Mercado

Desafios da Black Friday 2020: como se preparar em tempos de pandemia?

Publicado em 27 de outubro de 2020 por Redação Zoop

Os desafios da Black Friday 2020 são totalmente diferentes dos que o varejo precisou enfrentar nos anos anteriores.

A pandemia do novo coronavírus não apenas mudou os hábitos de consumo, mas também a maneira como os varejistas trabalham.

Se nos anos anteriores as lojas físicas se preparavam para receber centenas e centenas de pessoas nesse período, hoje, precisam cumprir medidas sanitárias que envolvem, entre outros pontos, o distanciamento social.

Além disso, para o varejo continuar ativo na quarentena, a transformação digital precisou acontecer de forma ainda mais rápida, pegando de surpresa muitos que não estavam preparados para isso.

De acordo com a pesquisa Black Friday 2020, realizada pela área de Inteligência de Mercado da Globo, para este ano, 55% dos entrevistados pretendem usar canais físicos e digitais para comprarem nesse período (o chamado varejo omnichannel) e 29% usarão apenas a internet.

As intenções de compras presenciais caíram de 35% em 2019, para apenas 16% este ano. Ou seja, entende-se que essa semana de descontos será a mais digital de todos os tempos.

Com isso, podemos dizer que, entre os desafios da Black Friday 2020, encontram-se questões relacionadas à:

  • necessidade de melhorar a oferta de meios de pagamentos digitais;
  • adaptação no modo de vender e de se relacionar com os clientes (mais virtual);
  • encontrar maneiras de melhorar a experiência dos consumidores.

 

Porém, nem tudo são obstáculos, pois diversas oportunidades podem ser geradas durante e após esse período.

Conheça agora quais são, entenda melhor os desafios da Black Friday 2020 e confira o que diz Diego Barreto, CFO e vice presidente de Estratégias no iFood sobre esse novo cenário.

Principais desafios da Black Friday 2020

O primeiro item na lista de desafios da Black Friday 2020 diz respeito ao planejamento, fator essencial para que os varejistas consigam atender a alta demanda desses dias.

No entanto, houve uma dúvida comum a todos: como se planejar sem saber se o comércio estaria, ou não, aberto? Além desse, quais seriam os outros desafios da Black Friday 2020? 

Na lista encontram-se questões como:

  • adaptação das estratégias de venda;
  • conseguir atrair novos clientes;   
  • expandir a oferta de meios de pagamento;
  • melhorar a experiência de compra do cliente.

Adaptação das estratégias de venda

Ao que tudo indica, o modelo já conhecido da Black Friday não existe mais. As cenas de centenas de clientes nas portas das lojas esperando abertura dará lugar às compras realizadas em casa ou, no máximo, a poucos consumidores em cada estabelecimento.

Com isso, o omnichannel se apresenta como um dos caminhos para atender à nova realidade, otimizando o tempo de compra e aprimorando o relacionamento do cliente com a marca.

Entenda melhor sobre esse conceito ouvindo o podcast “Estratégia omnichannel: a sua importância aos negócios” do Papo na Nuvem.

 

Conseguir atrair novos clientes

Com o varejo mais presente no mundo digital, ganharão destaque e conseguirão atrair mais clientes aqueles que tiverem as melhores ofertas.

Aqui, não estamos falando apenas em preços, mas também tempo de entrega e facilidade no processo de finalização das compras, o que inclui meios de pagamentos mais rápidos e seguros.

Expandir a oferta de meios de pagamento 

E por falar em meios de pagamento, esse pode ser um ponto decisivo na tomada de decisão de compra.

Segundo a pesquisa da Inteligência de Mercado citada anteriormente, ainda que 42% tenha a intenção de pagar suas aquisições em dinheiro, 76% informam que usarão a função crédito; 35% débito; 22% boleto; e 21% carteira digital.

Aqui, podemos destacar também outra tendência fortemente impulsionada pela pandemia, que é o pagamento por aproximação.

Indicado pela própria Organização Mundial de Saúde (OMS), 75% dos consumidores brasileiros afirmam que continuaram utilizando essa opção mesmo ao final da pandemia. 

Entre os motivos estão o fato de considerarem a solução mais conveniente do que dinheiro, além de mais rápida e mais segura.

Leia também “Tudo sobre pagamento por aproximação para o seu negócio!

Melhorar a experiência de compra do cliente

Mais do que nunca, o cliente está no foco das operações do varejo. Por isso, questões como abertura de novos canais de atendimento, logística de entrega mais aprimorada e oferta de diferentes meios de pagamento, devem ser ainda mais consideradas e trabalhadas.

Ao melhorar a experiência de compra do consumidor, não apenas na Black Friday, mas também nos demais meses do ano é possível:

  • aumentar o nível de satisfação do cliente, levando à fidelização;
  • melhorar a reputação da marca;
  • aumentar o faturamento.

Sinais deixados pela Black Friday 2019

Muito tem se falado sobre o crescimento do e-commerce durante a pandemia e do comportamento cada vez mais digital dos consumidores.

É verdade que ambos realmente foram intensificados por conta do isolamento social e do fechamento dos comércios físicos durante a quarentena.

No entanto, a Black Friday 2019 já dava sinais claros de que as vendas virtuais estavam em expressivo crescimento.

De acordo com a Ebit|Nielsen, o varejo online do Brasil faturou R$ 3,2 bilhões apenas nesse período, 23,6% a mais do que na Black Friday 2018.

Só de vendas via mobile foi R$ 1,7 bilhão: 55% dos pedidos foram feitos por dispositivos móveis, número 103% maior do que no ano anterior.

Considerando que, para este ano, a intenção de compras online permanece alta, ambos os cenários reforçam as oportunidades geradas pela semana de desconto, que incluem a promoção da transformação digital, a digitalização do dinheiro e a chance de trabalhar com novos meios de pagamentos digitais.

Oportunidades da Black Friday 2020

A transformação digital nas empresas já era um processo que vinha acontecendo, mas foi impulsionado pela pandemia do novo coronavírus.

No varejo, por exemplo, quem não tinha presença virtual precisou buscar, rapidamente, soluções para poder fazer parte desse conceito.

Entenda melhor neste artigo “Inovação em marketplaces, e-commerces e venda presencial: o que foi impulsionado pela pandemia do novo coronavírus?

Nessa trajetória, a digitalização do dinheiro e necessidade de uma oferta maior de meios de pagamentos digitais ficou ainda mais evidente. 

O fato é que essas questões, bem como os desafios da Black Friday, devem ser vistos como uma excelente oportunidade de crescimento para as empresas. 

Ou seja, se é preciso se adaptar para atender ao consumidor neste período, por que não estender isso para ações futuras?

Os aplicativos mobile, por exemplo, estão sendo vistos como uma forte tendência por unirem o comércio eletrônico à comodidade — afinal, o cliente tem uma loja inteira, literalmente, na palma das mãos.

Mas todo o processo de compra só é finalizado quando se oferece boas (e seguras) formas de pagamento.

A importância dos pagamentos digitais

Os pagamentos digitais, em 2019, já representavam 43% do consumo das famílias brasileiros. A pandemia, certamente, fará esse número aumentar ainda mais.

Em resumo, trabalhar com pagamentos digitais é uma maneira de:

  • atender ao novo comportamento do consumidor;
  • melhor sua experiência de compra;
  • gerar uma nova fonte de receita para a sua empresa;
  • contribuir para que seus clientes reduzam os gastos e aumentem o faturamento.

 

Veja “Plataforma de pagamento digital: 5 vantagens que justificam a oferta dessa solução

Como as empresas estão se adaptando ao novo cenário

Uma questão que se mantém não apenas sobre a Black Friday, mas na economia como um todo é: como as empresa devem se adaptar em cenários de crises, assim como a que estamos vivendo agora?

A boa notícia é que existem diversos cases de varejo de marcas que conseguiram, com sucesso, se adaptarem à nova situação e continuar a lucrar. O iFood, parceiro da Zoop, foi uma delas. 

Entre as ações criadas por conta da pandemia, a empresa líder em delivery de alimentos melhorou sua solução de pagamentos digitais.

O iFood, que já conta com maquininhas de cartão com a própria marca, integrou aos seus meios de pagamento digitais o vale-alimentação e o débito online. 

Ambas as iniciativas tornaram o aplicativo mais atraente para o consumidor final, e mais lucrativo para os seus parceiros de negócios.

Sobre esse, e outros pontos, conversamos com Diego Barreto, CFO e vice presidente de Estratégias no iFood. 

Diego, já é possível mensurar quanto a oferta de novos meios de pagamento contribuiu para o crescimento do iFood e dos seus parceiros neste período de pandemia?

É possível mensurar sim. A realidade é que o brasileiro tem hoje, à sua disposição, diferentes formas de pagamento que permitem fazer as suas compras e realizar o seu consumo. 

Se pensarmos, por exemplo, na questão da alimentação, o consumidor tem não apenas o seu cartão de crédito, de débito ou dinheiro, mas também os valores depositados pelo governo em carteira digitais durante esta pandemia, vale-refeição, vale-alimentação e valores disponibilizados em forma de outros benefícios pelas empresas em wallets.

Ou seja, é possível dizer, sim, que existe um crescimento de vendas na empresa à medida que novos meios de pagamento são adotados.

No caso do iFood, especificamente, tivemos um crescimento de, mais ou menos, 1.000% durante a pandemia relacionado ao vale-refeição.

Isso significa que, o fato de termos essas integrações e viabilizar essa tecnologia nos permitiu incorporar também essa forma de consumo e atender a esse público. 

Considerando a expectativa da Black Friday e o aumento das compras online, incluindo o setor alimentício, quais ações estão sendo planejadas pela empresa para atender a essa demanda?

Em relação à Black Friday, o iFood tem se preparado bem para permitir que, durante esse período de ofertas, as pessoas consigam ter uma visibilidade muito clara em relação às oportunidades que vão existir por parte dos parceiros — oferecimento de descontos etc.

Então, temos nos preparado, trabalhando de forma muito antecipada, com todos os parceiros (restaurantes e entregadores) para que fique mais evidente o que nos espera sob a ótica de demanda e os tipos de demanda.

Além disso, a gente tem aprimorado a nossa tecnologia a fim de garantir que seja um dia tranquilo no que diz respeito aos nossos serviços, os quais os consumidores já têm em um dia normal, mas que por causa da Black Friday ganham uma intensidade muito maior.

Por fim a comunicação. A ideia é conseguir atingir as pessoas da forma correta, no time certo, para permitir que os consumidores se preparem para esse dia e consigam aproveitá-lo ao máximo.

Quais das adaptações dos últimos meses você considera que permanecerão no pós-pandemia e qual deve ser o foco dos empreendedores para continuarem lucrando?

Eu diria que há duas grandes mudanças que ficam no pós-pandemia por parte dos empreendedores. 

A primeira é a clara visão de que a digitalização é uma realidade da qual já não é mais possível escapar. Não é possível mais evitar o relacionamento e as transações no ambiente online. 

Além disso, a importância de uma plataforma poderosa para alavancar o negócio e a própria gestão da empresa que acaba mudando “para dentro”, uma vez que já não é mais só uma empresa offline, ou tão offline.

A segunda adaptação que fica é o ecossistema. Claramente os negócios, hoje, estão muito mais inseridos em ecossistemas que se têm inúmeros pontos de conexão.

Isso faz com que as ofertas tenham um alcance muito maior, que o nível de serviço cresça muito mais, e que os pontos de contato com os clientes sejam infinitamente maiores do que eram antes. 

Acho que essas duas tendências, sem dúvidas, ganharam muita força na pandemia e vieram para ficar de uma vez por todas.  

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