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Golpe do Pix: quais tipos estão sendo aplicados e como se proteger?

Publicado em 27 de setembro de 2021 por Redação Zoop
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Infelizmente, já circulam na mídia diversas notícias sobre tentativas de fraude e de golpe do Pix, sistema de pagamento instantâneo do Banco Central.

O diretor da Organização do Sistema Financeiro e Resolução do BC, João Manoel Pinho de Mello, em entrevista para G1 Economia, revelou que, atualmente, o número de transações suspeitas é de meia transação a cada 100 mil realizadas.

Se for considerado o período desde o lançamento do Pix, Mello destaca haver uma tentativa de ação fraudulenta a cada 100 mil transações efetivadas.

Esse número de golpe do Pix pode parecer baixo em um primeiro momento, mas se considerarmos que, apenas no mês de agosto de 2021, foram realizadas mais de 815 milhões de operações, ele se torna bastante significativo e oneroso para os usuários do sistema.

Buscando acabar ou, pelo menos, minimizar essas ações, o órgão regulamentador adotou uma série de medidas de proteção, que incluem limite de valor para transações noturnas, cadastro prévio de contas que podem receber as transferências, entre outras.

Confira, neste artigo, quais são as abordagens de segurança aplicadas pelo Banco Central, quais são os principais golpes do Pix que estão sendo aplicados, e como proteger a sua empresa de prejuízos.

Quais são os principais golpes do Pix que podem afetar a sua empresa?

Quando se fala em golpe do Pix, a cada dia novas estratégias são adotadas por criminosos a fim de lesar as vítimas e tirar dinheiro de suas contas bancárias.

Atualmente, as fraudes do Pix que mais estão sendo aplicadas, e que podem afetar o seu negócio, são:

  • phishing;
  • clonagem de WhatsApp;
  • descontos em contas e faturas;
  • falsas centrais de atendimento ao cliente.

Phishing

O phishing é um tipo de fraude na internet que está sendo bastante utilizado como golpe do Pix. 

Consiste no envio de um link que, quando aberto, direciona a pessoa para uma página web falsa bem similar visualmente à oficial de redes varejistas, bancos, fintechs e diversos outros tipos de empresas.

Podendo ser enviado por e-mail ou SMS, a ideia é que o cliente da marca clique no link, acreditando ser um contato real dessa companhia com propósito de atualizar os seus dados.

No entanto, a verdade é que ele estará enviando suas informações a malfeitores que podem usá-las para diferentes crimes, incluindo roubo de valores via Pix.

Não deixe de ouvir este episódio do Papo na Nuvem:

Clonagem de WhatsApp

Dados do dfndr lab, laboratório de segurança digital da PSafe, divulgados no site 6 minutos do UOL, apontaram que a clonagem de WhatsApp faz 15 mil vítimas por dia no Brasil. Entre essas, obviamente, podem estar as contas utilizadas por empresas.

No golpe do Pix no WhatsApp, os criminosos roubam a conta e se passam pelo titular, enviando mensagem para a lista de contatos na tentativa de conseguir uma transferência de valor via sistema de pagamentos instantâneo.

As marcas que usam esse aplicativo de mensagem como canal de relacionamento e/ou de vendas, e que tiverem os seus apps clonados, correm o risco de os seus clientes receberem esse tipo de mensagem.

Os argumentos utilizados, no caso, podem ser a cobrança de uma fatura em atraso, o envio de segunda via de boleto ou QR Code com valor atualizado para pagamento, ou algo similar.

Quando o cliente cai nessa fraude do Pix, a quantia paga é enviada instantaneamente para a conta dos malfeitores. No entanto, o consumidor acredita estar se relacionando com a marca, visto ser o WhatsApp oficial da companhia.

Descontos em contas e faturas

Seguindo um princípio bem parecido com os dois que acabamos de citar, outro golpe do Pix que tem se tornado bastante comum é o desconto em contas e faturas.

No caso, quem está aplicando a fraude, entra em contato com o cliente e informa que ele poderá pagar um valor menor do que o devido à marca, desde que ele faça uma transferência naquele momento.

Ao aceitar a oferta,  um link, QR Code é enviado, ou mesmo uma chave Pix para fazer a transação e, mais uma vez, o consumidor acredita estar em contato com alguma empresa com a qual mantém relacionamento e confia.

Falsas centrais de atendimento ao cliente

Das falsas centrais de atendimento ao clientes são feitas ligações por pessoas que se passam por funcionários de bancos, fintechs, e SAC de marcas conhecidas.

Nesse tipo de fraude do Pix, também é possível enviar links de pagamento, indicar uma chave para que o cliente efetue uma transferência, acreditando estar pagando uma conta etc.

A diferença das demais é que essa ação é feita por telefone, e não por canais digitais como e-mail, mensagem de texto ou SMS.

Como se proteger das possíveis fraudes no Pix? 

Como você pôde ver, os golpes do Pix que acabamos de citar podem usar o nome da sua empresa para prejudicar financeiramente os seus clientes.

Quando isso acontece, a imagem da sua marca pode ficar seriamente comprometida. Ainda que você comprove que não teve participação nas fraudes, as chances dos consumidores afetados perderem a confiança no seu negócio são grandes.

Por isso, é essencial que oriente adequadamente o seu público sobre quais canais são utilizados para cobranças e pagamentos via Pix, destacando que qualquer situação fora da apresentada deve ser vista como suspeita.

A fim de proteger o WhatsApp do seu negócio, a dica é utilizar a chamada “verificação em duas etapas”, que consiste na inclusão de um PIN como camada extra de segurança.

E por falar em segurança, vale reforçar o que mencionamos logo no início deste artigo, que o Banco Central adotou uma série de medidas a fim de evitar golpes do Pix.

Segundo divulgado no portal do Governo do Brasil, as novas regras são:

  • limite de R$ 1 mil para transações entre 20 horas e 6 horas (válido para pessoas físicas e MEIs, Microempreendedores Individuais);
  • possibilidade de o cliente bancário aumentar ou reduzir o seu limite de Pix, tendo efeito imediato para redução, e prazo entre 24 horas e 48 horas para aumento;
  • cadastro prévio de contas que poderão receber transações acima dos limites estabelecidos;
  • obrigatoriedade das instituições participantes do sistema em registrar no Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT) contas e transações suspeitas de ações fraudulentas.

 

Ainda que exista a possibilidade de golpes, é fundamental que você tenha em mente que o Pix é um excelente meio de pagamento, que facilita a rotina tanto de quem paga quanto de quem recebe.

Para conhecer um pouco mais sobre esse meio de pagamento, leia agora mesmo o artigo: “Tudo sobre o Pix: confira as 13 respostas que a sua empresa precisa saber e a opinião de grandes especialistas!

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