fizeram sua primeira compra.

No entanto, mesmo com bons resultados, a Wine encontrou outra maneira de atender ainda melhor seu público durante a quarentena.

A empresa implementou o delivery nas nossas lojas físicas de Belo Horizonte e Curitiba. Com isso, o tempo de entrega foi reduzido, garantindo que os clientes dessas cidades recebam seus pedidos em até 30 minutos.

Esses, por sua vez, podem ser feitos via WhatsApp, presencialmente nas lojas, ou pelo app da Wine para quem está a um raio de 10km da unidade mais próxima.

iFood

Outro fator que também resulta em cases de varejo de sucesso neste período de pandemia são as soluções de pagamento digitais oferecidas pelas empresas.

O iFood, um dos parceiros da Zoop, por exemplo, fez a integração de seus meios de pagamento ao vale-refeição.

A solução permite que o cliente faça seu pedido via aplicativo e pague com seu cartão refeição, eliminado a necessidade de pagar na maquininha na hora da entrega, como era anteriormente para esse tipo de pagamento.

Além de otimizar o processo, essa integração reduz o contato entre entregador e cliente, diminuindo o risco de possível contágio pela Covid-19.

O impacto do coronavírus nos meios de pagamento

Não podemos deixar de considerar também a digitalização do dinheiro como importante mudança.

Assunto que já vinha ganhando espaço, tende a ter ainda mais destaque por conta coronavírus.

Além de um importante fator de competitividade, os pagamentos digitais se tornaram até uma indicação da OMS, Organização Mundial de Saúde, a fim de evitar a proliferação da Covid-19.

Entenda mais sobre os impactos da digitalização do dinheiro neste podcast:

Como se adequar à nova realidade das soluções financeiras

Os meios de pagamento e as soluções financeiras são pontos que precisam ser considerados para que as empresas continuem lucrando durante a quarentena de coronavírus e após.

Além disso, essa são maneiras de aumentar o faturamento e escalar a rentabilidade do seu negócio.

A Zoop permite que você construa suas próprias soluções de pagamentos integradas para ajudar seus clientes a crescerem, criando uma empresa de pagamentos e/ou serviços financeiros dentro da própria operação.

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